sábado, 4 de fevereiro de 2012

Categoria » Economia

Vídeo aborda as crises do capitalismo


Brasil quer apoiar Cuba na ampliação do atendimento à saúde

A presidente Dilma Rousseff faz a primeira visita como chefe de Estado ao país caribenho

Do Opera Mundi

A presidente Dilma Rousseff deve assinar nesta terça-feira (31/01) em Havana, capital cubana, vários acordos bilaterais para a ampliação de parcerias. A proposta é ampliar os projetos científicos e tecnológicos nas áreas de saúde, agricultura, ciências e do setor aéreo. No que depender do governo brasileiro, os cubanos terão apoio para avançar na produção agrícola e ampliar sua rede pública de atendimento à saúde.

Paralelamente, as autoridades brasileiras e cubanas querem incentivar o turismo. Por isso, um dos acordos negociados visa ao estímulo à competitividade entre as empresas aéreas, apresentando opções de preços e qualidade nos serviços.

Na saúde, as parcerias definem apoio para o fortalecimento da  Rede Cubana de Bancos de Leite Humano. O objetivo é por em prática ações que intensifiquem as pesquisas relativas ao combate e tratamento do câncer e ampliem os estudos e o monitoramento do controle da qualidade de medicamentos em Cuba e no Brasil.

O governo brasileiro se dispõe ainda a apoiar em Cuba a qualificação da prestação de serviços odontológicos. Também está sendo negociado adotar um modelo de pesquisas para estudos relativos a dados  geológicos e recursos minerais. Há ainda propostas para capacitar técnicos da Empresa de Serviços Tecnológicos de Cuba na área de metrologia.

Em fase de aperfeiçoamento e estímulo à produção agrícola, Cuba quer aproveitar o conhecimento dos cientistas brasileiros para capacitar especialistas em novos processos tecnológicos desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no que se refere ao combate às pragas que atingem várias culturas, principalmente a soja e o pimentão.

Também deve ser assinado um acordo sobre serviços aéreos cubanos para estimular a competitividade entre as empresas, oferecendo mais opções aos consumidores. A idéia é permitir que esses serviços sejam oferecidos com bons preços e garantir, ao mesmo tempo, segurança operacional e aviação de alto nível. Leia mais »


Rodovia Cruz das Almas – Maragogipe: obras começam na segunda-feira

O prefeito de Cruz das Almas, Orlandinho, juntamente com o prefeito de Maragojipe, Sílvio Ataliba, e representantes da Petrobras, participa na próxima segunda-feira (23/1), a partir das 08h, na comunidade do Batatan, em Maragogipe, do lançamento da construção da Rodovia Cruz das Almas – Maragogipe.

A obra está orçada em R$ 20 milhões e será financiada por meio do convênio com a Petrobras e os dois municípios que entrarão com a contrapartida de R$1 milhão de reais. A estrada terá extensão de aproximadamente 27 quilômetros e compreende as comunidades do Cadete, Três Bocas e Tuá, em Cruz das Almas, e mais 12 localidades de Maragogipe.

A construção servirá para melhorar as condições de trafegabilidade e como via de escoamento da produção agrícola local (inhame, aipim, feijão e amendoim), além de possibilitar o desenvolvimento econômico e cultural das comunidades.

A previsão da Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN) é que as obras da rodovia sejam concluídas no prazo de 12 meses.

De O Recôncavo, com informações da Prefeitura de Cruz das Almas.


Marcelino Galo quer intervenção da Chesf na revitalização da pesca e aquicultura do lago de Sobradinho

O impacto ambiental produzido durante a construção da represa de Sobradinho, no Médio São Francisco, foi debatido na manhã da quinta-feira (18) entre o deputado estadual Marcelino Galo (PT) e a diretoria da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). A audiência aconteceu na sede da empresa, em Sobradinho, e foi acompanhada por representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura de Brasília (MPA) e da unidade da Bahia Pesca, além de pescadores e piscicultores da região.

A criação de uma estação de piscicultura para o repovoamento de espécies na cidade foi uma das alternativas apresentadas pelos representantes do setor para incrementar a produção de pescado no município, além de ser uma medida sugerida na época pela Chesf como forma compensatória para a construção da barragem. Para o parlamentar petista, a estação “vai permitir uma fonte de renda para quem vive da atividade e ajuda a desenvolver o setor, na medida que contribui para aumentar o estoque pesqueiro na região”.

Outro ponto debatido foi a questão da licença ambiental, instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, que permite os produtores exercerem a atividade de forma regular, uma vez que os tanques redes instalados no lago de Sobradinho encontram-se em área da Chesf e aguardam regularização por parte do órgão ambiental licenciador.

Nova reunião e participantes

Na próxima sexta-feira (27), uma nova reunião técnica de aprofundamento irá discutir e elaborar um relatório que indicará a necessidade de viabilização do projeto de criação da estação de piscicultura para a região, além de debater a possibilidade de construção de um convênio com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para tratar a questão da fiscalização da pesca no entorno do lago.

Participaram da reunião representantes do Comitê Gestor da Pesca e Aquicultura do Território do São Francisco, Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), Embrapa, Sebrae e entidades representativas da pesca e aquicultura.

Fonte: ASCOM/Dep. Marcelino Gallo


BAHIA QUER AMPLIAR EM 120 MIL O NÚMERO DE BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Fonte: SECOM/Bahia

Para que mais 120 mil famílias sejam cadastradas no programa Bolsa Família este ano, 1,7 mil gestores dos 417 municípios baianos participaram nesta terça-feira (17) do II Encontro Estadual do Programa Bolsa Família, que está sendo realizado no Fiesta Convention Center, em Salvador, e será encerrado nesta quarta-feira (18). Os gestores precisam se adequar ao novo processo de busca ativa de beneficiários, implantado pelo governo federal a partir do Plano Brasil Sem Miséria.

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse durante a cerimônia de abertura, que cerca de 2,4 milhões de baianos vivem em extrema e representam mais de 17% da população brasileira nessa condição. Ela apresentou o Plano Brasil Sem Miséria, explicando como a iniciativa e o Programa Bolsa Família se complementam. Segundo informou, parte da população que recebe o benefício já tem acesso à inclusão produtiva, qualificações, sementes e assistência técnica.

“Muita gente recebe o Bolsa Família e precisa de qualificação. Vamos localizá-las tendo acesso às informações, melhorando as redes de saúde e educação, oferecendo cursos e assistência técnica. Juntos – governo federal, estados e municípios -, conseguiremos superar a extrema pobreza no Brasil”, afirmou Campello. Para isso, ela avalia ser fundamental que as famílias que tenham renda mensal per capita de até R$ 140 ingressem no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Estado estratégico

Tereza Campello também disse que a Bahia é um dos estados estratégicos para o Bolsa Família. “Trabalhamos juntos para que a Bahia possa continuar sendo pioneira no conjunto de programas para a superação da extrema pobreza no Brasil”.

O governador Jaques Wagner afirmou que o Bolsa Família é um programa social e de microeconomia. “Na Bahia entraram, em 2011, R$ 2,2 bilhões somente pelo Bolsa Família. Somado ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que são os benefícios por idade e dos deficientes, este total chega a R$ 4,2 bilhões por ano, quase 20% de todo o orçamento do Estado. É muito dinheiro e entra direto na economia, vai para a feira, o mercado, roda o armazém local”.

Wagner concorda com a ministra em que é necessário se levar oportunidade e inclusão produtiva a quem recebe o Bolsa Família. “Temos que apostar na agroindústria familiar, juntar as pessoas nas cooperativas. Em vez de vender mandioca, vender farinha, vender a fécula de mandioca. É um sistema que resgata a cidadania do nosso povo e é por isso que o Brasil está vivendo este momento diferente”.

Gestores municipais contam com o apoio do Estado

A gestora do Bolsa Família em Rio de Contas, no interior do estado, Cátia Simone Bonfim, disse que o sistema de busca ativa está funcionando no município da Chapada Diamantina, que possui 13 mil habitantes, dos quais 1,9 mil recebem o benefício, reforçando a economia local em R$ 170 mil mensais. “Antes do Plano Brasil Sem Miséria, a gente tinha muita dificuldade de inserir estas famílias. O Estado é o nosso suporte. Fornece cursos, capacitações. A gente sempre procura a Sedes para nos orientar”, afirmou. Leia mais »


Brasilianas: Belluzo analisa neoliberalismo e novos paradigmas de desenvolvimento


Regularização fiscal gera bons frutos para São Francisco do Conde

Prefeitura celebra convênio com a CEF para revisão do Plano Municipal de Habitação. Fonte: Prefeitura Municipal de São Francisco do Conde

São Francisco do Conde fechou o ano de 2011 com chave de ouro! Graças à regularização das Certidões Negativas do município junto ao Cadastro Único de Convênios (CAUC), a Prefeitura celebrou um novo convênio com o Ministério das Cidades/Caixa Econômica Federal para a revisão do Plano Municipal de Habitação. O valor do mesmo ficou em torno de R$ 70 mil.

A regularização fiscal vem gerando bons frutos para a comunidade sanfranciscana, é o que afirma Adauto Dantas, assessor especial da prefeita. “É como se o município tivesse se livrado do SPC e Serasa e agora temos crédito para adquirir o que quisermos em qualquer parte do mundo. Hoje, podemos celebrar convênios com outros órgãos públicos e recebermos recursos federais”, destaca. O município saiu da “lista negra” do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), na qual permaneceu por 10 anos. Ainda de acordo com Dantas, que trabalha assessorando a prefeita nas áreas de projetos e benefícios habitacionais e captação de recursos externos, a revisão do Plano Municipal de Habitação tem como objetivo identificar o que o município conseguiu avançar e o que ainda precisa trabalhar no sentido de diminuir o déficit habitacional, além de ter a habitação como um vetor de desenvolvimento.
Estar adimplente no Cadastro Único de Convênios confere a São Francisco do Conde maior transparência, melhor eficiência e maior agilidade no cumprimento das exigências estabelecidas pela Constituição Federal, pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e legislação aplicável.

Metade da dívida de 5 europeus vence até abril; Brasil se preocupa

Enrolados com 'mercado', Itália, Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha têm de pagar de janeiro a abril 283 bi de euros, dos 613 bi a vencer em 2012. Segundo BC brasileiro, concentração 'deve ser acompanhada com cuidado'. Brasil também precisa liquidar em quatro meses 43% do que vence em 2012, mas está 'descolado' da crise e fechará 2011 com dívida pesando menos.

 

Por André Barrocal na Carta Maior

BRASÍLIA – Os cinco países europeus atolados numa crise de suas dívidas que arrastou o continente e sacudiu o mundo em 2011 terão um início de 2012 complicado. Complicado e, para autoridades brasileiras, preocupante. Quase metade das dívidas que Itália, Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha terão de liquidar no ano novo vencerá entre janeiro e abril. Serão 283 bilhões de euros, de um total de 613 bilhões a pagar em 2012.

A necessidade de o quinteto rolar 40 bilhões em janeiro e depois uma média de 80 bilhões pelos três meses seguintes mostrará se os países já conseguem administrar seus papagaios – com ou sem ajuda de fora, como os socorros do Fundo Monetário Internacional (FMI) – e qual o tamanho da desconfiança dos “mercados” credores (explicitada no valor de eventuais descontos e do juro cobrado na rolagem).

O processo de pagamento/refinanciamento evidenciará ainda se os líderes políticos dos devedores e, também, dos dois principais países da Zona do Euro, Alemanha e França, entram em 2012 com mais capacidade ou se repetirão o bate-cabeça de 2011.

“Será um momento em que um avanço [político] será necessário para que esse refinanciamento das dívidas dos países afetados seja feito com maior tranquilidade”, disse o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, ao participar, dia 20 de dezembro, da última prestação de contas trimestral ao Senado em 2011.

Na audiência pública, o banqueiro deixou claro como o vencimento de 280 bilhões do quinteto europeu em apenas quatro meses causa apreensão no governo brasileiro. “De fato é uma concentração que deve ser acompanhada por nós com cuidado.”

Se os cinco grandes devedores europeus tiverem dificuldade para atravessar o quadrimestre, é possível que em 2012 toda a economia global volte a sofrer as consequências da crise, na forma de outro crescimento reduzido. Essa é a grande expectativa do governo brasileiro, que vem insistindo que, no ano que vem, o país vai se sair melhor do que em 2011.

Brasil: calmaria
Do ponto de vista da rolagem da própria dívida brasileira, porém, problemas no Velho Continente não preocupam. Durante todo o ano de 2011, o país teve sossego nas negociações com o “mercado”, que não estendeu até aqui a suspeita de calote que alimenta do outro lado do Atlêntico.

Por isso, não provoca o mesmo frio na espinha o fato de o país também ter um cronograma de pagamentos da dívida pública concentrado no início de 2012. De janeiro a abril, terá de rolar 164 bilhões de reais, o equivalente a 43% do total de 381 bilhões previstos para o ano todo. Até o fim do governo Dilma, o vencimento geral será de 1 trilhão de reais.

“O Brasil está melhor do que muitos países industrializados”, afirmou José Franco de Morais, coordenador de operações da dívida pública da Secretaria do Tesouro Nacional, ao divulgar dados sobre a evolução do débito brasileiro em novembro, dia 21 de dezembro.

Por causa disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem repetindo que, em meio à crise europeia da dívida, o Brasil terminará 2011 diminuindo a sua, quando ela é medida pelo peso que tem no produto interno bruto (PIB). A expectativa do ministro é que a dívida líquida, que estava em 40% do PIB em 2010, feche 2011 em 37%, “uma excelente performance”, como Mantega a definiu durante café de fim de ano com jornalistas, dia 22 de dezembro.

Até novembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (28), a dívida estava em R$ 1,5 trilhão, o equivalente a 36,6%. Contribuiu para a queda da dívida o enorme saque de recursos arrecadados em impostos em todo o país para, com eles, os governos pagarem juros da dívida pública. O chamado superávit primário em onze meses de 2011 sonegou R$ 126 bilhões em políticas públicas, investimentos e outros gastos, para pagar o “mercado”.


Kimberly Clark anuncia instalação de fábrica na Bahia

Fonte: SECOM/Bahia

Líder mundial na fabricação de produtos de higiene pessoal, para o cuidado infantil e de proteção feminina, a Kimberly Clark anuncia, nesta terça-feira (20), às 15h, em Salvador, a implantação de uma fábrica e um centro de distribuição no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia. O governador Jaques Wagner participa da solenidade, no Hotel Pestana Convento do Carmo (Centro Histórico).

Com investimentos estimados de R$ 100 milhões, a Kimberly Clark é a primeira fábrica do Nordeste atraída pela instalação do Polo Acrílico da Basf, que produzirá a principal matéria-prima da empresa, o Sape – super absorvente, usado na produção de fraldas. A nova unidade vai gerar 430 empregos diretos.

Em Camaçari, a Kimberly terá produção anual de 360 milhões de unidades de fraldas, 410 milhões de unidades de absorventes e 110 milhões de unidades (rolos) de papel higiênico. Com operação em 47 países, a empresa já conta com quatro unidades no Brasil, localizadas em Eldorado do Sul (RS), Correia Pinto (SC), Suzano e Mogi das Cruzes (SP).


Novos equipamentos aumentam competitividade do Porto de Salvador

Fonte: SECOM

O Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon) iniciou nesta sexta-feira (2) a instalação de novos equipamentos que permitem a atracação dos maiores navios cargueiros do mundo. Fabricados na China, os ‘portêineres’ fazem o transporte dos contêineres do solo para os navios, são iguais aos maiores do mundo e os primeiros desse porte na América Latina.

O investimento nos equipamentos só foi possível graças ao apoio do governo federal, via Reporto (programa que garante a isenção de impostos para a compra de equipamentos portuários), e ao governo da Bahia, via isenção de ICMS. A compra integra um volume de investimentos de R$ 180 milhões, incluindo as obras de ampliação e dragagem. São R$ 160 milhões no terminal portuário e R$ 20 milhões no depósito de vazios, localizado em Porto Seco Pirajá.

O governador Jaques Wagner, que participou da cerimônia de inauguração, disse que o Porto de Salvador passa agora a ser referência nacional. “Estamos modernizando e ampliando muito a nossa capacidade. Isso atende as exigências do mercado e coloca a Bahia na frente, quando se fala em transporte marítimo”. Ele ressaltou também o aspecto ambiental do investimento. “Essas máquinas usam apenas eletricidade, não jogando o gás carbônico na atmosfera, o que corresponde a 26 mil árvores por ano, outro diferencial muito bom”.

Com os novos equipamentos, a utilização do espaço do terminal será otimizada, com ganho de 30%, possibilitando ainda o aumento da produtividade de carga e descarga, além da redução do custo do frete. A capacidade de movimentação sai dos atuais 37 para 55 movimentos por hora. Isso representa estadias mais curtas dos navios, com redução de custos para o armador, aumentando a competitividade e a atratividade do Porto de Salvador.

Para o diretor-executivo do Tecon, Demir Lourenço, a capacidade está sendo duplicada, e vai atrair mais investimentos para o estado. “Hoje é um dia histórico para o Porto de Salvador. Passamos a integrar o hall dos terminais que podem atender os melhores e maiores navios do mundo, e isso não é pouco”.

Obras de ampliação

Além dos novos equipamentos para o transporte de contêineres, estão sendo feitas obras de ampliação no Porto de Salvador. Elas começaram em setembro de 2010, após a autorização para o aditivo do contrato com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Foi acrescentada uma área de 44 mil metros quadrados, totalizando 118 mil metros quadrados. Com o incremento no terreno, o berço de atracação chegou a 377 metros. Posteriormente, foi realizada a obra de dragagem ao longo do berço para uma profundidade de 15 metros, o que torna possível receber navios de maior dimensão.


Governo tem pressa para aprovar acordo que faz do Brasil 10º no FMI

Acordo fechado há um ano entre 187 cotistas do Fundo Monetário Internacional para redistribuir poder interno foi ao Congresso em outubro e já tem pedido de urgência para votação entre deputados. Governo tentou votar na véspera da visita da diretora do FMI, Christine Lagarde, mas esbarrou na oposição. Com aporte de US$ 10 bi, Brasil passa Bélgica, Holanda e Arábia Saudita.

André Barrocal na Carta Maior 

BRASÍLIA – O Brasil tenta aproveitar a crise financeira na Europa para obter mais espaço na estrutura decisória do Fundo Monetário Internacional (FMI), como ficou claro na visita da diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, ao país. Mas, mesmo que o plano fracasse – o governo quer um acerto junto com China, Índia e Rússia -, o país já conseguiu entrar para o clube dos dez maiores acionistas do FMI e tem pressa para que o Congresso aprove o acordo, fechado há um ano.

Em 15 dezembro de 2010, a direção máxima do FMI aprovou uma revisão na estrutura de poder da entidade, praticamente a mesma desde o fim da segunda guerra mundial. Até agora, o Brasil é o 14º maior acionista do Fundo, com 1,79% das cotas, apesar de ter o oitavo maior produto interno bruto (PIB). Com o reordenamento, o Brasil injeta US$ 10 bilhões no FMI, passa Holanda, Bélgica e Árabia Saudita e se torna o décimo acionista (2,31% das cotas).

Veja aqui a atual distribuição de poder no FMI e como ficará depois das mudanças.

O acordo ainda precisa ser aprovado por deputados e senadores. O governo mandou a proposta ao Congresso em outubro, pediu urgência em novembro e tentou votá-la na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (30), véspera da visita de Chistine. Mas um desentendimento com adversários impediu a votação, que o líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que é uma prioridade ainda para este ano.

Pelo acordo de um ano atrás, todos os 187 países membro do FMI comprometeram-se a arrancar a ratificação em seus respectivos parlamentos até outubro de 2012. Leia mais »


Audiência Pública do Senado sobre a BR-324 acontecerá em Salvador

Do site do Senador Walter Pinheiro

Foi definido hoje (24), pela Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado, que a audiência pública sobre a execução do contrato de concessão do trecho da BR-324 que liga Salvador a Feira de Santana será no dia 2 de dezembro, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a partir das 10h. O requerimento para a audiência é de autoria do senador Walter Pinheiro (PT-BA) e subscrito pelos outros baianos na Casa, Lídice da Mata (PSB) e João Durval Carneiro (PDT).

No requerimento, os senadores solicitam que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Via Bahia façam uma exposição sobre a execução do contrato de concessão. Segundo Pinheiro, a iniciativa de colocar o assunto em discussão foi devido ao não cumprimento dos termos do contrato. “A população baiana está descontente com os trabalhos da concessionária, com a lentidão das obras que provocam engarrafamentos diários de até 15 quilômetros de extensão, e com a possível utilização de materiais de péssima qualidade nas pistas de rolagem, que estariam aquém do desejável”, explicou Pinheiro.

Segundo Pinheiro, a ideia é levar o diretor-geral da ANTT, Bernardo José Figueiredo Gonçalves de Oliveira, e o presidente do consórcio, para discutir e pactuar uma série de questões em relação ao cumprimento das cláusulas contratuais. O Ministério Público Federal já entrou com uma ação civil pública, através de liminar, denunciando o não cumprimento, por parte da Concessionária, de obrigações contratuais, o que será agora avaliado no Senado. “Por isso estamos convidando a ANTT, que tem, inclusive, o papel de fiscalizar e acompanhar o contrato, portanto deve à Bahia e aos baianos mais do que uma resposta. A agência tem também o papel de se antecipar, evitando que o serviço seja prestado de forma errada”, destacou Pinheiro.

Além do trecho da BR-324 que liga Salvador a Feira de Santana, a concessão entregue à Via Bahia, através de licitação, abrange outros trechos rodoviários, inclusive da BR-116. Pelo contrato, a empresa deve explorar o sistema por 25 anos, com investimentos previstos em obras e serviços para o período de R$ 1,9 bilhão.


Ilhéus terá mais 2 mil residências do Minha Casa, Minha Vida

Do Blog do Gusmão

O governador Jaques Wagner assinou, ontem (sexta-feira, 25) em Salvador, mais um convênio com o Ministério das Cidades para assegurar a construção de 160 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

Juntamente com o ministro Mário Negromonte, Wagner lembrou que a Bahia foi campeã em habitação na última etapa do programa e que deve manter a posição nessa nova fase.

Em Ilhéus, segundo o ministro, serão construídas mais 2 mil residências, que poderão ser adquiridas por famílias com renda de zero até três salários mínimos.


Mantega diz que crise internacional vai se agravar, mas que país não precisa tomar medidas contra a alta do dólar

Elaine Patrícia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a crise internacional vai agravar-se, mas que o governo não precisa tomar nenhuma medida para conter a valorização do dólar. Segundo ele, o dólar está se valorizando no Brasil porque está “repercutindo o agravamento da crise internacional”.

“A crise não está sendo resolvida pelos países avançados, que são os responsáveis por esta crise. No caso dos Estados Unidos, há uma lentidão no crescimento [econômico] e conflitos políticos. Mas particularmente a situação europeia é que não tem uma resolução clara e efetiva. Os países [europeus] não conseguem tomar as medidas necessárias”. Para o ministro, a crise ainda vai agravar-se mais. “Mas talvez o agravamento nos leve a uma solução. Só o agravamento fará com que eles tomem as medidas que devem tomar”.

Mantega comparou a crise europeia a um prédio em chamas. Segundo ele, o fogo começou no primeiro andar, onde estavam a Grécia e Portugal. Depois passou para o segundo andar, onde estava a Espanha e terceiro andar, onde estava a Itália. Na cobertura do edifício está a Alemanha. “Começou a pegar fogo lá embaixo, mas existem carros de bombeiros com escadas que poderiam salvar, mas que não estão operando. Finalmente o calorzinho chegou lá na Alemanha. Eles têm água suficiente para apagar o incêndio, que é a liquidez do Banco Central Europeu. A questão é que eles não estão usando. Estão pressionando para que os países façam o ajuste fiscal para que depois usem esse instrumento”, comparou.

Para o ministro, a Europa deverá encontrar uma solução para o problema até fevereiro, embora a solução não vá significar um “mar de rosas”, destacou. “Os problemas vão persistir. Se eles não pensarem em estimular a economia, não vão crescer. O Brasil precisa se preparar para isso. Temos aqui condições que eles não têm, que é o mercado. Vamos continuar dando condições para que o mercado brasileiro continue se expandindo”. Leia mais »


O vigor do Polo de Camaçari

Camaçari (BA), Resende (RJ) e Suape (PE) lideram disputa para atrair fábricas que serão erguidas pela Volkswagen, BMW, Land Rover, Lifan Motors, Hyundai e Districar.

Novos polos industriais seduzem montadoras

Por Michele Loureiro no  Brasil Econômico 

O interesse de montadoras tradicionais e marcas entrantes em instalar fábricas no país criou uma nova rodada de disputa entre estados que nos últimos anos se esforçam para consolidar sua posição como polos produtores de veículos.

As novas fronteiras da indústria automotiva, cada vez mais distantes do ABC paulista, o berço da indústria, tentam seduzir como podem companhias como Volkswagen, BMW, Land Rover, Lifan Motors, Hyundai e Districar – representante das marcas chinesas Changan, SsangYong, Haima e JMC.

O flerte dos governos é quase sempre o mesmo: incentivos fiscais generosos, facilidades nas negociações trabalhistas e vantagens logísticas. Os polos de Camaçari, na Bahia, Rezende, no Rio de Janeiro e Suape, em Pernambuco, tentam angariar novas empresas.

Restrito nos últimos dez anos a apenas uma fábrica, da Ford em Camaçari, na Bahia, o Nordeste desponta como nova preferência das companhias e deve ganhar musculatura nos próximos anos.

Pernambuco já captou R$ 4 bilhões para a construção de uma fábrica da Fiat, em Goiana, acertou a instalação de duas montadoras chinesas de motos, a Sazaki e a Shineray, e está no páreo para receber as novas unidades da Volkswagen e da BMW.

A Bahia, por sua vez, hospedará sua segunda fábrica, a da chinesa Jac Motors, com aporte de R$ 900 milhões.

Como consequência, o estado deve ter ainda seu parque de fornecedores de autopeças ampliado para dar conta do aumento da demanda local. Recentemente, a Basf, que produz resinas automotivas, aportará US$ 800 milhões para uma nova fábrica no Polo Industrial de Camaçari.

Atualmente os baianos respondem por 5,7% da produção brasileira de veículos, devendo chegar a cerca de 10% em 2016 com a instalação da Jac.

“Os investimentos previstos para o setor nos próximos cinco anos somam cerca de US$ 2,5 bilhões”, comemora o governador da Bahia, Jaques Wagner. Na conta, estão incluídas a ampliação e instalação de montadoras de automóveis, motocicletas e fabricantes de componentes e autopeças. Leia mais »


Pólo acrílico fortalecerá atividade industrial no estado com 1,2 bilhão

Fonte: SECOM/BA

O lançamento na próxima quinta-feira (24) da pedra fundamental do Pólo Acrílico no Pólo Petroquímico de Camaçari, um investimento das empresas Basf e Braskem, no valor de R$ 1,2 bilhão, é assunto de destaque do programa de rádio desta terça-feira (22) do governador Jaques Wagner, que enfatiza os esforços desenvolvidos pelo Governo da Bahia para expandir e fortalecer a atividade industrial no estado, a exemplo da atração da montadora chinesa JAC Motors, que instalará uma fábrica para produção de 100 mil carros por ano, e de uma unidade da maior fábrica de fraldas descartáveis, a Kimberly-Clark.

No Conversa com o Governador, Wagner fala também do PAC Mobilidade Grandes Cidades para a Região Metropolitana de Salvador (RMS), lançado pela presidente Dilma Rousseff, na semana passada, e que destinará R$ 1,6 bilhão para a construção da Linha 2 do metrô (Aeroporto-Rótula do Abacaxi), e reafirma a sua certeza de que a capital baiana sediará a Copa das Confederações devido ao ritmo acelerado das obras da Arena Fonte Nova.

Ele destaca ainda o orgulho da Bahia em sediar o Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes (Afro XXI). “Foi um exercício importante da troca de experiências, do compartilhamento de políticas públicas para a promoção da igualdade e de combate ao racismo, a essa discriminação tão hedionda, que, infelizmente, às vezes a gente ainda encontra na cabeça de alguns”.

Economia 
O governador diz no programa, que a partir do documento lançado nesta segunda-feira (21), propondo a criação de condições favoráveis para desenvolver dez segmentos selecionados da atividade industrial no estado, o setor industrial será acelerado mais ainda. “Foi um esforço muito grande que eu fiz para dar outro ciclo de rejuvenescimento ao nosso Pólo Petroquímico, que já tem mais de 30 anos. Renegociamos várias questões, reduzimos impostos, e aí está o resultado: a Basf faz um investimento da ordem de R$ 1,2 bilhão, na linha produtiva do ácido acrílico, que tem na ponta o chamado Sape – Super absorvente, usado na produção de fraldas”. Por conta disso, enfatiza Wagner, a Kimberly-Clark está se instalando na Bahia.

Wagner faz uma referência também ao “anúncio extremamente importante” da instalação de mais indústria automotiva na Bahia, a montadora JAC Motors. “Estamos ultimando todo o tipo de negociação para conseguir fortalecer o pólo automotivo no nosso estado. Então, eu não tenho dúvida de que a gente vai continuar buscando mais investimento para gerar mais emprego e dar cidadania ao povo baiano, que merece a cada dia uma vida melhor”.

 


Escândalo Chevron: mentiras, multas irrisórias, politização e pré-sal

Petroleira norte-americana responsável por desastre ambiental escondeu das autoridades informação sobre fim de vazamento e tentou iludi-las com vídeo editado. Multas iniciais e pedido de indenização chegam no máximo a R$ 250 mi, quase nada para quem fatura US$ 200 bi. Para PSDB, governo demorou a agir. Partido não se indignou com 'mentiras', como fez com ministro, nem pediu CPI da Chevron, suspeita de buscar pré-sal alheio, como fez com Petrobras.

Por André Barrocal e Najla Passos na Carta Maior 

BRASÍLIA – “É política do grupo preservar a segurança, a saúde das pessoas e o meio ambiente, bem como conduzir operações confiáveis e eficientes.” O grupo em questão, acredite, é o norte-americano Chevron, protagonista de um dos maiores desastres ambientais da história brasileira. Graças a operações nada confiáveis e eficientes com petróleo no Rio, a empresa é hoje alvo da Polícia Federal (PF) e da cobrança de indenização e de multas milionárias.

Recheado – segundo autoridades – de omissão de informações e inverdades, e com cheiro de atentado à soberania nacional diante de uma possível tentativa de explorar petróleo pré-sal alheio, o caso Chevron é revelador. Permite ver com nitidez como a legislação brasileira pode ser generosa com empresas privadas. E como a luta política entre governo e oposição às vezes ajuda a perder a noção de que algo verdadeiramente escandaloso está acontecendo.

No dia 8 de novembro, teve início um vazamento de petróleo de poço explorado pela multinacional a 1,2 mil metros de profundidade na Bacia de Campos, no litoral do Rio. No dia 12, a Chevron apresentou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) um plano para “matar” o poço e acabar com o vazamento, aprovado no dia seguinte e implementado a partir do dia 16 – pelo menos, era isso que a Chevron dizia à ANP.

O plano, porém, dependia de um equipamento que só chegou dos Estados Unidos nesta segunda-feira (21), e isso a Chevron não contara antes.

Imagens submarinas que a empresa fornecera às autoridades para mostrar o fechamento do poço estariam incompletas e teriam sido editadas para iludir as mesmas autoridades. “Houve falsidade de informações”, disse o chefe da ANP, Haroldo Lima. “Isso é inaceitável”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Os dois mais o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foram chamados pela presidenta Dilma Rousseff para uma reunião nesta segunda em que ela queria passar a história a limpo. Até então, Dilma tinha apenas divulgado uma nota, dia 11, na qual dizia que o governo estava acompanhando o caso e que haveria uma apuração rigorosa das responsabilidades.

Na reunião, Dilma ficou incomodada com a enrolação da Chevron e mandou a equipe levantar todos os contratos que a empresa tem com o governo, para verificar se é o caso de preservá-los.

Depois da conversa, a ANP informou que vai fazer pelo menos duas autuações contra a petroleira – uma pelas omissões, outra pela falta de equipamentos. Mais cedo, no Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) também anunciara a aplicação de uma multa. Leia mais »


A queda de Berlusconi e o desejo do “mercado”

Por Elena Llorente  no Página/12 via Carta Maior

Depois de sofrer um duro revés na Câmara de Deputados e de um encontro com o presidente da República, Giorgio Napolitano, o primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi prometeu renunciar depois que os novos ajustes econômicos prometidos à União Europeia sejam aprovados pelo Parlamento. Assim informou um comunicado oficial da presidência da República que não indicou, porém, quanto tempo se exigirá para a aprovação dessas medidas que ainda não foram discutidas pela Câmara de Deputados e que, segundo os analistas, deverão ser reformadas e ampliadas.

O conturbado dia de Berlusconi começou com reuniões desde a noite anterior e na manhã de terça com seus aliados da Liga do Norte e seus colaboradores mais próximos. Todos o aconselharam a dar um passo atrás porque sua aliança de governo não tinha a maioria na Câmara de Deputados e era difícil reconstituir as fissuras. O próprio Umberto Bossi, líder da Liga Norte, pediu que ele deixasse o lugar para outro homem de sua confiança, como o secretário do Popolo della Libertà (PDL), seu protegido Angelino Alfano. Mas sua resposta foi sempre “não”, apesar de saber que vários parlamentares de seu partido já tinham o abandonado. “Se devo morrer, prefiro que seja na Câmara”, teria dito. Ele queria, aparentemente, ver com seus próprios olhos o que aconteceria no Parlamento e olhar de frente, como disse, “os traidores”.
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Carta Capital: Brasil é sexta economia do mundo

Segundo as projeções da EIU, a economia brasileira será ultrapassada em dimensão pela Índia em 2013 (o que é justo, visto ser um país com população cinco vezes maior), mas ultrapassará a França em 2014 e a Alemanha em 2020. (...) Não significa que o Brasil terá qualidade de vida superior à dos países europeus em 2020, nem autoriza ufanismos de grande potência. Mas é sintomático da rapidez inesperada com que desliza rumo aos BRICS o centro de gravidade da economia mundial, que parecia imutável nos anos 1990.

Por Antonio Luiz M. C. Costa na Carta Capital   

 

Antonio Luiz M. C. Costa. Foto: Jornalismo B

Brasil: sexta economia do mundo

Segundo a Economist Intelligence Unit (EIU), empresa de consultoria e pesquisa ligada à revista The Economist, o Brasil já se tornou, neste ano de 2011, a sexta maior economia do mundo, ou seja, o sexto maior produto interno bruto medido em dólares à taxa de câmbio corrente.

Como o câmbio tem sofrido flutuações bruscas, quem acha que é o caso de estourar um champanhe deveria esperar pelo fim do ano, quando se poderão fazer as contas com precisão: a diferença entre o PIB estimado para o Brasil, 2,44 trilhões de dólares (mesmo considerada uma redução da projeção de crescimento de 3,5% para 3%) e o do recém-ultrapassado Reino Unido, 2,41 trilhões (com crescimento de 0,7%) é de 1,2%, diferença que pode facilmente triplicar ou se inverter num só dia de oscilação cambial.

 

Ainda assim, é de se notar que a dimensão da economia brasileira tenha ultrapassado ou esteja para ultrapassar aquela que foi a maior potência econômica do Ocidente – ou considerando-se seu enorme império colonial, de todo o mundo – de meados do século XIX até a I Guerra Mundial. Segundo The World Economy, obra de Angus Maddison, em 1820, o PIB britânico (sem as colônias) era 12,4 vezes maior que o do Brasil; em 1870, era 14,3 vezes maior; em 1913, 11,7 vezes maior. Em 1992 (segundo a OCDE), essa relação tinha caído para 2,6 e em 1995, com o câmbio semicongelado pelo Plano Real, para 1,5, mas o colapso da malfadada políticas cambiais de Gustavo Franco e Chico Lopes a fez voltar a subir para 2,62 em 1999 e 3,35 em 2003. Desde então, a relação caiu continuamente: 2,04 em 2007, 1,61 em 2008, 1,36 em 2009 (ano em que o PIB do Brasil ultrapassou os do Canadá e Espanha e se tornou o oitavo do mundo), 1,07 em 2010 (quando ultrapassou a Itália) e 0,99 agora.

Segundo as projeções da EIU, a economia brasileira será ultrapassada em dimensão pela Índia em 2013 (o que é justo, visto ser um país com população cinco vezes maior), mas ultrapassará a França em 2014 e a Alemanha em 2020. Neste ano, portanto, o Brasil será a quinta maior economia do mundo, superado por EUA, China, Japão e Índia – caso a crise econômica ora em curso na Europa não arraste essas projeções água abaixo.

Não significa que o Brasil terá qualidade de vida superior à dos países europeus em 2020, nem autoriza ufanismos de grande potência. Mas é sintomático da rapidez inesperada com que desliza rumo aos BRICS o centro de gravidade da economia mundial, que parecia imutável nos anos 1990. Em 2001, quando Jim O’Neill, analista do Goldman Sachs, inventou o acrônimo BRIC (ainda sem o S de África do Sul), previa que a economia brasileira ultrapassaria a italiana em 2025 e as francesa e britânica a partir de 2035. O futuro está chegando mais rápido do que esperávamos. Estamos preparados?


Bahia discute inclusão de projetos estratégicos no orçamento e PPA federal

Abrigar os projetos estratégicos do Estado da Bahia dentro dos programas e iniciativas do Plano Plurianual (PPA) nacional foi um dos objetivos da reunião de segunda-feira (7), na Secretaria do Planejamento (Seplan), entre o titular da pasta, Zezéu Ribeiro, o senador e relator do PPA 2012-2015 da União, Walter Pinheiro, e o líder da bancada baiana no Congresso, deputado Nelson Pelegrino.

De acordo com Zezéu Ribeiro, o alinhamento entre os parlamentares baianos e o governo estadual, bem como a adoção da mesma metodologia utilizada pela União na construção do PPA, propicia à Bahia captar mais recursos.

“Entre as nossas prioridades estão a mobilidade urbana, o saneamento, em especial a questão dos resíduos sólidos, a inclusão produtiva, a aviação civil regional e as obras de infraestrutura social e logística”, disse Zezéu, ao lembrar que o montante estimado para o PPA federal no período 2012-2015 é de R$ 5,4 trilhões.

O PPA 2012-2015 da União está estruturado em 65 programas temáticos e 44 programas de gestão, manutenção e serviços ao Estado, número menor do que o atual plano em vigência, que possui mais de 300 programas.

Até o dia 12 deste mês, deputados e senadores podem apresentar até dez emendas individuais. Cada bancada estadual tem direito a cinco, mesmo número permitido para cada comissão do Senado e da Câmara. O encontro também reforçou o trabalho em conjunto para ampliar o volume de recursos do Orçamento federal de 2012 para a Bahia.

Fonte: SECOM/Bahia


Mantega: saída de capitais de emergentes pode ser sinal de que crise não está sendo resolvida

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avalia que a saída de capitais dos países emergentes pode ser um sinal de que a crise não está sendo resolvida satisfatoriamente. Segundo ele, esse movimento não afeta o Brasil porque o país tem um volume de reservas internacionais elevado.

Já os países que não têm uma situação parecida com a do Brasil, segundo o ministro, encontram-se em uma situação de fragilidade cambial maior, pois não podem usar esses recursos para combater crise. “Nós temos que nos preocupar com isso porque se os emergentes forem atingidos, a situação internacional vai ficar pior”, disse Mantega.

Para o ministro, os europeus têm deixado as coisas “degringolarem”. Ele voltou a criticar a lentidão dos europeus em adotar medidas para combater a crise. Para Mantega, os europeus continuam trabalhando tardiamente e estão sempre atrasados em relação “às necessidades e aos fatos”.

“Estão deixando as coisas degringolarem. Só agora vão resolver o problema da Grécia e já tem outro problema para resolver que é a Itália. Nós pressionamos bastante os europeus, os Estados Unidos e os Brics, mas eles têm os seus problemas políticos para resolver”, disse.

Segundo o ministro, a situação talvez fique até um pouco pior uma vez que o foco da crise passou a ser a Itália enquanto o peso da Grécia diminui. Mantega lembrou que a economia italiana é mais sólida do que a grega, mas destacou que o mercado financeiro funciona sempre com base nas expectativas.

“O problema da Itália é maior do que o da Grécia. Embora ache que a Itália é mais sólida do que a Grécia, sabemos como funciona o mercado. Funciona na base da expectativa, da desconfiança. O fato é que não se conseguiu recompor a confiança”, disse o ministro.

A Itália encontra cada vez mais dificuldade para refinanciar sua dívida e preocupa pelo baixo índice de crescimento e uma dívida de 1,9 trilhão de euros.


IDH: três anos, três métodos.

Por Brizola Neto no Tijolaço

“Medir, senhora, é comparar”.

O professor Julio Cesar de Mello e Souza, ao encarnar Beremiz Samir, o famoso “Homem que Calculava” usou esta frase para um “início de conversa” sobre matemática.

O Índice de Desenvolvimento Humano, que a nossa imprensa divulgou como sendo um retrato perfeito do nível de desenvolvimento de 187 países é exatamente isso: uma comparação.

E, sendo uma comparação, exige que ela seja feita em bases semelhantes para todos, o mais aproximadamente possível. E nem sempre – ou melhor, nunca, na prática – se conseguem dados colhidos nas mesmas épocas e condições, ainda mais em escala global.

É dever de qualquer autor que promove comparações esclarecer que dados e de quando são os utilizados em algo que, essencialmente, compara países.

Não háanada demais em que sejam usados dados de datas diferentes quando: a) dados mais recentes não estão disponíveis e b) isso seja devidamente ressalvado por quem divulga a comparação.

Quem não participou da divulgação do IDH não pode dizer se foi ou não feito este esclarecimento, embora seja inacreditável que não o tenha sido.

Mas fere o bom senso que, três anos após uma crise que afundou o mundo desenvolvido, que provocou, segundo organismos da própria ONU, queda de PIB de muitos países – que não se recuperaram delas até agora – perda de renda e emprego, um país que todos apontam como um dos que mais enfrentou e superou este quadro tenha um avanço mais do que modesto nos critérios do IDH.

Não é que o IDH esteja “errado”, mas é preciso que se esclareça o que motivou, por exemplo, a utilização de dados de 2004 (PNAD 2005)no cálculo da desigualdade, quando os de 2008(PNAD 2010), da mesma instituição, o IBGE, estavam disponíveis. Reproduzo a página do próprio site do IDH para que todos confiram.

Toda medida é relativa e ninguém está colocando em dúvida a honestidade do PNUD, que é o órgão da ONU que elabora o IDH. O que está sendo questionado é como se pode medir alguma coisa com mudanças de critérios feitas a todo o momento.

A maneira com que se usa isso para “chegar a conclusões” sobre o desempenho de políticas públicas é lamentável e incoerente.

Reproduzo, aí ao lado, a manchete do G1 de um ano atrás, quando aconteceram mudanças metodológicas em seu cáculo.  Éramos, então, o 73º colocado no ranking, com índice de 0,699, como você vê no título de um ano antes. Agora, com uma nova rodada de “mudanças metodológicas” passamos a um IDH de 0,718 e à posição 84!  Aí se refazem os cálculos e chega-se á conclusão de que estávamos em 85º!E em 2009, veja na ilustração, com outra metodologia “mais antiga”, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking, com IDH de 0,813, um indicador que, mesmo melhorando, nos fazia cair cinco posições em relação a 2008.

Tres metodologias em três anos?

O que aconteceria, por exemplo, se o IBGE mudasse, a cada edição, os critérios de suas medições? O que é estranhável é que não ser esclarecido o que mudou, como mudou, que dados foram utilizados e de quando. Já basta que o IDH coloque no mesmo “saco” países como a China e o Principado de Andorra, com seus 70 mil habitantes, dois quais menos de 30 mil nasceram lá

Mas mudando de metodologia a cada ano e fazendo isso sem advertir quem recebe seus números, índice nenhum pode ter credibilidade.


Fernando Brito: Lula está certo sobre o IDH, usaram dados velhos

Por Fernando Brito, em Projeto Nacional Tijolaço e Viomundo 

Vocês devem ter lido que o ex-presidente Lula, no meio de um sério tratamento de saúde, abalou-se para reclamar dos números do Índice de Desenvolvimento Humano divulgados quarta-feira, com grande estardalhaço.

Nele, o Brasil subia apenas uma posição, ficando em 84° lugar, entre 187 países. E ainda caía, quando levados em conta os indicadores de igualdade/desigualdade social.

Prato feito para nossa imprensa.

Se não é Lula, sem voz, estrilar, virava verdade.

Mas, como ele estrilou, é só convidar os jornalistas a visitarem, no site da própria ONU, a página que dá a informação sobre de onde eles tiraram estes dados.

É aqui: http://hdr.undp.org/en/medi/List_of_surveys_used_for_2011_IHDI_estimation.pdf

E lá você vai ver que as estatísticas usadas foram as da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, PNAD, do IBGE, que é divulgada anualmente, com dados do ano anterior.

A que o ranking do IDH usou é a de 2005, com dados de 2004!

A de 2009 está disponível no site do IGBE, com os dados do ano de 2008, como você pode ver aqui.

Agora, compare o que acontecia em 2004 com este gráfico publicado semana passada sobre renda e desigualdade no Brasil pela The Economist, no qual traduzimos os títulos, sem mexer nos dados.

Venderam a todo mundo o jornal de ontem. De ontem, não, de seis anos atrás.


Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia debate a Política Industrial

Fonte: ASCOM/CODES

A Política Industrial da Bahia: estratégias e proposições será o tema da reunião organizada pela Coordenação Executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (CODES), órgão vinculado à Secretaria de Relações Institucionais. O evento acontecerá no dia 16 de novembro, às 10h30, no Hotel Fiesta, na Pituba.

No encontro o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, fará uma apresentação e, em seguida, ouvirá as contribuições dos conselheiros sobre a política industrial do estado. O CODES se reúne a cada três meses, sempre com uma temática diferente.

Para o Coordenador Executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia, Edson Valadares, “está é uma grande oportunidade para o estado, juntamente com os atores sociais, repensar a matriz produtiva e a desconcentração regional da economia, apostando na interiorização e diversificação da indústria”, afirmou.

Estarão presentes na ocasião, o governador Jaques Wagner, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, secretários de Estado, Conselheiros do CODES e mais convidados.


Cruz das Almas: representantes de associações rurais apresentam demandas aos secretários municipais

Presidentes ou representantes de 23 associações rurais ligados Conselho Municipal de Apoio Comunitário de Cruz das Almas (antigo FUMAC) participaram nesta terça-feira (25/10) do I Seminário de Lideranças Rurais para Apresentar e Discutir Demandas das Comunidades ao Poder Público.

O encontro foi marcado em setembro durante a participação do prefeito Orlandinho na reunião mensal do Conselho Municipal de Apoio Comunitário de Cruz das Almas.

Representantes das secretarias de Agricultura, Saúde, Relações Institucionais, Trânsito e Transporte, Serviços Públicos, Educação, Políticas Especiais e Esporte, Cultura, Turismo e Lazer participaram do Seminário.

A ideia do evento é discutir os gargalos e dificuldades de todas as comunidades da zona rural. O presidente do Conselho Municipal, Gílson Santos, lembrou a necessidade de estreitar os laços entre os representantes das comunidades com a administração municipal. “Esse é um momento ímpar. Somos nós que conhecemos a realidade e podemos propor soluções, ao invés de recebermos um pacote pronto, que muitas vezes não satisfaz”.

O prefeito Orlandinho alertou que o Seminário não pode ser entendido como marco-zero nesta relação da administração com o homem da zona rural. “Fizemos Orçamento Participativo em todas as localidades e atendemos diversas demandas, mas é legítimo e comum que novas necessidades apareçam”, disse. Leia mais »


Presidenta inaugura Ponte Rio Negro e assina proposta para prorrogar Zona Franca de Manaus

 

Do Blog do Planalto 

A presidenta Dilma Rousseff inaugurou hoje (24) a Ponte Rio Negro, que liga Manaus ao município de Iranduba (AM). Com 3,5 quilômetros de extensão, é a maior ponte estaiada do Brasil em águas fluviais, somando 400 metros os trechos suspensos por cabos. Um multidão enfrentou o calor para participar da cerimônia de inauguração do empreendimento no dia em que a capital amazonense comemorou seus 342 anos.

“Essa ponte mostra que é possível fazer com que aqui se gere empregos e, ao mesmo tempo, se preserve o meio ambiente”, disse a presidenta Dilma sobre a obra que levou três anos e dez meses para ser concluída, e gerou 3,4 mil empregos diretos.

O empreendimento começou ainda no governo do ex-presidente Lula, que também participou da inauguração. “Hoje é dia de alegria. Valeu a pena”, afirmou ele.

Na cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff também assinou Proposta de Emenda Constitucional e Projeto de Lei para prorrogar por 50 anos a Zona Franca de Manaus e ampliá-la à Região Metropolitana. Os textos serão enviados ao Congresso Nacional.

“É o reconhecimento da situação do povo do Amazonas e também do que representam a floresta e a biodiversidade, essa imensa riqueza”, ressaltou a presidenta.

Ponte Rio Negro – Após a cerimônia de inauguração, a presidenta Dilma atravessou, de carro, os 3,5 quilômetros da ponte sobre o Rio Negro. O empreendimento custou R$ 1,099 bilhão, o que inclui obras complementares, como a construção de 7,4 quilômetros de acessos viários do lado de Manaus e de Iranduba, e a implantação dos sistemas de proteção dos pilares contra choque de embarcações, de sinalização náutica e de iluminação da ponte e de seus acessos.

Do total de recursos aplicados, R$ 586 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 513 milhões do Governo do Amazonas.


Ministério do Desenvolvimento Agrário lança Estatísticas do Meio Rural 2010-2011

A parceria bem sucedida entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (NEAD/MDA) apresenta seu mais novo fruto: a quarta edição de Estatísticas do Meio Rural.

O lançamento da publicação acontece nesta terça-feira (25), na abertura do “VI Fórum Internacional de Desenvolvimento Territorial”, com a participação do ministro de Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. O evento, realizado em Salvador (BA), é promovido pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Rural Sustentável do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Estatísticas do Meio Rural 2010-2011 traz dados atualizados de vários gráficos e tabelas já publicados em edições anteriores e apresenta, como destaque, informações geradas pela divulgação do Censo Agropecuário 2006 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo 2006 forneceu informações qualificadas a respeito da realidade no campo, permitindo o acompanhamento da dinâmica das relações de trabalho e das transformações no meio rural.

A incorporação dos dados do Censo Agropecuário 2006 pode ser vista no capítulo 5, “Reforma agrária e agricultura familiar”, tópico “Agricultura familiar”, no que diz respeito às características, distribuição por área e produção dos estabelecimentos agropecuários.

Para produzir a publicação, Dieese e NEAD também contaram com a colaboração das áreas do MDA e do Incra, que forneceram dados e resultados de políticas públicas em suas respectivas áreas de atuação.

“A proposta do livro é criar condições mais favoráveis para que os gestores de políticas públicas de desenvolvimento rural possam informar-se sobre aspectos estruturais do campo brasileiro, contribuindo no ajuste e monitoramento das políticas, para que estas se tornem cada vez mais eficazes”, destaca Joaquim Soriano, diretor do NEAD/MDA.

 Estatísticas do Meio Rural 2010-2011 apresenta, ainda, resultados do Programa Fome Zero no combate à pobreza e os resultados do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) na estruturação da agricultura familiar como parte da cadeia produtiva de energia renovável.

Serviço:
Lançamento do livro Estatísticas do Meio Rural 2010-2011
Data
: 25 de outubro de 2011
Local: Gran Hotel Stella Maris. Praça Hotel Stella Maris, 200. Salvador (BA)
Horário: a partir das 19h

Fonte: ASCOM/Ministério do Desenvolvimento Agrário


O mérito empresarial de Steven Paul Jobs e outros assuntos. Por Ubiracy de Souza Braga

Ubiracy de Souza Braga é Sociólogo (UFF), Cientista Político (UFRJ), Doutor em Ciências junto à Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e Professor Associado da Coordenação do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Steven Paul Jobs (1955-2011) e seu brinquedo.

Eliminar de uma vez por todas o sentido das palavras, eis o objetivo do terror”! (Jean François Lyotard).

Steven Paul Jobs (1955-2011) foi um inventor (cf. Lacely, 1995), empresário e magnata norte-americano no setor da informática (cf. Coriat, 1976; 1979). Notabilizou-se como co-fundador, presidente e diretor executivo da Apple Inc. Foi também diretor executivo da empresa (cf. Chevalier, 1955) de animação por computação gráfica Pixar e “acionista individual máximo” da The Walt Disney Company. No final da década de 1970, Jobs com Steve Wozniak e Mike Markkula, entre outros, desenvolveu e comercializou uma das primeiras linhas de “computadores pessoais de sucesso”, a série Apple II. No começo da década de 1980, ele estava entre os primeiros a perceber o potencial comercial da interface gráfica do utilizador guiada pelo mouse (cf. Jou, 1957) o que levou à criação do computador Macintosh. Após perder aparentemente uma disputa de poder em 1984, ou a dramatis personae de Foucault e Cazuza, Jobs demitiu-se da Apple e fundou a NeXT, “uma companhia de desenvolvimento de plataformas direcionadas aos mercados de educação superior e administração”. Esse seu mérito maior como inventor social de nosso tempo: a proximidade do conhecimento técnico com o conhecimento científico no âmbito da universidade contemporânea (cf. Habermas, 1987).

Historicamente a década de 1970 foi a época em que aconteceu a crise do petróleo (1973), o que levou os Estados Unidos à recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começavam a crescer. Nesta época também surgia a defesa do “meio ambiente” (cf. Braga, 2011a), e houve também um crescimento das chamadas “revoluções comportamentais” da década anterior a qual Simone de Beauvoir tivera papel importante (cf. Braga, 2011b). Muitos a consideram a “era do individualismo”. Eclodiam nesta época os movimentos músicos das discotecas. Dancin`Days, por exemplo, foi uma telenovela brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo de 10 de julho de 1978 a 27 de janeiro de 1979, às 20 horas. Foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dênis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Pieri, tendo contado com 173 capítulos, ipso facto também do “experimentalismo” na música erudita. Pelas antenas da televisão, o mundo se tornou infinitamente menos secreto.

Richard Nixon, o presidente norte-americano deposto pelo caso Watergate, contrariando as teses liberais do “American Way of Life”, foi uma “personalidade” típica das telas de televisão dos anos 1970 representando o “capital da notícia”. Sua saída do governo foi festejada pela população dos EUA e o resto do mundo ocidental acompanhou todo o escândalo “de perto”, através da tela da televisão. Analogamente entre nós no Brasil, a conquista da copa do mundo de futebol em 1970 e o ufanismo nacionalista gerado pela propaganda massiva golpista retardaria a redemocratização do país por quase duas décadas. Neste caso Pra frente, Brasil é um filme brasileiro de 1982, dos gêneros drama e ficção histórica, dirigido e escrito por Roberto Farias, baseado em argumento de Reginaldo Faria e Paulo Mendonça. Estrelado por Reginaldo Faria, Antônio Fagundes, Natália do Valle e Elizabeth Savalla, Pra frente, Brasil foi um dos primeiros filmes a retratar etnograficamente a repressão da ditadura militar brasileira (1964-1985) de forma aberta.

Pra frente, Brasil foi inicialmente censurado pelo regime militar, apesar de seu diretor, Roberto Farias, ter sido presidente da Embrafilme no auge da ditadura, e o país estar à época em plena redemocratização. A censora do regime, Solange Maria Teixeira Hernandes, afirmava haver “excessos de liberdade no cinema e no teatro” na época em que o filme foi lançado. O filme foi liberado pela Justiça e estreou, em versão sem cortes, em 14 de fevereiro de 1983. À época presidente da Embrafilme, Celso Amorim viu-se “obrigado a abandonar o cargo da estatal em abril de 1982 por ter aprovado o financiamento público para a produção”. A proibição inicial ao filme baseou-se na alínea D do artigo 41 da Lei 20.943, de 1946, que previa “interdição quando a obra for capaz de provocar incitamento contra o regime vigente, a ordem pública, as autoridades e seus agentes”. Reza a lenda que Pra frente, Brasil teria sido inspirado em um acontecimento real, vivido pelo protagonista Reginaldo Faria. Certo dia, ao cochichar de brincadeira que “portava uma arma” para uma mulher na fila do aeroporto do Galeão (RJ), o ator teria sido levado para a sala de interrogatório. Do susto, nasceu o argumento Sala Escura transformada pelo irmão Roberto no roteiro do longa-metragem. A história do filme, entretanto, é similar a do filme erótico E agora, José?, clássico do chamado “cinema boca do lixo” estrelado por Arlindo Barreto e lançado três anos antes do episódio. Leia mais »


Mulheres da áreas rurais terão projeto de inclusão socioprodutiva

Trabalhadoras rurais, quilombolas, indígenas, assentadas da reforma agrária, entre outras mulheres baianas, serão atendidas com iniciativas de inclusão socioprodutiva. Fruto de parceria entre a Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM/BA) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a ação visa promover a autonomia do segmento feminino, que representa 48% da população rural da Bahia, segundo o IBGE. Para viabilizar o projeto, um convênio deverá ser assinado por representantes dos governos estadual e federal ainda este ano.

Entre as atividades previstas estão seminários, assistência técnica rural, emissão de documentos e capacitação para atendimento especializado às mulheres. Também serão oferecidos serviços como abrigamento às vítimas de violência e reforço aos equipamentos policiais.

Para a titular da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa, a iniciativa é bem oportuna. “É o nosso principal projeto, que vai trabalhar com um público prioritário, onde está a pobreza extrema”, argumentou.

A representante do governo federal, Patrícia Mourão, disse que “o objetivo é diminuir a desigualdade entre homens e mulheres no meio rural”. Ela elogiou a boa relação entre Estado da Bahia e o movimento de mulheres da Bahia na atualidade.

Fonte: SECOM/Bahia


Na Turquia, Dilma defende reformas de instituições financeiras internacionais

Yara Aquino e Renata Giraldi*
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (7), em Ancara, na Turquia, que brasileiros e turcos se unam em favor de reformas de instituições financeiras e econômicas internacionais. Ela se referiu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e reclamou dos efeitos das decisões de alguns países por meio da valorização artificial de suas moedas. Para a presidenta, as articulações devem ocorrer já em novembro, durante as reuniões do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo), em Cannes, na França.

“O Brasil e a Turquia podem contribuir no G20, por exemplo, para o prosseguimento das reformas nas instituições econômicas e financeiras internacionais, aumentando a participação de nossos países nas decisões que afetam diretamente nossos povos”, disse a presidenta, no Fórum Empresarial Brasil-Turquia.

Segundo Dilma, Brasil e Turquia sofrem com as políticas monetárias expansivas do mundo desenvolvido. “Como países emergentes, somos afetados pelas políticas de reação dos países desenvolvidos à crise, notadamente à expansão monetária, praticada por alguns bancos centrais, que levam a uma espécie de guerra cambial. Isso compromete os valores das nossas mercadorias”, disse.

Em seguida, a presidenta acrescentou que essas “políticas monetárias excessivamente expansionistas têm sido remédio privilegiado que as economias mais desenvolvidas têm buscado nos últimos tempos e têm como efeito secundário a valorização artificial” de moedas.

A presidenta lembrou também que na última década o comércio entre a Turquia e o Brasil triplicou de 2009 para 2010. Em maio do ano passado, os dois países adotaram o Plano de Ação para Parceria Estratégica, que envolve iniciativas nas áreas de energia, defesa, cooperação agrícola, ciência e tecnologia e promoção cultural.

O governo turco anunciou a visita de uma missão de empresários da construção civil ao Brasil para o próximo mês. A presidenta convidou os empresários turcos do setor a participarem das obras de infraestrutura da Copa do Mundo de 2014.

No primeiro dia de agenda oficial em Ancara, Dilma se reuniu com o presidente turco, Abdullah Gul, e o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan. Antes do fórum, a presidenta visitou o Memorial Ataturk, onde participou de cerimônia de deposição de flores em homenagem ao líder Mustafa Kemal Atatürk. Ela registrou em livro uma mensagem ao líder considerado pai da Turquia moderna.

*Com informações da BBC Brasil e do blog do Planalto

Edição: Talita Cavalcante