sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Irmandade Muçulmana: história & ordem política

Ubiracy de Souza Braga é sociólogo (UFF), cientista político (UFRJ), Doutor em Ciências (USP) e professor da Coordenação do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Por Ubiracy de Souza Braga

As ideias de Mawdudi influenciaram fortemente Sayyid Qutb no Egito. Qutb foi um dos principais filósofos do movimento da Sociedade de irmãos muçulmanos, que in statu nascendi ocorre no Egito em 1928; foi banida, mas continua a existir na ilegalidade, após confrontações com o então presidente Egípcio Gamal Abdel Nasser, que mandou executar Qutb e muitos outros. A irmandade muçulmana fundada por Hassan al-Banna defendia um regresso à charia, chariá, xaria ou xariá: em árabe شريعة, também grafada sharia, shariah, shari’a ou syariah, “é o nome que se dá ao código de leis do islamismo” (cf. Knut, 2005; Gibb, 2005). Entretanto, o termo charia deriva do verbo árabe “shara’a”, em árabe: شرع, que está ligado à ideia de um “sistema de lei divina”, um “caminho de crença e prática” (cf. Corão, 45: 8). Em português, xariá “é a forma preferencial”, segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (1999) que também admite a variante chariá.

Em várias sociedades islâmicas, ao contrário da maioria das sociedades ocidentais dos nossos tempos, não há separação entre a religião e o direito, todas as leis, sendo religiosas e baseadas ou nas escrituras sagradas ou nas opiniões de líderes religiosos, tendo em vista o que era por eles percebido como a incapacidade de “os valores ocidentais assegurarem a harmonia e a felicidade dos muçulmanos”. A Irmandade Muçulmana, em árabe: جمعية الأخوان المسلمون ,ou, jamiat al-Ikhwan al-muslimun, literalmente; em português, Sociedade de Irmãos Muçulmanos, é uma ordem islâmica fundamentalista. Enfim, a charia é, atualmente, a lei religiosa mais utilizada, e um dos três sistemas legais mais comuns do planeta, juntamente com a common law anglo-saxônica e o sistema romano-germânico.

Destarte, a perplexidade causada por essa conjuntura política como analisei no ensaio “Egito: A grande peça do tabuleiro de xadrez do Oriente Médio?” (cf. Blog da REA: http://espacoacademico.wordpress.com/2011), no sentido que Marx opera desde o ensaio 18 Brumário (1850) à Luta de Classes em França (1871), conforme entendemos, mas para o que nos interessa, onde entra “em cena” o fundamentalismo, tem como background a weltanschauung que o Ocidente tem como parti pris o Iluminismo que tornava a razão o divisor de água entre o “mundo sagrado”, condenado a ficar subsidiário na história, como aconteceu com a Rainha da Inglaterra para o moderno poder político inglês, e o “mundo profano”, hegemônico, tendo afastado toda manifestação de vida religiosa ou para alguns, religiosidade transcendental da esfera pública para o privado.

O terceiro milênio começa, dessa forma, com as relações internacionais enriquecidas com o Ocidente recebendo “a chave de entrada do mundo mágico e fundamentalista, que permaneceu sufocado com a secularização, embora esperasse o momento, como o que se apresenta, para em cena novamente, revelando-se todo poderoso. A própria secularização tira a sua máscara de neutralidade, não para reverenciar a Religião, mas para se assumir como tal” (cf. Parente, 2010). Politicamente falando, a Irmandade Muçulmana opõe-se radicalmente às tendências seculares de algumas nações islâmicas, como por exemplo: Turquia, Líbano, Egito, Marrocos e pretende revivescer os ensinamentos do Corão, rejeitando qualquer tipo de influência ocidental. A Irmandade Muçulmana também rejeita as influências Sufi e o chamado “Islamismo Moderado”.

O lema da organização é: “Deus é o único objetivo. Mohammad o único líder. O Alcorão a única Lei: A  Jihad é o único caminho. Morrer pela Jihad de Deus é a nossa única esperança”. O fundamentalismo islâmico é um termo de origem do islamismo ocidental utilizado para definir a ideologia política e religiosa fundamentalista que supostamente sustenta que o islamismo, pragmaticamente (cf. Braga, 2006b) de origem midiática, este termo definido no ocidente pelo senso comum, para concordarmos com a hermenêutica de Hans-Georg Gadamer, “uma reflexão sem juízo”, definindo o Islão como não apenas uma religião, mas um sistema que também governa os imperativos políticos, econômicos, culturais e sociais do Estado, quebrando o paradigma de estados laicos, comum nesta parte do planeta. Um objetivo crucial do fundamentalismo islâmico, definido pelo ocidente, é a tomada de controle do Estado por forma a programar o sistema islamista, ou seja, que “abrigue e coordene todos os aspectos sociais de uma sociedade através da sharia islâmica”.

Partindo do pressuposto que apenas a providência divina poderia levar os humanos a serem felizes, concluiu-se que os Muçulmanos deveriam evitar a democracia e viver de acordo com a doutrina por Deus inspirada: charia. A Irmandade historicamente foi um dos primeiros grupos a invocar a jihad contra todos aqueles que não fossem seguidores do Islão. Nas palavras de al-Banna: “terras muçulmanas foram atropeladas e a sua honra manchada”. Adversários seus tomam conta dos seus negócios e os ritos das suas religiões deixaram de se estender apenas aos seus próprios domínios, para não falar da sua impotência em espalhar as convocações, ou seja, “abraçar o Islão”. As suas visões ficaram patentes num panfleto escrito por Muhammad Abd al-Salaam Farag, que disse: “…não há dúvida de que o primeiro campo de batalha para a jihad é o extermínio destes líderes infiéis e a sua substituição por uma completa ordem islâmica”.

Outro movimento político do Jihad islâmico surgiu na Palestina como um desdobramento do grupo egípcio, e iniciou atividade militar contra o Estado de Israel. Outro ramo influente do pensamento islamista veio do movimento wahhabita na Arábia Saudita. Este movimento Wahhabita surgiu historicamente no século XVIII baseado fundamentalmente no monoteísmo do Alcorão e da sunnah, resgatado por Muhammad ibn Abd al-Wahhab. Daí levantou-se a questão que seria necessária viver de acordo com os ditames estritos do islão, que eles interpretavam “como a vida de acordo com os ensinamentos do profeta Maomé e os seus seguidores durante o século 7 em Medina”.

Consequentemente, eles opunham-se a muitas inovações desenvolvidas desde esse tempo, incluindo o minarete, orações perante as sepulturas de seus antepassados, considerando atos de idolatria, e mais tarde do ponto de vista das inovações tecnológicas de reprodução das imagens ou a chamada “guerra dos sonhos”, conforme. Marc Augé: televisões, rádios etc. Melhor dizendo, em La Guerre des rêves – Exercices d`ethono-fiction, afirma:

pour mener à bien son enquete et, à tout le moins, préciser son hypothèse, l`anthropologue dispose de quelques moins. La tradition ethonographique occidentale s`est intéressée aux images, à celle des autres: a leurs rêves, à leurs hallucinations, à leurs corps possédés. Elle a observé et analysé la manière dont ces images    prenaient tout leur sens à l`interieur   desystèmes symboliques partagés, la manière dont eles se reproduisaient et parfois se modifiaient à travers l`activité rituelle. L`anthropologie sèst interessée à l`imaginaire individuel, à sa perpétuelle négociation avec les images collectives; à la fabrication des images aussi ou plutôt des objets (appelés parfois ´fetiches`) qui si présentaient à a fois comme producteurs d`images et de lien social. Les anthropologues, en outre, ont eu l`ocassion (à vrai dire, ils n`ont pas pu y échapper d`observer, à travers les situations dites pudiquement de ´contact culturel`, comment l`affrontment des imaginaires accompagnait le heurt des peuples, les conquêtes et les colonisations, comment des résistances, des replis, des espoirs prenaient forme dans l`imaginaire des vaincus portanto durablement affecté, au sens strict, impressionné par celui des vainqueurs” (Augé, 1997: 14-15).

Muhammad ibn Abd al-Wahhab, também deste ponto de vista considerou que aqueles muçulmanos que violam as interpretações da sunnah e do Alcorão são heréticos, ou seja, “que estes deveriam sofrer punições”. Quando o rei Abdul Aziz al-Saud fundou a Arábia Saudita, ele trouxe consigo estes resgates que Muhammad ibn Abd al-Wahhab realizou para o poder. Com o crescer da proeminência Saudita, este movimento espalhou-se, em especial após o famoso “Embargo ao petróleo de 1973” e o consequente acréscimo da riqueza da Arábia Saudita.

Ipso facto treze anos após a sua fundação em 1960, para combater uma redução do preço do petróleo exigida pelas grandes companhias ocidentais, a Organização dos Países Produtores de Petróleo – OPEP, acionada por seus membros Árabes, passou a ditar as regras, pois nunca é demais repetir que a crise do mundo pós-segunda guerra mundial começa na década de 1970, segundo os economistas com a chamada “primeira crise do petróleo”, pois o embargo do petróleo em 1973 aconteceu quando foi sacada a “arma do petróleo árabe”, colocando os demais partícipes em guarda. Na bolsa de Valores de Nova York, por exemplo, as ações registram seus maiores sobressaltos quando as “torneiras árabes”, na falta de melhor expressão, se abrem ou fecham normalmente. Assim, a mídia de “índice estatístico” Dow Jones de trinta ações industriais registrou sua baixa mais profunda dos últimos onze anos e meio, superando a queda registrada por ocasião do assassinato do presidente John Kennedy nos EUA.

O fundamentalismo islâmico conheceu vários desenvolvimentos políticos e filosóficos na parte inicial do século XX, mas não foi até aos anos da década de 1980 que ganhou destaque na arena internacional. A revolução do aiatolá Khomeni no Irã, sobretudo seu carácter xiita, ofereceu uma inspiração a muitos radicais islamistas e serviu como um exemplo de “como um estado islâmico é estabelecido”. O Aiatolá Sayyid Ruhollah Musavi Khomeini em persa: روح الله موسوی خمینی, transl. Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī, Khomein  (1902-1989), foi uma autoridade religiosa xiita iraniana, líder espiritual e político da Revolução Iraniana de 1979 que depôs Mohammad Reza Pahlevi, na altura o xá do Irã. É considerado o fundador do moderno Estado xiita e governou o Irã desde a deposição do xá até à sua morte em 1989.

Destarte, durante o conflito social e político com a União Soviética, no Afeganistão, como é sabido, muitos islamistas juntaram-se para combater aquilo que eles viam “como uma força invasora ateísta”. Esta confluência resultou nas muitas alianças políticas que foram feitas entre grupos de ideologias políticas semelhantes. Entre as ocorrências dignas de nota, Osama bin Laden (cf. Braga, 2006a; 2006b), um saudita influenciado pelo wahhabismo e pelos escritos de Sayed Qutb, juntou forças com a Jihad Islâmica Egípcia sob a influência de Ayman al-Zawahiri para formar a ordem política que hoje se chama de Al-Qaeda. Na sequência dessa luta contra a União Soviética surgiu o movimento deobandi Taliban, o qual bin Laden (bin, filho de) ajudou a influenciar para tomar direções mais radicais, após a sua chegada ao Afeganistão de 1996. Al-Qaeda, também Al-Qaida; em árabe: القاعدة, transl. el-Qā‘idah ou al-Qā‘idah, (“A Fundação” ou “A Base”) é uma organização fundamentalista islâmica internacional, constituída por células colaborativas e independentes que têm como escopo reduzir a influência não-islâmica, leia-se norte-americana, sobre assuntos islâmicos.

Contudo, vale lembrar que  experiência colonial francesa na Argélia, marcada por guerra, terrorismo e tortura, é uma ferida que parece não fechar nunca. Raiva e culpa sobre a Argélia infunde parte da ansiedade atual sobre os banlieues, ou “periferias”, habitados principalmente por imigrantes muçulmanos, a preocupação com a identidade nacional francesa, o islã radical e as mulheres que usam véus. Ultimamente, a França foi abalada por dois filmes sobre a Argélia e o confronto francês com o seu passado colonial. Os filmes não poderiam ser mais diferentes: um feito por Rachid Bouchareb, um francês de origem argelina, onde afirma: “Fora da Lei” é só um daqueles filmes lançados no circuito car parlent français…, pois é uma ficção histórica sobre a fúria da luta pela Independência da Argélia.

O outro filme, dirigido por Xavier Beauvois, é voltado à crença religiosa e santidade, tendo em vista que foi baseado em fatos reais. O filme “Dos Homens e dos Deuses” apresenta o dia-a-dia de um mosteiro perdido no meio das montanhas do Atlas, ou cordilheira do Atlas que é uma cadeia de montanhas no noroeste da África que se estende por 2400 km através do Marrocos, da Argélia e da Tunísia, e ainda inclui Gibraltar, onde vive uma comunidade de monges cistercienses franceses. Levam a sua vida em harmonia com a população muçulmana, mas uma acesa guerra civil, que opõe o exército argelino a grupos fundamentalistas islâmicos, instaura o terror na região. Eis a questão: os monges recusam a proteção do exército. Mas ambos se passam em um período de violência. O primeiro naquele em que combatentes argelinos em busca da Independência pela Frente de Libertação Nacional, ou FLN – terroristas para os franceses – começaram a luta terrível e sangrenta para expulsar o governo francês. E o segundo quando o Islã radical ganhava espaço na Argélia e tentava tomar o poder em uma guerra civil, num esforço esmagado pelo próprio governo argelino. Fundamentalistas islâmicos também estão ativos na Argélia, nos territórios palestinianos, Sudão e Nigéria.

Muita da atividade fundamentalista islâmica tem sido dirigida contra governos de sociedades muçulmanas aos quais os fundamentalistas se opõem porque eles são governos que se regem pela chamada “lei humana” e não pela chamada “lei divina”. Um esforço considerável foi dirigido também ao combate de alvos ocidentais, especialmente os Estados Unidos da América. Os EUA em particular são um alvo da ira dos fundamentalistas islâmicos, obviamente pelo seu apoio irrestrito ao Estado de Israel como analisei no ensaio, “A Questão Israelense-Palestina: histórias míticas?” (cf. Braga, 2006a) e ainda a regimes aos quais os fundamentalistas se opõem. Adicionalmente, alguns fundamentalistas concentraram a sua atividade contra Israel e quase todos os veem Israel com hostilidade. Osama bin Laden, pelo menos, acredita que isto é uma necessidade devido ao conflito histórico entre Muçulmanos e Judeus e considera “que existe uma aliança judaico-americana contra o islão”.

Há algum debate teórico quanto à questão de saber em que medida os movimentos político-religiosos fundamentalistas islâmico permanecem influentes. Alguns acadêmicos afirmam que o fundamentalismo islâmico é o movimento “de uma margem”, que está a morrer, como se pode ver no falhanço claro de governos fundamentalistas islâmicos como no Sudão, o regime saudita wahhabista, e os taliban, em melhorar aparentemente a qualidade de vida dos muçulmanos. Outros, no entanto, como, por exemplo, Ahmed Rashid acha que os fundamentalistas ainda recebem apoio popular considerável, citando o fato de que candidatos fundamentalistas no Paquistão e Egito regularmente obtêm entre 10 e 30% de sondagens eleitorais de opinião as quais muitos acham que sejam manipuladas contra eles.

Enfim, é claro que a reflexividade sobre tal temática não se esgota seja na análise histórico-conjuntural, seja do ponto de vista da conjuntura política. Daí lembrarmos que do ângulo da análise psicanalítica Sigmund Freud nos dá pistas quando terminara O Futuro de uma Ilusão no outono de 1927. O título original por ele escolhido foi Das Ungluck in der Kultur, mas “Ungluck” foi posteriormente alterado para “Unbenhagen”, palavra para a qual foi difícil escolher um equivalente inglês, embora em francês “malaise” pudesse ter servido. Além disso, o tema principal do livro – o antagonismo irremediável entre as exigências da civilização – pode ter sua origem remontada a alguns dos mais antigos trabalhos psicológicos de Freud, mas que não trataremos agora.

Portanto em sua análise a noção de “repressão orgânica” que prepara o caminho para a civilização; que algo orgânico desempenhou um papel na repressão, demonstra, de modo particular, que nenhuma análise das origens internas mais profundas da civilização pode ser encontrada naquilo que é, de longe, o mais longo dos primeiros estudos de Freud sobre o assunto, ou seja, o artigo: “´Civilized` Sexual Morality and Modern Nervous Illness” (1908), que numa leitura atenta nos dá a impressão de as restrições da civilização serem algo imposto de “fora para dentro”. Contudo, não foi possível nenhuma avaliação clara do papel desempenhado nessas restrições pelas influências internas e externas e seus efeitos recíprocos, até que as investigações realizadas por Freud sobre a psicologia do ego o conduziram às hipóteses sobre o superego e sua origem nas mais antigas relações objetais do indivíduo. É óbvio, portanto, que O Mal-Estar na Civilização é uma obra cujo interesse ultrapassa bastante a sociologia da vida cotidiana.

Neste sentido Freud em carta a Einstein afirma o seguinte: Prezado Professor:

“´L’union fait la force”. A violência podia ser derrotada pela união, e o poder daqueles que se uniam representava, agora, a lei, em contraposição à violência do indivíduo só. Vemos, assim, que a lei é a força de uma comunidade. Ainda é violência, pronta a se voltar contra qualquer indivíduo que se lhe oponha; funciona pelos mesmos métodos e persegue os mesmos objetivos. A única diferença real reside no fato de que aquilo que prevalece não é mais a violência de um indivíduo, mas a violência da comunidade. A fim de que a transição da violência a esse novo direito ou justiça pudesse ser efetuada, contudo, uma condição psicológica teve de ser preenchida. A união da maioria devia ser estável e duradoura. Se apenas fosse posta em prática com o propósito de combater um indivíduo isolado e dominante, e fosse dissolvida depois da derrota deste, nada se teria realizado. A pessoa, a seguir, que se julgasse superior em força, haveria de mais uma vez tentar estabelecer o domínio através da violência, e o jogo se repetiria ad infinitum. A comunidade deve manter-se permanentemente, deve organizar-se, deve estabelecer regulamentos para antecipar-se ao risco de rebelião e deve instituir autoridades para fazer com que esses regulamentos – as leis – sejam respeitadas, e para superintender a execução dos atos legais de violência. “O reconhecimento de uma entidade de interesses como estes levou ao surgimento de vínculos emocionais entre os membros de um grupo de pessoas unidas – sentimentos comuns, que são a verdadeira fonte de sua força” (Viena, setembro de 1932).

Bibliografia geral consultada

KNUT, Vikor, “The Sharia and the nation state: who can codify the divine law?”,   site visitado em 20 de setembro de 2005; H.A.R. Gibb, “The Sharia”, site visitado em 28 de novembro de 2005; Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 3ª ed., 1999; GEREGES, Fawaz A, The Far Enemy: Why Jihad Went Global. Oxford: Cambridge University Press, 2005; BRAGA, Ubiracy de Souza, “´Café sem açúcar, dança sem par`: ego fictício e nova guerra no Afeganistão”. Fortaleza: Departamento de Sociologia. UECE – Universidade Estadual do Ceará, 2000; Idem, “Bergman e o espelho da angústia contemporânea”. Disponível in: www://dapraianet. blogspot.com/2007; Idem, “A Questão Israelense-Palestina: histórias míticas?”. In: Jornal O Povo. Fortaleza, Ce, 7 de outubro de 2006a; Republicado (I). In: Dimensões.  Revista de História da UFES – Universidade Federal do Espírito Santo. Vitória, n. 11, pp. 121 e ss., jul-dez. 2006b; Idem, “Pragmatismo e política: O 11 de setembro revisitado”. In: Jornal O Povo. Caderno Mundo. Fortaleza, 16 de setembro de 2006b; Idem, “Egito: A grande peça do tabuleiro de xadrez do Oriente Médio?”. Blog da REA: http://espacoacademico.wordpress.com/2011; PARENTE, Josênio, “Fundamentalismo Religioso”. Disponível em: http://democraciaeglobalização.blogspot.com, 2010; FREUD, Sigmund, O Futuro de uma Ilusão, O Mal-Estar na Civilização e outros trabalhos. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1996, pp. 67 e ss; BOFF, Leonardo, “Deus de Bush e Bin Laden”. Disponível em: http://www2.uerj.br entre outros.