terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A batalha da oposição e o tamanho do prato

Geddel x Paulo Souto: toda esta guerra é por conta do tamanho do prato.

Geddel x Paulo Souto: toda esta guerra é por conta do tamanho do prato.

Os jornalistas, blogueiros e acompanhantes mais atentos do cenário político percebem uma tênue mas significativa mudança no comportamento do PMDB geddelista e do DEM soutista.

Esta semana ambos os partidos começaram a travar uma pequena guerrilha de informações.

Os tiros da oposição, antes concentrados no governador Jaques Wagner, começam a ser disparados entre o PMDB e o DEM.

Ao que parece, Paulo Souto não irá aceitar provocações do PMDB calado. É quase certo que o DEM e o PMDB serão aliados no segundo turno. Entretanto, para que Geddel chegue lá, é preciso minar a candidatura de Paulo Souto, movimento que, ao que parece, começa a ocorrer. Ninguém duvida seriamente que a candidatura de Jaques Wagner, por enquanto, é a mais propícia a ter um lugar reservado em um possível segundo turno.

Paulo Souto sabe disso. E não dará a outra face para Geddel embora, diplomaticamente, evitará qualquer agressão que venha a queimar a ponte que poderá conduzir Geddel ao ninho democrata, em um possível segundo turno.

Mas que exame de balística comprovaria esta tese do acirramento da disputa no seio da oposição?

A resposta está na imprensa.

Esta semana PMDB e DEM travaram uma guerra midiática para convencer o eleitorado que um está minando o terreno do outro. Diria mesmo se tratar de uma guerra de infiéis.

Paulo Souto fez um estardalhaço dos apoios que recebeu do ex-prefeito de Irará, Juscelino Souza e do atual prefeito de Muritiba, Epifânio Sampaio, ambos filiados ao PR de César Borges.

Logo depois, Geddel faz chegar aos quatro cantos da Bahia o “elogio” que recebeu do prefeito de Mucuri, Paulo Alexandre Matos Griffo (PSDB). O prefeito do PSDB, partido aliado do DEM, pousou para fotos com o adesivo de Geddel no peito.

A ação de Paulo Souto mostra que o ex-governador não pretende ficar refém de um possível apoio do PMDB.

Ato contínuo, Paulo Souto então tratou de divulgar o apoio que recebeu do prefeito de São Desidério, Zito Barbosa (PMDB).

Na política, aonde há fumaça, há incêndio. Ou, se preferirem, jabuti não sobe em árvore.

PMDB e DEM tentam passar a idéia que estão “minando” o terreno do outro.

A briga pelo segundo turno já começou, muito embora, legalmente, a campanha não tenha se iniciado.

Não há espaço para dois partidos de oposição em um hipotético segundo turno. Daí começa a artilharia entre Geddel e Paulo Souto.

Na guerra sui generis que ambos travam, o que chega à imprensa são as baixas em cada exército, mas não de seus partidários, mas dos infiéis de cada lado.

A tendência é que o contencioso se agrave e a infidelidade se acentue.

O prato é pequeno, Geddel vem com a fome e Paulo Souto com a vontade de comer.

Por Charles Carmo