Andrade Neto: um vídeo, um barril e alguns ditados
O Recôncavo observava o site Pura Política, apelidado entre jornalistas como “pulha política”, com ares que misturava o incrédulo com o inacreditável.
O que todo mundo se perguntava é quem bancava aquela estrutura.
Quem falasse no assunto era apedrejado, com pedras pouco lapidadas, pelas páginas do “site”.
Agora Andrade Neto foi pego com o dinheiro (supostamente de extorsão) no bolso.
Deve ter gente sem dormir na Bahia.
Um comunicador tem que entender o significado dessas imagens. Andrade Neto deve ter entendido.
Este debate, entretanto, não serve à causa da defesa da obrigatoriedade do diploma de jornalista, como defendeu o jornalista Samuel Celestino. O Recôncavo ratifica e apóia a obrigatoriedade do diploma, mas adverte: por este caminho, não vá que é barril.
O caso Pura Política não foi causado pela falta de diploma, mas de caráter e de ética.
Se a defesa do diploma se der desta forma, não conquistará a sociedade e o Congresso Nacional.
Afinal, alguém pode se perguntar: se Andrade Neto tivesse diploma faria diferente? Acaso isso não ocorre também entre jornalistas devidamente formados? Existiriam outros “Andrades Netos” nos sites da Bahia? Existe PIG?
A defesa do diploma merece outros argumentos, como os apresentados aqui por Leandro Fortes.
Esta defesa não pode ser feita através da desqualificação dos blogues que são dirigidos por comunicadores leigos. Não enxergar isso é erro grave. Em tempos de redes sociais, twitter e assemelhados, isso causará na sociedade uma reação desfavorável à obrigatoriedade do diploma.
Todos querem se comunicar.
Este debate não cola em tempos de internet.
A isso chamamos “liberdade de comunicação” e “liberdade de imprensa”.
Andrade Neto não era formado. Tem quem seja e faça a mesma coisa?
A sabedoria popular talvez responda.
À Andrade Neto:
“Peixe pequeno não dá mergulho fundo.“
“Passarinho que come pedra sabe o c* que tem.”
“Quem com porcos anda, farelos come”.
“Não vá que é barril”.


