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Espetáculo de teatro com desconto para servidores estaduais
“Falando a Veras” foi apresentada por dois anos no Teatro Leblon, Teatro dos Grandes Atores no Rio de Janeiro, passando também três meses no Teatro Renaissance em São Paulo.Programa – Regulamentado pela lei nº 11.568, o Clube de Desconto completou dois anos em 2011. Atualmente a iniciativa possui 173 empresas parceiras distribuídas entre 30 segmentos diferentes, com descontos de até 50% para servidores ativos (efetivos e temporários), inativos e pensionistas. Leia mais »
Inscrições de trabalhos para o III EBECULT estão abertas até 10 de fevereiro
Os interessados em submeter trabalhos ao III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT) têm até o dia 10 de fevereiro para preencher cadastro com envio da proposta. Os trabalhos devem ser cadastrados em formato de resumo expandido, em um dos eixos temáticos propostos pelo evento, através do sistema GERE da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O público ouvinte poderá fazer sua inscrição a partir de 10 de fevereiro até o momento de início do evento. As inscrições também serão realizadas através do sistema GERE / UFBA. O valor das inscrições varia por categoria: estudantes de graduação, gestores, dirigentes e agentes culturais (R$ 30), estudantes de pós-graduação (R$ 40) e profissionais (R$ 80).
O III EBECULT será realizado de 18 a 20 de abril de 2012, em Cachoeira, cidade do Recôncavo da Bahia, a 110 km de Salvador. A cidade de Cachoeira sedia um dos campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), que este ano está promovendo o evento em parceria com outras instituições.
O objetivo é incentivar o compartilhamento de pesquisas desenvolvidas no campo cultural do estado. O EBECULT oferecerá uma conferência sobre políticas culturais, uma mesa redonda com destaque para a cultura e a comunicação, uma plenária, que definirá uma síntese do encontro e as próximas edições, além de oficinas, diálogos culturais e uma programação artístico-cultural.
Mais informações no site oficial do evento www.ufrb.edu.br/ebecult.
Cruz das Almas: biblioteca retoma atividades da sala de cinema
A sala de cinema da Biblioteca Municipal Carmelito Barbosa Alves volta a funcionar no dia 07 de janeiro para exibição do primeiro filme após a reforma completa do local, entregue pela Prefeitura no último mês de julho. A Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer programou duas sessões por final de semana. Elas serão exibidas sempre aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 16h.
A entrada é gratuita e o ingresso é um quilo de alimento não-perecível. Tudo que for arrecadado será doado a uma instituição de caridade de Cruz das Almas.
Para a estreia da sala de cinema, no dia 07 de janeiro, às 20h, terá Avatar (2009). O filme venceu três Oscars em 2010 é foi escrito e dirigido por James Cameron, mesmo diretor de Titanic (1997).
Avatar conta a história do ex-fuzileiro naval Jake Sully confinado a uma cadeira de rodas. Apesar disso, ele viaja anos-luz para a estação que os humanos construíram em Pandora para explorar um minério raro e solucionar a crise energética da Terra.
No domingo, dia 08 de janeiro, às 16h, terá a exibição de Rio, o Filme (2011), de Carlos Saldanha, mesmo diretor do sucesso de bilheteria A Era do Gelo (2002). O filme conta as aventuras da arara Blu, que vivia no interior dos Estados Unidos e que decide largar tudo e morar no Rio de Janeiro em busca de uma parceira. Ele achava que era o último da espécie.
Em março de 2012, a Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer pretende também lançar o projeto Cine Debate, com exibição de filmes educativos, voltados aos alunos das escolas da rede municipal e estadual.
Após a exibição, terá debates sobre o filme com a presença de palestrantes, mediadores e professores de várias áreas de ensino.
PROGRAMAÇÃO
JANEIRO
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Centro da UFRB em Cachoeira sedia III EBECULT
O III Encontro Baiano de Estudos em Cultura (EBECULT) será realizado de 18 a 20 de abril de 2012, em Cachoeira, cidade do Recôncavo da Bahia, a 110 km de Salvador. O objetivo do evento é incentivar o compartilhamento de pesquisas desenvolvidas no campo cultural do estado.
O evento é uma realização da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). As duas primeiras edições foram realizadas, respectivamente, em Salvador, em 2008, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em 2009, pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), em Feira de Santana. A proposta é desenvolver a cada ano um encontro que promova a visibilidade de pesquisas em cultura e o intercâmbio entre pesquisadores.
O EBECULT oferecerá uma conferência sobre políticas culturais e uma mesa redonda com destaque para a cultura como direito político-social e emancipação humana, além de uma plenária, que definirá uma síntese do encontro e as próximas edições. Como oportunidade de ampliar os saberes, haverá, também, comunicações de trabalhos em simpósios que terão 17 eixos (conforme exposto nos itens programação e inscrições). Fazem parte do evento, ainda, momentos de bate-papo chamados diálogos culturais, que buscam discutir a tradição e a cultura contemporânea, e oficinas e vivencias culturais, cujo objetivo é proporcionar um encontro produtivo entre saberes científicos e tradicionais. E para completar a proposta, o EBECULT em Cachoeira contará com uma rica programação artístico-cultural.
A cidade de Cachoeira sedia um dos campus da UFRB, o Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), e é município tombado pelo Instituto do Patrimônio e Histórico Artístico Nacional, desde 1971, quando passou a ser considerada Monumento Nacional por sua importância histórica. Além disso, é berço da independência do país e de manifestações culturais como a capoeira, o samba de roda e festas de caráter religioso como as D’Ajuda e a da Boa Morte, símbolo do sincretismo entre as religiões católica e de origem africana.
Para mais informações, acesse a página oficial do evento.
Cachoeira recebe exposição de Damário DaCruz
“A poesia não pede passagem” e faz suas rimas nas históricas ruas de Cachoeira, município do Recôncavo baiano, até o dia 22 deste mês. A cada esquina, o verso se descortina a olhos nus, estampando postes, carrinhos de pipoca e picolé, bares e casas com os escritos do poeta Damário DaCruz. Natural de Salvador, mas filho legítimo de Cachoeira, condecorado com o Título de Cidadão Cachoeirano em 2005, ele empresta seus poemas aos passantes e transeuntes, “poetizando” o dia a dia da cidade com uma exposição inédita.
São mais de 30 poemas com temáticas ligadas ao tempo, à natureza, às relações humanas, ao amor… Enfim, à vida. E todos à disposição do público, em uma mostra a céu aberto, com placas de poesia por toda Cachoeira. A exposição ‘A poesia não pede passagem’ é uma produção da Baluart, financiada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), com curadoria de Graça Cruz.
Em paralelo, acontecem ainda projeções de vídeo-poesia e curtas sobre poetas brasileiros – como Manuel de Barros e Fernando Sabino – desta quinta-feira a sábado (8 a 10), no espaço Pouso da Palavra, fundado por Damário. Na quinta, também tem show gratuito com o Samba da G.I.A, a partir das 22h.
O poeta
Também jornalista, escritor, publicitário e fotógrafo, Damário DaCruz conquistou seu primeiro prêmio aos 16 anos, na Semana do Livro Baiano, e aos 23, o prêmio nacional Convívio de Poesia. Foi considerado o melhor poeta brasileiro universitário na década de 70 e suas obras estampam muros em diversos países da América Latina. Falecido em 2010, deixou de legado 500 poemas, mais de 30 posters- poemas e três livros publicados, resultado de 40 anos dedicados a traduzir o mundo em rimas e versos.
Globo News: Boni confessa manipulação da Globo no debate entre Lula e Collor
Neste vídeo do programa “Dossiê Globo News” o Boni, ex-todo poderoso da emissora Globo, confessa que realmente ajudou o ex-presidente Fernando Collor no debate com Lula.
Além de suor artificial e a famosa pasta vazia, objeto de confissão neste vídeo, a Rede Globo fez a mais famosa e estudada edição da história da televisão brasileira.
Este é um documento histórico de fundamental importância para entendermos o PIG – Partido da Imprensa Golpista e suas relações com o poder.
Por Charles Carmo
As modernas máquinas de exercício físico (do passado)
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Perry Farrell: jesuíta do rock ou um mala sem alça?
O nome da banda é Jane’s Addiction e seu vocalista chama-se Perry Farrell, que, além de cantor, é empresário e organizador do festival de música “Lollapalooza”.
Confesso que não conhecia esta banda e nunca em toda minha vida tinha ouvido falar deste sujeito, o que me levou a buscar umas músicas do grupo para conhecer sua obra.
Achei umas baladinhas meia boca e outras músicas meia sola. Nada de novo ou original, apenas mais uma banda de rock, como outras milhares que existem por aí.
Entretanto, o que chama a atenção mesmo é o topete do rapaz, e não me refiro ao seu cabelo.
Farrell fala do Brasil com arrogância e pretensão, como se ele fosse um jesuíta a catequizar os “pobres tupinambás brasileiros”, ensinar o que é música de verdade e nos apresentar um festival internacional.
Farrell quer nos convencer que o seu objetivo, ao organizar o festival, não é encher as burras de grana, mas contribuir para a educação musical dos brasileiros. “Um fanfarrão”, diria o capitão Nascimento.
O músico Lobão se recusou a tocar no festival alegando que os músicos brasileiros estavam sendo desrespeitados e os horários dos shows reservado aos nativos eram os piores do festival.
Lobão, do seu jeito, denunciou o que achou um desrespeito.
Eis aí umas pérolas de Perry Farrell, o descobridos das Américas e redentor musical dos selvagens.
“Os brasileiros não gostam de ser incluídos na América Latina”
“Aqui não há tanta educação musical. Espero que o Lollapalooza traga essa cultura de festivais e shows internacionais para a América Latina. Ops, para o Brasil.”
“Eu venho aqui de bom humor e agora minha cabeça está girando. Eu vim para cá mesmo sendo Dia de Ação de Graças nos EUA, eu realmente queria estar aqui para o anúncio do line-up, e agora eu sinto como… como se eu quisesse morrer”.
”Estou tentando fazer uma coisa boa ao trazer a música internacional para o Brasil, para que ela possa se alinhar e se misturar à música brasileira. Eu pensei que estava prestando um serviço a vocês. E isso está se tornando uma grande dor de cabeça”.
Perry Farrell, ao que parece, é só um deslumbrado. Ele poderia estar agora comendo os restos do peru do Dia de Ação de Graças em qualquer lugar do mundo, mas está aqui, torrando nossa paciência. Que pena…
Eu sou mais o Lobão.
Por Charles Carmo
Em tempo: para ser justo, Perry Farrell tem o mérito de evidenciar que o Rock in Rio não é mais rock, e apostar no seu Lollapalooza. Isso é uma coisa. Outra, distinta, consiste no fato de que, enquanto produtor, muitas vezes o sujeito é obrigado a descer do palco. Era o que ele deveria fazer.
Formada comissão que vai conduzir a eleição do Conselho de Comunicação
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) publicou, na edição do Diário Oficial do Estado deste sábado e domingo (5 e 6), portaria criando a comissão eleitoral que vai conduzir o processo de eleição dos representantes da sociedade civil na composição do Conselho Estadual de Comunicação Social.
“Estamos dando mais um passo no cumprimento das resoluções da Conferência Estadual de Comunicação Social”, destacou o secretário Robinson Almeida, lembrando que o edital de convocação da eleição foi publicado anteriormente, na edição do DO do dia 4 deste mês de novembro.
A comissão é formada por Antonio Santos do Carmo, presidente, Rosely Fabrícia de Melo Arantes, assessores da Secom, e Iuri Mattos de Carvalho, assessor da Casa Civil do Governo do Estado.
Fonte: SECOM/Bahia
Cineclube Mário Gusmão leva magia do cinema ao Auditório Fundação Hansen-Bahia, em Cachoeira
O Cineclube Mário Gusmão realiza sessão nesta quarta-feira, às 19h30 no Auditório Fundação Hansen-Bahia o Longa “Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado“, de Joel Zito Araújo e o Curta de Zózimo Bulbul: “Aniceto do Império – em dia de alforria” na Mostra 5 x Cinema (Negro) Brasileiro.
Cachoeira realiza Festa Literária Internacional
Entre os dias 11 e 16 de outubro será realizada a primeira Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), que acontecerá na cidade histórica do Recôncavo Baiano. A Bahia será palco de uma festa literária com autores do Brasil. Serão 33 escritores e 10 especialistas reunidos em mesas de debate e palestras, que enfocarão temas como: crítica literária, heranças africanas e portuguesas, a literatura baiana contemporânea, educação, tecnologia, literatura de humor e pornografia. Para completar, uma grade com seis atrações musicais encerrará as atividades a cada dia da festa. Entre os músicos: Magary Lord, Clécia Queiroz, o grupo BaianaSystem, Samba Suerdick e a Orquestra Rumpilezz
A Fundação Pedro Calmon/SecultBA, além de apoiar a realização da FLICA, participará do evento com uma programação no Toldo da Palavra, instalação em frente ao espaço cultural Pouso da Palavra, criado pelo poeta Damário da Cruz, que também sediará atrações. Entre as diversas atividades, contação de histórias, apresentações musicais e sessões de autógrafos, com destaque para o lançamento do livro O Semeador de Orquestras – História de um Maestro Abolicionista, do jornalista Jorge Ramos que apresenta a biografia do músico cachoeirano, Manuel Tranquilino Bastos (1850-1935), que deixou um notável acervo de mais de 700 composições. O lançamento será no Pouso da Palavra, dia 15 de outubro, às 19h.
Vampiros - Na programação especial da Fundação Pedro Calmon, será realizado no dia 15 de outubro, às 14h, Seminários Novas Letras: Vampiros na literatura e no cinema, com Nancy Vieira, Milena Britto, Mônica Menezes, Vanessa Brasil e Márcio Matos, na Câmara Municipal de Cachoeira. O seminário tematiza as origens da presença de personagens vampirescos em obras literárias e cinematográficas e o recente sucesso editorial de livros como a série Crepúsculo. Dentro dessa temática, será lançado o cordel O Vampiro Apaixonado, de Antônio Barreto, no Toldo da Palavra, dia 13 de outubro, às 18h.
Já no dia 14 de outubro, às 19h, no Pouso da Palavra, uma mesa reunirá escritores dedicados à criação de minicontos. São eles: Carlos Barbosa, Eliezer César, Igor Rossoni, Lidiane Nunes, Mayrant Gallo, Rafael Rodrigues e Thiago Lins. Haverá ainda recitais, oficinas, apresentações musicais e sessões de autógrafos com a participação dos escritores Nádia São Paulo, Vanessa Brasil, José Inácio Vieira de Melo, Alexandre Coutinho, Dalila Machado, Tom Correia e Flamarion Silva.
Toda a programação paralela idealizada pela Fundação Pedro Calmon é gratuita e aberta a todos os públicos. Acesse: www.fpc.ba.gov.br ou http://leituraelivro.blogspot.
Programação oficial - O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA e membro da Academia de Letras da Bahia, Ubiratan Castro de Araújo, participará de duas mesas da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica):Paradidáticos e sua Importância para a Educação e As Primeiras Vilas da Bahia, no dia 12 de outubro, às 10h e às 15h respectivamente.
Na primeira mesa Paradidáticos e sua Importância para a Educação o historiador e os escritores Pawlo Cidade e Silvino Bastos conversarão sobre a importância do livro paradidático, no universo educacional. Na segunda mesa, Ubiratan Castro de Araújo, e o escritor e curador da FLICA Aurélio Schommer falam sobre a memória, fatos e acontecimentos históricos de São Francisco do Conde, Cachoeira, Jaguaripe e outras vilas da Bahia. Leia mais »
Campanha pela aprovação do Projeto Laboratórios Virtuais (processos de criação e avaliação colaborativos)
O Recôncavo apóia o Projeto Laboratórios Virtuais (processos de criação e avaliação colaborativos) que está à chamada pública da 3ª edição do programa CulturaDigital.BR.
Para votar e ajudar a aprovar este belo projeto, clique aqui.
Apresentação do Projeto Laboratórios Virtuais – (processos de criação e avaliação colaborativos), desenvolvido desde 2007, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Justificativa: A internet possibilita ao professor novas ferramentas de trabalho que auxiliam o processo ensino-aprendizagem-avaliação. As plataformas livres são utilizadas como meio para fornecer ao aluno um portfólio enquanto está na universidade e pode desenvolver produtos criativos, falar sem censura e criar dentro de possibilidades alternativas. As plataformas livres possibilitam acompanhar os processos individuais de aprendizagem do aluno com maior tempo, intimidade, desde que o estudante compre a ideia de se envolver. Por fim, o fato das produções acadêmicas estarem na rede, sob olhares diversos, permite que a avaliação seja colaborativa, outras pessoas opinam sobre o resultado e nos mostra o quanto é subjetivo o processo de avaliar. Expondo na internet suas produções acadêmicas, o aluno se esforça mais para ‘fazer bonito’, ganha mais entusiasmo pela disciplina e pelo processo de aprender os conteúdos a fim de colocá-lo em prática.
Foi assim com o site do COL (www.ufrb.edu.br/col) , no primeiro semestre de 2007, com publicações de reportagens dos alunos. No segundo semestre teve a Agência JR de Comunicação Cidadã, com a exposição dos produtos criados pára ONGs e Instituições de Cachoeira, São Félix e Muritiba (também hospedada no COL). Depois veio o Link Recôncavo (www.ufrb.edu.br/linlreconcavo), um portal de notícias sobre as cidades que sediam os Campus da UFRB, em 2008, com diversos cases de produção de conteúdo jornalistico a partir da inteligência coletiva local, colaboração e avaliação dos produtos pela comunidade, com a importância dos comentários e dos feedbacks. Esse Portal de Noticias, voltado para as cidades da região que moro atualmente, por muito tempo recebeu contribuição de muitos colaboradores, e foi possivel saber muito sobre fatos e caracteristicas das cidades. Virou lugar de jornalismo cidadão e a pauta quem fez foi o leitor. Em 2009 foi o Galeria Recôncavo (www.ufrb.edu.br/galeriareconcavo), o banco de imagens e dados sobre os fotógrafos, em 2009 ainda, surgiu o Oficina de Textos em Cinema (http://oficinadetextoscinema.wordpress.com/), com uma turma de primeiro semestre que realmente me surpreendeu pelos textos colaborativos e uma avaliação extremamente justa feita por estudantes para outros estudantes. Em 2010 fizemos exposições físicas do material, com palestras em escolas através do Projeto PLUG! (www.ufrb.edu.br/plug) . Em 2011, nasceu a rede de Blogs em fotojornalismo (http://teorizandofotografia.blogspot.com/) , teorizando e colocando na prática o que acontecia em sala de aula, traçando um memorial da aprendizagem… Leia mais »
Últimos dias para inscrições nos prêmios de publicação e humor gráfico da Fundação Pedro Calmon
Interessados em participar dos prêmios: Hera de Publicação e Humor Gráfico: o fim e a continuidade do livro, da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), devem se apressar, pois as inscrições encerram na próxima quinta-feira, dia 22 de setembro de 2011, e podem ser feitas, de segunda a quinta-feira, no horário das 9h às 17h. Ao todo serão investidos R$ 35 mil (trinta e cinco mil reais) para as premiações.
As obras deverão ser protocoladas diretamente na sede da Fundação Pedro Calmon, Av. Sete de Setembro, 282, Edf. Brasilgás, Sala 605, Centro, Salvador, 40.060-001, ou por via postal com Aviso de Recebimento (AR). Os interessados poderão verificar o edital completo no endereço: http://www.fpc.ba.gov.br/node/1547. As dúvidas sobre o processo de inscrição poderão ser esclarecidas através do endereço eletrônico: dll.fpc@fpc.ba.gov.br ou no telefone 71 3116-6922 /6923
O Prêmio Hera contemplará com 10 mil reais o melhor livro de autor baiano publicado de janeiro a dezembro de 2010, em qualquer gênero e, com 5 mil cada, as duas melhores dissertações sobre literatura defendidas (mas não publicadas em livro) no mesmo ano. O prêmio total disponibilizado para este Edital será de R$20 mil (vinte mil reais).
Já o Prêmio de Humor Gráfico vai contemplar os três melhores trabalhos nos gêneros cartum, HQ, charge, tira ou caricatura, com o tema “O fim e a continuidade do livro”. O primeiro colocado receberá 7 mil reais, o segundo, 5 mil, e o terceiro, 3 mil, além de integrar uma exposição com os 30 melhores trabalhos, na X Bienal do Livro da Bahia. O prêmio total disponibilizado para este Edital será de R$15 mil (quinze mil reais).
Elaborados pela Diretoria do Livro e da Leitura (DLL), os dois prêmios têm, por um lado, o objetivo de fomentar a produção editorial no Estado e, por outro, refletir sobre a condição do livro em nossa época, caracterizada por instituir novas tecnologias e sepultar a tradição.
FAMCRUZ vence etapa de Ruy Barbosa do VII Torneio Intermunicipal de Fanfarras
A FAMCRUZ (Fanfarra Municipal Cruzalmense) venceu a primeira etapa classificatória do VII Torneio Intermunicipal de Bandas e Fanfarras da Bahia, que aconteceu no último domingo (11/9), em Ruy Barbosa.
O Torneio é promovido pela LICBAMBA (Liga Cultural de Bandas Musicais da Bahia), onde participaram 15 fanfarras de todo o estado. A FAMCRUZ ganhou pela classificação Nível 1 Musical dos municípios de Conceição da Feira e Irajuba, garantindo 10 pontos para a etapa final, prevista para dezembro.
No dia 02 de outubro, na Praça Senador Themístocles, acontece o I Concurso Municipal de Bandas e Fanfarras de Cruz das Almas. O evento será a terceira etapa classificatória do VII Torneio e contará com a participação de 20 fanfarras baianas.
A FANCRUZ está com inscrições abertas para novos participantes. Os interessados devem ter mais de 10 anos e apresentar a Carteira de Identidade no CENDEC, local onde ocorrem os ensaios. Menores de idade devem ir acompanhados pelos pais ou responsáveis. Não é preciso ter conhecimento musical prévio. Leia mais »
Está aberta a I RECITEC do Recôncavo
O Reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Paulo Gabriel, o Chefe-Geral do Centro Nacional de Pesquisa em Mandioca e Fruticultura Tropical (CNPMF) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Domingo Haroldo, o Diretor da Faculdade Maria Milza (FAMAM), Weliton Almeida, o Gerente Regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Humberto Cerqueira, e representantes da Secretaria Estadual de Agricultura e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realizaram na tarde noite desta terça-feira (13/09) a abertura da I Reunião Anual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura no Recôncavo da Bahia.
O Pró-Reitor de Pós-Graduação da UFRB, Carlos Alfredo, coordenador geral do evento, anunciou que os números de momento da I RECITEC Recôncavo já superam a Reunião Regional da SBPC, sediada pela UFRB no ano passado. “Temos mais de 1.500 trabalhos científicos inscritos, o que nos equipara aos grandes eventos científicos do país”.
O Reitor da UFRB, Paulo Gabriel, ressaltou o espírito de parceria entre as instituições realizadoras do evento, que acolheram parte da RECITEC, devido à ocupação de prédios da UFRB por alguns alunos. “Nunca foi minha vontade partir para o confronto com o movimento estudantil. Nossa UFRB tem um espírito democrático e tomamos a decisão pedagógica de transferir parte do evento para o CEAT e a FAMAM”, afirmou o Reitor.
O Diretor da FAMAM, Weliton Almeida, ressaltou a importância da liderança do professor Carlos Alfredo no processo de condução do evento, desde a SBPC, em 2010. Almeida destacou também que a FAMAM desde o início de suas atividades sempre tem dado atenção especial à pesquisa e extensão, estando seu Seminário Estudantil de Pesquisa (SEP) em sua oitava edição.
A I RECITEC Recôncavo vai até a próxima sexta-feira, 16, com atividades no Campus da UFRB de Cruz das Almas, no Colégio Estadual Alberto Torres (CEAT), ao lado da UFRB e na Faculdade Maria Milza (FAMAM), na Praça Manoel Caetano da Rocha Passos, no centro de Cruz das Almas.
O racismo na infância: campanha do UNICEF é premiada em Cannes
Esta postagem se refere a uma matéria do jornal Meio & Mensagem, postada em junho de 2011, mas que só tivemos conhecimento agora, por conta da dica de uma amiga jornalista, militante que luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes, além da democratização da comunicação.
Mesmo com atraso, vale a pena saber da campanha sobre o racismo na infância.
Por Charles Carmo
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Do Meio & Mensagem
Brasília, 22 de junho – A mobilização da campanha sobre os impactos do racismo na infância – lançada em novembro do ano passado pelo UNICEF e seus parceiros – também foi reconhecida pela criatividade de suas peças. A peça intitulada Thiago, criada pela agência de publicidade Ogilvy, parceira da campanha, ganhou, nesta quarta-feira, o Leão de Bronze na categoria Outdoor (peças para comunicação externa) no Festival de Publicidade de Cannes, a mais importante premiação mundial de publicidade. A iniciativa, realizada desde 1953 na cidade da Riviera Francesa, oferece anualmente os prêmios Grand Prix, Leão de Ouro, Leão de Prata e Leão de Bronze.
45 anos d`A Batalha de Argel, 50 de Monsieur Frantz Fanon Ubiracy de Souza Braga
Frantz Fanon (1925-1961) nasceu na ilha de Martinica, território de ocupação francesa situado na América Central. Ainda jovem, durante a Segunda Guerra Mundial (1940-45), percorreu a África do Norte como soldado. Em 1946, inscreve-se na Faculdade de Medicina de Lyon, na França, e aproveita sua estadia também para adquirir formação, no sentido que emprega Hans Georg Gadamer, em filosofia e literatura, seguindo cursos de Jean Lacroix e de Maurice Merlau-Ponty, bem como, lendo obras de Jean-Paul Sartre, Soren Kierkegaard, Georg W. F. Hegel, Karl Marx, Vladimir Illich Lenin, Edmund Husserl e Martin Heidegger, entre outras. Após terminar o curso de medicina em 1951, retorna a Martinica e mais tarde volta para a África, tornando-se médico-chefe na clínica psiquiátrica de Blida-Joinville. Torna-se argelino por opção engajando-se com os argelinos na luta pela libertação nacional do país que sofria o jugo colonial francês desde 1830. Por várias vezes participou de congressos pan-africanos como membro da delegação da Argélia, tornando-se um importante porta-voz do país. Contraindo leucemia em 1960, continua suas atividades intelectuais, vindo a morrer em dezembro de 1961, mas a batalha de Argel correrá no ano seguinte, em 1962.
A Independência da Argélia, ou as chamadas “revoluções de Independência”, melhor dizendo, as “lutas da Independência latino-americana entre 1810-1824”, a comum e maciça escravidão negra, pesado neocolonialismo, mosaico de religiões e culturas, já que o Haiti se tornou a primeira república negra livre das Américas, exemplo duplamente intolerável e incômodo, numa zona ferozmente colonizada – cuja descolonização até hoje, sem temor a erro ainda não terminou, se levarmos em conta a mudança de simbólica entendida como “terceira colonização”- na expressão de Efrain Ruiz Caro (1990), como é sabido, membro de uma antiga família de Cuzco que precocemente iniciou sua carreira para fazer parte da redação jornalística do novo tabloide Última Hora, onde descobriu que sua vocação não era o estudo de engenharia, tal como ocorrera no caso de Euclides da Cunha, para concordar com Evaristo de Moraes Filho, em seu Medo à Utopia(1985)
mal comparando, razão pela qual havia sido enviado a Lima. Talvez por essa razão tenha obtido a oportunidade de aplicar sua grande experiência na edição do famoso Libertad periódico do Movimento que integravam também, entre outros, Alberto Ruiz Eldredge, os irmãos Augusto e Sebastião Salazar Bondy, Santiago Agurto, Francisco Moncloa, Germán Tito Gutiérrez, Humberto Damonte, todos “jovens intelectuais decididos pela revolução socialista pela via democrática”.
Na música “Haiti”, do cantor, compositor e instrumentista Caetano Veloso, diz assim:
“Quando você for convidado pra subir no adro/Da fundação casa de Jorge Amado/Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos/Dando porrada na nuca de malandros pretos/De ladrões mulatos e outros quase brancos/Tratados como pretos/Só pra mostrar aos outros quase pretos/(E são quase todos pretos)/E aos quase brancos pobres como pretos/Como é que pretos, pobres e mulatos/E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados/E não importa se os olhos do mundo inteiro/Possam estar por um momento voltados para o largo/Onde os escravos eram castigados/E hoje um batuque um batuque/Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária/Em dia de parada/E a grandeza épica de um povo em formação/Nos atrai, nos deslumbra e estimula/Não importa nada:/Nem o traço do sobrado/Nem a lente do fantástico,/Nem o disco de Paul Simon/Ninguém, ninguém é cidadão/Se você for a festa do pelô, e se você não for/Pense no Haiti, reze pelo Haiti/O Haiti é aqui/O Haiti não é aqui/E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado/Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer/Plano de educação que pareça fácil/Que pareça fácil e rápido/E vá representar uma ameaça de democratização/Do ensino do primeiro grau/E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital/E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto/E nenhum no marginal/E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual/Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco/Brilhante de lixo do Leblon/E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo/Diante da chacina/111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos/Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres/E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos/E quando você for dar uma volta no Caribe/E quando for trepar sem camisinha/E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba/Pense no Haiti, reze pelo Haiti/O Haiti é aqui/O Haiti não é aqui”.
A década de 1960 representou, no início, a realização de projetos culturais e ideológicos “alternativos”, na falta de melhor expressão, lançados na década de 1950. Os anos 50 foram marcados por uma crise no moralismo rígido da sociedade, expressão remanescente do chamado “sonho Americano” que não conseguia mais empolgar a juventude do planeta. A segunda metade dos anos 1950 já prenunciava os anos 60: a literatura beat de Jack Kerouac, o rock de garagem à margem dos grandes astros do rock (e que resultaria na tendência surf music) e os movimentos de cinema e de teatro de vanguarda, inclusive no Brasil. Podemos dizer que a década de 60, seguramente, não foi uma, foram duas décadas. A primeira, de 1960 a 1965, marcada por um “sabor de inocência” e até de lirismo nas manifestações socioculturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo.
A segunda, de 1966 a 1968 (porque 1969 já apresenta o “estado de espírito” que definiria os anos 70), em um tom mais ácido, revela as experiências com drogas, a perda da inocência, a revolução sexual (cf. Beauvoir, 2009) e os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos. É ilustrativo que os Beatles, banda que existiu durante toda a década de 60, tenha trocado as doces melodias de seus primeiros discos pela excentricidade psicodélica, incluindo orquestras, letras surreais e guitarras distorcidas. “I want to hold your hand” é o espírito da primeira metade dos anos 60. “A day in the life”, o espírito da segunda metade. Nesta época teve início uma grande revolução comportamental como o surgimento do feminismo e os movimentos civis em favor dos negros e homossexuais. Leia mais »
Esculturas cinéticas: arte movida pelo vento
Eis a arte do escultor Theo Jansen, criador de uma mistura original de engenharia, cibernética e arte. Jansen montou um “ser” animado pela força dos ventos, fazendo surgir um efeito estético fantástico. Não há como lhe negar o crédito pela originalidade.
Vale a pena conhecer.
Por Charles Carmo
Animaris Umerus walking – June ’09 from Strandbeest on Vimeo.
Google homenageia 125º aniversário de Tarsila do Amaral
O Google homenageia a passagem do 125º aniversário de Tarsila do Amaral, uma das maiores expoentes da artes no Brasil. Ao entrar no site do Google, o internauta depara-se com um ícone que representa uma obra da artista, customizada com o símbolo da empresa.

O "Abaporu" é considerado o quadro mais importante produzido no Brasil. Tarsila o fez para dar de presente ao seu marido à época: Oswald de Andrade. Sem saber, Tarsila provocara o "Movimento Antropofágico".
Do site oficial de Tarsila do Amaral
INFÂNCIA E APRENDIZADO
Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo. Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, ‘Sagrado Coração de Jesus’, 1904. Quando voltou, casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve a única filha, Dulce.
Separaram-se alguns anos depois e então iniciou seus estudos em arte. Começou com escultura, com Zadig, passando a ter aulas de desenho e pintura no ateliê de Pedro Alexandrino em 1918, onde conheceu Anita Malfatti. Em 1920, foi estudar em Paris, na Académie Julien e com Émile Renard. Ficou lá até junho de 1922 e soube da Semana de Arte Moderna (que aconteceu em fevereiro) através das cartas da amiga Anita Malfatti. Quando voltou ao Brasil, Anita a introduziu no grupo modernista e Tarsila começou a namorar o escritor Oswald de Andrade. Formaram o grupo dos cinco: Tarsila, Anita, Oswald, o também escritor Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Agitaram culturalmente São Paulo com reuniões, festas, conferências. Tarsila disse que entrou em contato com a arte moderna em São Paulo, pois antes ela só havia feito estudos acadêmicos. Em dezembro de 22, ela voltou a Paris e Oswald foi encontrá-la.
1923
Neste ano, Tarsila encontrava-se em Paris acompanhada do seu namorado Oswald. Conheceram o poeta franco suíço Blaise Cendrars, que apresentou toda a intelectualidade parisiense para eles. Foi então que ela estudou com o mestre cubista Fernand Léger e pintou em seu ateliê, a tela ‘A Negra’. Léger ficou entusiasmado e até chamou os outros alunos para ver o quadro. A figura da Negra tinha muita ligação com sua infância, pois essas negras eram filhas de escravos que tomavam conta das crianças e, algumas vezes, serviam até de amas de leite. Com esta tela, Tarsila entrou para a estória da arte moderna brasileira. A artista estudou também com Lhote e Gleizes, outros mestres cubistas. Cendrars também apresentou a Tarsila pintores como Picasso, escultores como Brancusi, músicos como Stravinsky e Eric Satie. E ficou amiga dos brasileiros que estavam lá, como o compositor Villa Lobos, o pintor Di Cavalcanti, e os mecenas Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado.
Tarsila oferecia almoços bem brasileiros em seu ateliê, servindo feijoada e caipirinha. E era convidada para jantares na casa de personalidades da época, como o milionário Rolf de Maré. Além de linda, vestia-se com os melhores costureiros da época, como Poiret e Patou. Em uma homenagem a Santos Dumont, usou uma capa vermelha que foi eternizada por ela no auto-retrato ‘Manteau Rouge’, de 1923.
PAU BRASIL
Em 1924, Blaise Cendrars veio ao Brasil e um grupo de modernistas passou com ele o Carnaval no Rio de Janeiro e a Semana Santa nas cidades históricas de Minas Gerais. No grupo estavam além de Tarsila, Oswald, Dona Olívia Guedes Penteado, Mário de Andrade, dentre outros. Tarsila disse que foi em Minas que ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros. ‘Encontei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para as minhas telas: o azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, …’ E essas cores tornaram-se a marca da sua obra, assim como a temática brasileira, com as paisagens rurais e urbanas do nosso país, além da nossa fauna, flora e folclore. Ela dizia que queria ser a pintora do Brasil. E esta fase da sua obra é chamada de Pau Brasil, e temos quadros maravilhosos como ‘Carnaval em Madureira’, ‘Morro da Favela’, ‘EFCB’, ‘O Mamoeiro’, ‘São Paulo’, ‘O Pescador’, dentre outros.
Em 1926, Tarsila fez sua primeira Exposição individual em Paris, com uma crítica bem favorável. Neste mesmo ano, ela casou-se com Oswald (o pai de Tarsila conseguiu anular em 1925 o primeiro casamento da filha para que ela pudesse se casar com Oswald). Washington Luís, o Presidente do Brasil na época e Júlio Prestes, o Governador de São Paulo na época, foram os padrinhos deles.
ANTROPOFAGIA
Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o ‘Abaporu’. Quando Oswald viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro maravilhoso. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e Tarsila lembrou-se do dicionário Tupi Guarani de seu pai. Batizou-se o quadro de Abaporu, que significa homem que come carne humana, o antropófago. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro.
Outros quadros desta fase Antropofágica são: ‘Sol Poente’, ‘A Lua’, ‘Cartão Postal’, ‘O Lago’, ‘Antropofagia’, etc. Nesta fase ela usou bichos e paisagens imaginárias, além das cores fortes.
A artista contou que o Abaporu era uma imagem do seu inconsciente, e tinha a ver com as estórias de monstros que comiam gente que as negras contavam para ela em sua infância. Em 1929 Tarsila fez sua primeira Exposição Individual no Brasil, e a crítica dividiu-se, pois ainda muitas pessoas ainda não entendiam sua arte.
Ainda neste ano de 1929, teve a crise da bolsa de Nova Iorque e a crise do café no Brasil, e assim a realidade de Tarsila mudou. Seu pai perdeu muito dinheiro, teve as fazendas hipotecadas e ela teve que trabalhar. Separou-se de Oswald.
SOCIAL E NEO PAU BRASIL
Em 1931, já com um novo namorado, o médico comunista Osório Cesar, Tarsila expôs em Moscou. Ela sensibilizou-se com a causa operária e foi presa por participar de reuniões no Partido Comunista Brasileiro com o namorado. Depois deste episódio, nunca mais se envolveu com política. Em 1933 pintou a tela ‘Operários’. Desta fase Social, temos também a tela ‘Segunda Classe’. A temática triste da fase social não fazia parte de sua personalidade e durou pouco em sua obra. Ela acabou com o namoro com Osório, e em meados dos anos 30, Tarsila uniu-se com o escritor Luís Martins, mais de vinte anos mais novo que ela. Ela trabalhou como colunista nos Diários Associados por muitos anos, do seu amigo Assis Chateaubriand. Em 1950, ela voltou com a temática do Pau Brasil e pintou quadros como ‘Fazenda’, ‘Paisagem ou Aldeia’ e ‘Batizado de Macunaíma’. Em 1949, sua única neta Beatriz morreu afogada, tentando salvar uma amiga em um lago em Petrópolis.
Tarsila participou da I Bienal de São Paulo em 1951, teve sala especial na VII Bienal de São Paulo, e participou da Bienal de Veneza em 1964. Em 1969, a mestra em história da arte e curadora Aracy Amaral realizou a Exposição, ‘Tarsila 50 anos de pintura’. Sua filha faleceu antes dela, em 1966.
Tarsila faleceu em janeiro de 1973.
Babalu: o mais genuinamente popular dos artistas plásticos baianos
Tive o grande privilégio de ter convivido com o artista Babalu, em sua casa na Boca do Rio, em Salvador. Além de guia espiritual de centenas de pessoas, Babalu era, sobretudo, uma bom baiano. E um artista de enorme talento. Sobre ele, a crítica de arte Matilde Augusta de Matos dizia: “Nunca encontrei artista que personificasse o humor e o jeito de ser do povo baiano, como Babalu. A arte, para ele, era decorrência da sua vida, que acontecia naturalmente, como tudo mais que fazia”.
Babalu costumava “sacanear” seus amigos mais queridos inserindo seus nomes em pichações de muros ou nos nomes dos bares, barracas de festas de largo ou ainda nos bordéis que pintava, sempre de forma a captar, hora o cotidiano do povo de Salvador, hora os elementos das religiões afro-brasileiras, mas sempre com enorme talento e uma marca mais que peculiar em seus traços.
Babalu era de um humor sarcástico e ferino e jamais deixou passar uma oportunidade para dizer o que pensava. Seus amigos se acostumavam com isso, e, na verdade, era uma das coisas que mais gostavam nele.
Certa feita comprei umas plantas para presenteá-lo. Quando chequei com o presente, ele, diante de seu rico jardim, segurou-as e daquele jeito ferino responder “Oh, que original!”.
Na verdade, não era. Planta era o que mais tinha na sua casa e ele não deixaria a oportunidade de me alfinetar. Não me importei, esta cortada ferina não era um privilégio meu, mas de todos os amigos. Na verdade, me senti parte da patota.
Suas pinturas rodaram o mundo, inclusive por meio de documentário da BBC, de autoria de Jana Bokova e na prestigiada International Rewiew of African American Art.
Na juventude, Babalu ajudou na produção de espetáculos, o que lhe rendeu histórias hilárias, que adorava contar, sentado no sofá de sua casa. Histórias muitas vezes proibidas aos menores de idade e que, por este mesmo motivo, não posso revelar neste espaço.
O professor Hélio Campos, professor de física da UFBA e um grande amigo em comum, lembra que foi ele quem criou a lavagem das escadarias da Praça Castro Alves, na segunda-feira de carnaval. O evento virou ponto de encontro dos foliões gays de Salvador.
“Baba”, como era também chamado, foi Babalu e, antes disso, Sinval Cunha, seu nome de batismo. Com todos estes nomes, foi digno, íntegro, criativo e, sobretudo, um ser iluminado por um sentimento de amor à humanidade e uma admiração verdadeira pelas manifestações mais populares de nosso povo.
Os peixes, cuja simbologia espiritual é comum em várias culturas, ele reservava às telas, nunca ao seu prato. Por ser filho de pescador, dizia que comeu tantos peixes na infância que enjoara da iguaria para sempre.
Seu corpo nos deixou em 6 de janeiro de 2008. Já morava em Cruz das Almas mas fui, junto com minha esposa, prestar minhas homenagens ao querido amigo.
Na volta, coloquei um CD de música brega para ouvir no carro. Queria homenageá-lo mais uma vez. É que Babalu amava o povo simples do Brasil.
Gente como ele, que sabe ser grande, sem, entretanto, diminuir ninguém para agigantar-se.
Hoje, posso dizer que uma das experiências mais gratificantes de minha vida foi ter desfrutado de seu convívio e presenciado este artista em pleno processo de criação.
Salve Babalu!
Por Charles Carmo
Letícia Parente expõe videoarte no Museu de Arte Moderna da Bahia
O público do Museu de Arte Moderna da Bahia tem o privilégio de conhecer e vivenciar o trabalho de uma das mais importantes precursoras da videoarte no Brasil.
A exposição Letícia Parente, que começou no dia 25 de julho às 19h, trouxe à Capela e ao Casarão do MAM-BA vídeos e fotografias da artista baiana (1930 – 1991), primeira vez que os trabalhos de Letícia Parente serão exibidos em sua terra natal.
Com curadoria de Katia Maciel e André Parente, filho de Letícia, a mostra é inédita no Brasil. Entre os trabalhos que integram a exposição, estão os vídeos Marca Registrada, O homem do braço e o braço do homem, Quem piscou primeiro, a instalação Ora Pro Nobis, além de fotografias e outros vídeos.
Letícia Parente traçou uma trajetória artística ímpar, utilizando-se de diversas expressões artísticas como gravura, fotografia, arte postal, performance, audiovisuais, trabalhos com xerox e instalações. “Reconhecida pelo forte caráter político de sua obra, Letícia Parente expandiu as fronteiras formais e conceituais do fazer artístico, radicalizando experiências através do seu corpo numa atitude permanente de crítica lúcida, confronto e transgressão”, declara a diretora do MAM-BA, Stella Carrozzo.
Segundo o artista visual baiano Danillo Barata, a utilização da própria imagem na obra de arte traduz “um desejo de retornar ou tomar a cabo o famoso lema dadaísta: a fusão da arte-vida. O corpo, o seu desempenho, seus acontecimentos e suas ações aproximam-se da ideia do artista ser simultaneamente o sujeito e o objeto da criação, comportando em um só tema, o artista, o retrato, o seu corpo”.
Para o curador André Parente, a utilização do corpo como forma na obra de Letícia Parente não retrata um corpo em particular; na verdade, pretende-se escapar da especificidade deste corpo e constituir um modo de ver que despersonifica o gesto cotidiano ao incluí-lo em um repertório de ações que se repetem.
O trabalho de Letícia, realizado entre as décadas de 1970 e 1990, influenciou e continua a influenciar gerações de artistas como Ticiano Monteiro, Waléria Américo, Marina de Botas, Lia Chaia, Alberto Saraiva, Nanna Pôssa, André Sheik, entre outros.
Sem dúvida o trabalho da Letícia continua a influenciar novos artistas. Todos os dias recebo, sobretudo dos jovens, uma demanda para mostrar e discutir a obra da Letícia. São, em geral, pessoas ligadas a vídeo e cinema e também performance. Eles adotaram a Letícia como uma espécie de ícone da videoarte brasileira.
Com informações de André Parente
Moraes Moreira e Davi Moraes promovem encontro de gerações
Como haviam prometido, Lucas Santtana e Davi Moraes surpreenderam o público baiano no show do Prêmio Curto Encontro, realizado ontem (28/08), no Quadrilátero da Biblioteca Central. A grande novidade foi a participação de Moraes Moreira, promovendo um encontro de gerações. O ponto alto foi quando pai e filho tocaram juntos “A menina dança”, sucesso dos Novos Baianos, grupo do qual Moraes fez parte.
Moraes e Davi acabam de fazer um show tributo ao disco “Acabou Chorare” e recentemente tocaram no Palco MPB, ambas as apresentações no Rio de Janeiro, mas há tempos não se apresentam juntos em Salvador. Davi, que fez sua estréia nos palcos aos 12 anos ao lado de Moraes, não escondia a reverência ao pai.
O brilho de Moraes, no entanto, não ofuscou o duo central da apresentação: Lucas e Davi. No repertório não faltaram sucessos das carreiras individuais dos cantores, como “Mensagem de Amor” e “Cira, Regina e Nana”, de Lucas Santtana e “Na massa”, de Davi Moraes. Parceiros de longa data e marcados pela afinidade musical, eles também tocaram canções compostas em parceria, como “Favela”. Leia mais »
TV Câmara promove concurso de produção de documentários
A TV Câmara quer mostrar o olhar da sociedade sobre a vida política do País. Por meio do 1º Concurso de Produção de Documentários, a TV vai selecionar três projetos inéditos de documentários brasileiros. Cada um receberá R$ 110 mil da Câmara para a produção.
Na primeira fase, serão selecionados nove projetos, três em cada área temática: representatividade eleitoral; mobilização social; e ética. Os nove diretores escolhidos virão a Brasília defender sua proposta de documentário perante a Comissão Especial de Licitação, respondendo a questões relacionadas à técnica, criação artística, produção, cronograma e finanças.
Segundo o diretor da TV Câmara, Frederico Campos, a ideia é trazer para a programação da TV uma visão de fora sobre os assuntos mais correntes no Congresso. “Os diretores terão liberdade para dar o enfoque mais adequado para o tema, e a Câmara irá custear os três projetos mais originais.”
Inscrições pelos Correios
As inscrições podem ser feitas até o dia 26 de setembro, somente pelos Correios, e estão abertas a pessoas jurídicas brasileiras. Os documentários deverão ter entre 40 e 55 minutos e serão destinados à veiculação na TV Câmara por período indeterminado. Veja mais detalhes no edital publicado no site da Câmara. Leia mais »



















