Lutar por universidades como se luta por indústrias: nunca mais seremos os mesmos
O Recôncavo é um entusiasta da ampliação da rede de universidades federais no país, sobretudo na Bahia (ver aqui, aqui e acolá).
Os estados que possuem uma forte rede de universidades federais, a exemplo de Minas Gerais, possuem diversas vantagens logísticas que facilitam o seu desenvolvimento e os deixam em posição privilegiada em relação aos demais. Universidade é também vantagem competitiva.
Para além do raio da educação propriamente dita, a implantação de universidades no interior do Brasil injeta milhões de reais na economia das cidades que lhe dão abrigo. Uma única universidade pode injetar 50, 100, 200 milhões na economia de uma região. Poucas indústrias fazem algo parecido. Pouquíssimas.
É inconcebível que uma cidade do porte de Feira de Santana (BA), seguramente uma das maiores do interior do Nordeste, não possua uma universidade federal.
O mesmo pode se dizer de Ilhéus, Itabuna, Camaçari, São Francisco do Conde, Senhor do Bonfim, Santo Amaro e outros polos regionais da Bahia. Agora este quadro começa a mudar.
Quando um estado passa a brigar pela atração de universidades com o mesmo afinco que luta pela atração de indústrias, significa que mudamos a nossa mentalidade e nossa visão estratégica de desenvolvimento.
Que bom!
A Bahia reclama o resgate do pacto federativo também no ensino público superior e dá um salto gigantesco rumo ao desenvolvimento social, cultural e econômico.
Anotem aí: nunca mais seremos os mesmos. A conquista de novos campi e universidades é um ponto de inflexão em nossa história.
Entretanto, ainda é insuficiente.
Temos direito a mais universidades federais e devemos nos acostumar a lutar por elas, com o mesmo empenho que brigamos por estradas, ferrovias, indústrias etc.
Por Charles Carmo
Em tempo: registre-se que a expansão dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia é igualmente salutar e importante para o desenvolvimento de nosso estado. Os IFES (antigas “escolas técnicas”) cumprem um papel estratégico que não podemos menosprezar. Muito menos deixar de mencionar.

