Maria Luiza, João Henrique e a casa da matriarca Joana
A deputada Maria Luiza (PSD) tem todo o direito de sentir-se traída ou desrespeitada pelo seu ex-marido, o prefeito de Salvador João Henrique, a quem acusou, do alto da tribuna, de tê-la traído com uma médica que possui graduado cargo na Secretaria de Saúde do Município
O que se espera dos dois, entretanto, é que a vida privada do casal não seja incluída na pauta da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, muito menos da Prefeitura de Salvador.
Escrevemos em O Recôncavo que a administração do prefeito João Henrique é um desastre ferroviário.Entretanto, sua vida pessoal não nos diz respeito.
Embora para seus adversários esta lavagem de roupa suja é um prato feito, e prazerosamente degustado, esta discussão não contribui em nada ao processo de avaliação e controle das políticas públicas e da gestão do prefeito, muito menos corrobora o acompanhamento do exercício do mandato público, conquistado nas urnas pela deputada Maria Luiza.
Portanto, senhoras e senhores, esta fofoca pode ser até uma boa fonte de inspiração para piadinhas e trocadilhos, mas trata-se de um grande desserviço às instituições públicas.
O Plenário da Assembléia Legislativa não é lugar apropriado para terapia de casais e nossas instituições não podem ser confundidas com a casa da matriarca Joana.
Há quem torça para a reedição do fenômeno Nicéia Pitta.
Eu prefiro o bom senso.
Por Charles Carmo

