A luz no fim do túnel
Do Granma:
Ruy de Todos os Santos. Este é o nome do personagem “Painho”, criação inesquecível do humorista Chico Anysio.
Painho cuidava de grandes celebridades, lia os búzios e dava conselhos, sempre com a ajuda de Cunhã , sua inseparável ajudante.
Quem não se lembra dos famosos bordões “Eu sou doido por esta neguinha” e “Afff! Tô morta”?
Para lembrar de Painho e ouvir o tema criado pelo saudoso Arnaud Rodrigues, aperte o play.
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De 07 a 09 de março, em Brasília, serão promovidas as Pré-conferências Setoriais de Arte Digital, Arquitetura, Artesanato, Artes Visuais, Circo, Culturas Indígenas, Culturas Populares, Dança, Livro, Leitura e Literatura, Música, Moda, Teatro, Patrimônio Material e Patrimônio Imaterial.
Os segmentos do Audiovisual, Cultura afro-brasileira, Arquivo, Design e Museus e Memória já realizaram suas Pré-conferências Setoriais e definiram as cinco propostas estratégicas de cada segmento.
Até o dia 09 de março, dezenove segmentos culturais terão realizados encontros específicos para discutir e propor estratégias para serem levadas à II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), além de eleger seus delegados para o evento nacional e representantes para ter assento no Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC, no biênio 2010/2011.
O Recôncavo teve um acesso de curiosidade para saber quem é o autor do jingle da campanha de Waldir Pires em 1986.
Pedimos a ajuda aos leitores e fomos prontamente atendidos.
A confirmação peremptória de que o jingle é do cantor compositor Walter Queiroz veio do publicitário Carlos Sarno, com a ajuda do amigo Luiz Nova.
Antes, porém, o leitor Davi Souza de Oliveira cantou a pedra e homenageou o autor. Tivesse eu topado a aposta e teria hoje que pagar uma candidatura ao senado. Palavra é palavra.
Waltinho Queiroz é o cara.
Todo brasileiro, que bem escutar, já ouviu uma música do Waltinho. É muito comum, embora uma injustiça, o público se deliciar com músicas ou se encantar com jingles e temas de sua autoria, sem, no entanto, saber que aquela obra é de Waltinho, homem cujo único grande pecado foi ter empenhado o seu talento na criação do hino do Esporte Clube Vitória.
Então a curiosidade nos levou ao criador.
Em homenagem ao talento de Waltinho, aqui vão duas canjas.
Para ouvir Fafá de Belém cantando “Filho da Bahia”, um dos temas da novela Gabriela (1975), aperte o play.
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Para ouvir, a contragosto, o hino do Vitória, aperte o play.
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Da Carta Maior
Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma
Bia Barbosa
Se algum estudante ou profissional de comunicação desavisado pagou os R$ 500,00 que custavam a inscrição do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais ameaças a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação nesta segunda-feira, em São Paulo.
Promovido por um instituto defensor de valores como a economia de mercado e o direito à propriedade, e que tem entre seus conselheiros nomes como João Roberto Marinho, Roberto Civita, Eurípedes Alcântara e Pedro Bial, o fórum contou com o apoio de entidades como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), ANER (Associação Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). E dedicou boa parte das suas discussões ao que os palestrantes consideram um risco para a democracia brasileira: a eleição de Dilma Rousseff. Leia mais »
Outro leitor de Brasília, com relação ao pedido de informações que fizemos à respeito da autoria do jingle de Waldir Pires na campanha de 1986, de lá do Senado, nos enviou o seguinte palpite:
“Carmo, eu aposto uma candidatura ao Senado como o autor é Waltinho Queiroz. Bom, é o maior criador de jingles da Bahia e criou, isto eu sei com certeza, o jingle de Mario Kertész, Deixe o coração mandar.
Eu tenho um amigo que pode ajudar (…) vou mandar um email e dou ciência a você.
Só para acrescentar, lembrando a curiosa repetição da história: Wagner começa com W, como Waldir, e também monta uma chapa com adversários. Na época, Waldir trouxe Jutahy e Ruy Bacelar, além do vice Nilo Coelho, além do apoio de Luiz Viana Filho.
Infelizmente, desistiu do projeto com dois anos e deu no que deu”.
Tá anotado.
Com relação ao jingle, Waltinho é de fato uma excelente aposta, se a coisa foi bem feita.
E o jingle é maravilhoso. E se repararmos, do meio para o final é axé music. Quase um fricote.
Ou seja, um retrato de um tempo histórico da Bahia.
Vamos verificar?

Foto meramente ilustrativa.
“Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for “conheci um juiz filho da puta”. Se for “o juiz é um filho da puta”, daí é predicativo.
Agora, se for “esse filho da puta é um juiz”, daí é sujeito.
Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:
“Agora nega a liminar, filho da puta!” – daí é vocativo.
Finalmente, se for: “O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal” – daí é aposto.
Que língua, a nossa, não?”
Esta eu ví no Cloaca News. A autoria é do Diário Gauche.
Brasília – Cerca de 120 representantes da cultura afro-brasileira no Brasil estão reunidos, em Brasília, num evento preparatório à Conferência Nacional de Cultura Afro-Brasileira que será realizada em março, sob a promoção do Ministério da Cultura.
Eles vão apresentar propostas que serão levadas à conferência nacional. Os representantes também avaliarão o trabalho da Fundação Palmares e discutirão a força da herança que a cultura afro exerce sobre a cultura brasileira.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, a pré-conferência é necessária para que os representantes nacionais da cultura africana cheguem à conferência nacional com suas propostas amadurecidas e consolidadas. Zulu Araújo destacou a importância da cultura negra na vida do país.
“No inicio do ano o IBGE revelou que 56% da população brasileira é afrodescendente. Em todos os lugares há manifestação das nossas origens como música, culinária etc. Isso é fruto da força que a cultura afro-brasileira possui mesmo depois de tudo que passamos no regime escravocrata”, disse.
Atenção moçada da cultura!
Entre os dias 25 e 31 de março, a capital cearense receberá milhares de representantes de Pontos de Cultura de todas as regiões do país.
É o Teia 2010 – Tambores Digitais, quarta edição do encontro nacional, para o qual estão sendo aguardados participantes de cerca de 2.500 instituições conveniadas com o Ministério da Cultura, por meio dos programas Cultura Viva e Mais Cultura.
Constam da programação debates, seminários, painéis, rodas de prosa, exibições audiovisuais e exposições, além das apresentações artísticas e de manifestações culturais.
Como etapas preparatórias ao evento, são realizadas as chamadas Teias Regionais, que também objetivam promover a interação e o intercâmbio entre os diversos Pontos de Cultura nos estados.
Fonte: Minc
Do Cloaca News:
JORNALISTA DA GLOBO CRAVA ESTACA NO PEITO DE BORIS CASOY
O jornalista Francisco de Assis Pinheiro, o Chico Pinheiro, da Rede Globo, acaba de mandar um sinal de que nem tudo está perdido. No início da madrugada desta terça-feira (por volta de 00:30h), durante a transmissão do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, Pinheiro levou para a “Esquina do Samba” – espécie de aquário suspenso sobre a Marquês de Sapucaí – o carioca Renato Luís Feliciano Lourenço, mais conhecido como Renato Sorriso. Trata-se do gari que, desde 1997, faz a alegria do Sambódromo com seu show particular enquanto varre a pista após a passagem de cada escola.
Com a Portela entrando na avenida, Chico Pinheiro pergunta, ao vivo: “Sorriso, há quanto tempo você encanta o carnaval do Rio de Janeiro, do alto da sua vassoura?”
Moraes Moreira merece uma estátua em praça pública. Merece abrir o carnaval, merece todas as homenagens e deferência possíveis.
Por muito tempo, o carnaval de Salvador era “segurado” por Moraes.
Morais é o Dalai Lama do carnaval soteropolitano, o guia espiritual do grande cima de carnaval, timoneiro desta grande festa.
Se uma coisa que me deixa frustrado, é perder Moraes este ano.
Minha única alegria é saber que o carnaval de Arruda vai ser bem pior que o meu, cujo habeas vale nigth foi indeferido, sem julgamento do mérito.
Para que não é baiano: Vale Nigth é a concessão da esposa (ou namorada) para que o cidadão possa sair sozinho.
É que não trago comigo a moral cristã. O ocaso de um corrupto sempre me causa enorme alegria. A desgraça de um, pode me deixar feliz. E sem culpa.
O fato de saber que Arruda desfilará no Bloco do Sol Quadrado, me causa felicidade.
Para ouvir Pessoal do Alô, aperte aqui.
Para ouvir Pombo Correio, aperte aqui.
Esta é a continuidade do nosso festival de músicas baianas para os que, assim como eu, tiveram o seu habeas vale night negado, ou que, por outros motivos, não curtirão o carnaval de Salvador.
Nesta postagem, vamos ouvir Armandinho, Dodô e Osmar. O primeiro é um dos melhores músicos de nossa terra e inventor da guitarra baiana. Já Dodô e Osmar são os inventores do trio elétrico e ícones do carnaval soteropolitano.
Juntos, Armandinho, Dodô e Osmar escreveram algumas das páginas mais bonitas da história do carnaval da Bahia.
Quem for baiano, ao menos de coração, que nos acompanhe.
Para ouvir Chame Gente, aperte o play.
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Para ouvir Cadê o trio, aperte o play.
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Por Charles Carmo
Eu amo o carnaval. Definitivamente, o carnaval é bom demais. Entretanto, este ano não poderei estar em Salvador. Compromissos pessoais me prendem aqui em Cruz das Almas.
Além disso, tive o meu pedido de habeas vale night negado, sem julgamento do mérito. A justiça é falha, como se vê.
Entretanto, tento manter-me em sintonia com os amigos que, uma hora dessa, já estão completamente despudorados, embriagados e em paz com os deuses da sagrada putaria.
Como não sou o único nesta situação, resolvi promover um festival de músicas carnavalescas baianas.
O meu consolo é que meu carnaval vai ser melhor que o de Arruda, que, este ano, desfilará no Bloco do Sol Quadrado.
Para começar, dois clássicos de Gerônimo.
Quem é Gerônimo? Ora, quem for baiano sabe do que estou falando.
Para ouvir Abecedário, aperte o play.
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Para ouvir Jubiabá, aperte o play.
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A Secretaria Estadual de Cultura (Secult) está preparando um Carnaval diferenciado para o folião pipoca. Num investimento de R$ 3 milhões, a programação envolve 20 saídas de trios nos três circuitos da festa. E mais: bandas de rock, MPB, samba e reggae. A outra novidade deste ano é a Varanda do Glauber, no Espaço Unibanco Cine Glauber Rocha, na Praça Castro Alves.
Eis uma boa oportunidade para os gestores municipais tomarem a iniciativa para a criação de novos equipamentos culturais nas nossas cidades.
O Ministério da Cultura implantará 20 Espaços Mais Cultura em municípios com até 500 mil habitantes.
O edital investirá R$ 9 milhões, sendo R$ 450 mil por Espaço Mais Cultura. Essa verba incluirá ainda oficinas de mobilização da comunidade para a gestão do equipamento.
Esses espaços devem estar localizados em regiões de vulnerabilidade social e sem equipamentos culturais. Todos os projetos devem prever participação da comunidade atendida, desde sua concepção, passando por sua construção e implantação, até sua programação e gestão.
As prefeituras dos municípios deverão garantir contrapartida financeira de, no mínimo, 20% do valor total do projeto, além do terreno para a implantação do equipamento cultural, que deverá ocupar uma área construída de 225 m².
O Edital “Espaços Mais Cultura 2010” e seus anexos já estão disponíveis no site do Ministério da Cultura e na página eletrônica do Programa Mais Cultura, que faz parte da Agenda Social do Governo Federal.
As Prefeituras Municipais interessadas têm prazo até o dia 14 de março para enviar seus projetos.
Os artistas, organizações culturais, vereadores e toda a população dos municípios não podem deixar passar essa oportunidade e cobrar dos gestores municipais que, pelo menos, promovam a discussão da questão dos equipamentos culturais e elabore um projeto.
Estão abertas as inscrições ao Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas – Edição 2010.
O concurso de monografias com base em fontes documentais referentes ao período do regime militar no Brasil (1964-1985) é aberto a qualquer pessoa, que pode inscrever, no máximo uma monografia, individualmente ou em grupo.
Ao todo serão selecionados três projetos, que serão editorados e publicados, com tiragem de 1000 cópias.
Mais informações estão disponíveis nos sites: www.memoriasreveladas.gov.br ou www.arquivonacional.gov.br
O envio das monografias e dos documentos de inscrição deverá ser realizado até o dia 30 de julho de 2010.