Gilberto Brito defende uso de carvão ecológico

O deputado estadual Gilberto Brito (PR-BA), está buscando incentivar o uso do carvão ecológico na Bahia. Diante de tantas vantagens do novo carvão, especialmente a preservação ambiental e a redução de custos, ele apresentou Indicação ao Sindicato dos Panificadores da Bahia e à Associação dos Proprietários de Padaria da Bahia para que fomentem junto às 2.393 panificadoras da Bahia a adoção do uso do carvão ecológico.
A fabricação do carvão ecológico tem se expandido em alguns estados brasileiros, a exemplo do Maranhão, Piauí e mais recentemente no Ceará, além de Minas Gerais, com o objetivo de minimizar os danos causados pela produção do carvão vegetal. O novo carvão foi inventado por João Luiz de Souza Borges, 55 anos, morador de Açailândia, Maranhão, que estudou até o ensino médio. Ele demorou mais de cinco anos para chegar à formula do produto, que já patenteou. O ingrediente principal é o chamado “fino do carvão”, um pó de carvão vegetal abandonado pelas siderúrgicas no momento de carregar os fornos para a fabricação de ferro gusa.
Fécula de mandioca e argila, produzidas na região, também entram na receita do carvão ecológico. Os dois ingredientes servem para dar liga, resistência e impermeabilidade. Depois de misturar a argila e o pó de carvão, adiciona-se fécula cozida e a massa é moldada e secada ao sol. De acordo com o inventor, a ideia foi criar um produto que cumpra duas funções: dar ajuda a famílias carentes e preservar o meio ambiente.
Quatro quilos de brinquete equivalem a 10 quilos de carvão comum. O briquete torna-se a melhor alternativa para a produção de energia, pois substitui o óleo combustível ou gás natural com a utilização em caldeiras a vapor, sendo que ele produz vapor, com a vantagem de uma economia de até 60%.

