Diretas já no Vaticano
A ala mais conservadora da Igreja Católica resolveu se intrometer na campanha eleitoral brasileira e espalhar a tática do medo. A outra ala católica, moderna e ligada aos ideais da Teoria da Libertação, condena os conservadores e reprova a estratégia.
Dissemos aqui que a escalada anti-Dilma começou depois da visita do chefão do Opus Dei ao Brasil.
O fato é que se o Vaticano pode dar palpites sobre o Brasil, os brasileiros também podem opinar sobre o Vaticano.
O Vaticano, como se sabe, é uma das últimas teocracias do mundo. No Vaticano ainda impera o absolutismo monárquico.
O Vaticano é contra o aborto. Entretanto, é também contra o uso de preservativos, inclusive na África, aonde a AIDS mata milhares de pessoas todos os anos.
O Vaticano, entretanto, não tem a mesma sanha em condenar, por exemplo, os padres e bispos acusados de pedofilia. Muito menos os escândalos financeiros em que se meteu recentemente, sobretudo os que envolvem o Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano, cujo presidente Ettore Gotti Tedeschi teve que depor na justiça italiana sobre as acusações de lavagem de dinheiro.
Eu, pessoalmente, aceitaria de bom grado todos os ditames do Vaticano, inclusive a proibição do uso de camisinha, mas com uma singela condição: eu quero eleger o Papa. O que não dá é obedecer sem participar. Os Bispos conservadores gostam tanto de política, deveriam concordar comigo. Se minha proposta prosperar eles também poderão votar e escolher, democraticamente, o Chefe de Estado do Vaticano.
Diretas já no Vaticano!
Por Charles Carmo
Data: 13 de outubro de 2010, 05:59
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