sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Categoria » Entrevistas

Abdias: Se pudessem, colocavam o negro de novo na escravidão

Abdias do Nascimento e o presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil

Por Ana Cláudia Barros no Terra Magazine

De São Paulo

Defensor fervoroso do sistema de cotas raciais em universidades públicas, o ex-senador e deputado federal, Abdias do Nascimento, 96 anos, um dos líderes negros de maior expressão no país, considerou “uma coisa lamentável” as alterações no texto original do projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado nesta quarta-feira (16), no Senado.

Um dos pontos mais criticados foi, justamente, a retirada do trecho que falava sobre a regulamentação da reserva de vagas para a população negra na educação. O estatuto, que tramitou no Congresso durante sete anos, entra em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

-As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Confira a entrevista

Terra Magazine – O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das mudanças?
Abdias do Nascimento
- Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros. São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.

Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.
É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se repete.

O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o termo “raça” por “etnia”, alegando que não existe outra raça além da humana.
Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma vez, o gérmen… A alma do Brasil que manda é essa. É contra os africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam, outra vez, a escravidão.

O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e brancos no país?
É isso aí: uma mentira cívica. Uma “bela” mentira cívica. E ainda existe um hiato entre negros e brancos. Há dois “Brasis”: um dos brancos e outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.

O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O senhor concorda?
Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos negros terem uma integração perfeita.

Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?
As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.


Zé Celso: “votarei em Dilma; PSDB e Serra são antipopulares”

Por Claudio Leal no Terra Magazine

O diretor e ator José Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina, defendeu um plebiscito popular para decidir sobre o terceiro mandato de Lula. Após o presidente rejeitar a permanência no poder, Zé Celso analisou as novas nuvens e, da mesma forma que Chico Buarque, decidiu votar na ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT). Quer a continuidade da onda Lula e torce por “uma chave de cadeira” em Serra.

O guru da Tropicália faz duas restrições a Dilma: ela não tem “uma perspectiva muito clara” da cultura e se posiciona contra a descriminalização das drogas. Pretende conversar com a petista.

- Acho que Dilma poderia ir muito mais longe. Ela era do PDT, tem essa origem trabalhista, precisa resgatar esse lado. E eu adorava o Brizola!… Gostaria de ter esse encontro. Eu poderia contribuir pra uma dimensão maior, porque sou ator e diretor. Até o Hitler se consultava com atores.

Para o diretor, que volta a encenar “Bacantes” no Oficina, o pré-candidato José Serra (PSDB) tem uma “mentalidade antipopular” e governa com um grupo fechado.

- O governo Lula tem as portas abertas para os movimentos sociais. Tenho a impressão de que o Serra não. O pessoal do PSDB tem uma mentalidade antipopular, da tecnocracia – critica.

No sentido inverso de Caetano Veloso, outro tropicalista, Zé Celso não se empolga com a candidatura de Marina Silva, do Partido Verde. Há uma razão pagã.

- Acho isso estranho: uma pessoa que vem da Amazônia, no momento em que se tem escolas públicas com línguas locais, ter um pensamento evangélico, que é um pensamento cristão muito reduzido?

Apesar do entusiasmo com Lula, ele não aprova a política externa brasileira em relação à ditadura cubana de Raúl e Fidel Castro. O presidente comparou os presos políticos de Cuba a bandidos encarcerados no Brasil.

- Lula foi muito infeliz. Lula poderia exercer esse papel que quer ter no Irã: “Fidel, vamos fazer um socialismo democrático”… Se eu fosse amigo de Fidel, eu diria: “Abre essa porra!”.

Confira o papo.

Terra Magazine - Tem acompanhado a sucessão de Lula, essa fase inicial das campanhas? O que você está pensando dos candidatos pós-Lula?
Zé Celso Martinez - Quero dizer que gosto muito do governo Lula, com todas as suas contradições. Ele é uma espécie de presidente antropófago, sem ideologias. Come tudo, como um antropófago, assim como eram os índios que comeram o bispo Sardinha. Segundo Oswald de Andrade, esse é o começo da história do Brasil: o navio naufragou e ele foi comido pelos caetés. Para minha geração, isso foi uma evolução. Porque o padre Anchieta era o que tinha criado o teatro brasileiro. E minha geração foi buscar as influências indígenas. Uma virada de ponta à cabeça, esse retorno à antropofagia em 1966, 1967. Oswald nos provou a todos: Glauber, Caetano, Gil, Oiticica… Inverteu a história do Brasil, incorporando a cultura do índio, o que foi fundamental para o movimento Tropicália, considerado um dos movimentos culturais mais importantes do mundo no século passado. É uma revolução que levou Lula ao poder, porque os estados eram limitados às oligarquias. Lula está requebrando. Gostaria que continuasse na mesma linha, que ele desse uma chave de cadeira em Serra. Leia mais »


Setores da imprensa são golpistas, diz Leandro Fortes

Leandro FortesLeandro Fortes é um dos mais respeitados jornalistas do país. Na Carta Capital, aonde atualmente exerce a profissão, Leandro fez matérias antológicas, como as duas em que mostrou o lado B do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Ao revelar ao país que o Ministro do Supremo é proprietário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que fatura milhares de reais por ano, sem licitação, Leandro Fortes provocou a ira do  ministro. Por esta ousadia, está sendo processado por Gilmar Mendes.

Na entrevista que nos concedeu ontem (13/11), Leandro fala o que pensa a respeito da imprensa nacional, da Conferência Nacional de Comunicação, dos desafios dos profissionais de jornalismo neste momento e de outros temas.

Aperte o play e ouça a entrevista.

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Se preferir baixar a entrevista, clique aqui.


Entrevista com o pescador “Siri de Mangue”

Joilson Carlos Silva de Jesus, o “Siri de Mangue” é pescador em Maragojipe.

Joilson é conselheiro da Reserva Extrativista de Iguape e a favor da instalação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Nesta entrevista ele nos conta seus motivos e faz um duro ataque à Pastoral dos Pescadores.

Para ouvir Joilson, aperte o play.

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Entrevista com Sílvio Ataliba, prefeito de Maragojipe.

Silvio Ataliba.

Sílvio Ataliba (PT) é prefeito de Maragojipe, cidade do litoral do Recôncavo baiano que deverá receber um dos maiores investimentos já feitos na Bahia nas últimas décadas. Trata-se do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, obra que suscita muitos debates e que pode mudar a face econômica da região.

Nesta entrevista ele nos fala do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, da criação do Centro Tecnológico do Paraguaçu, da importância do fortalecimento da UFRB neste processo e da logística que envolve a instalação do empreendimento.

Para ouvir Sílvio Ataliba, aperte o play.

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Não tem nada a ver com o PV um candidato que tem preconceito com as religiões africanas, diz Beth Wagner

Beth Wagner

Beth Wagner

O Recôncavo entrevistou a economista Beth Wagner, diretora geral do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Elizabeth Maria Souto Wagner nasceu no Rio de Janeiro, mudando-se para Salvador nos anos 70, durante o regime militar. Funcionária do Banco do Brasil (1982-1997) foi liberada no período de 1988 e 1996 para exercer os cargos eletivos de vereadora e vice-prefeita de Salvador (1993-1996). Beth Wagner foi ainda secretária Municipal de Educação e presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia.

Nesta entrevista que nos concedeu, Beth Wagner expõe sua opinião a respeito da termelétrica de Sapeaçu, do estaleiro Enseada do Paraguaçu, direitos humanos e sobre a política baiana.

Um dos quadros mais destacados do PV na Bahia, Beth Wagner fez duras críticas a alguns membros de seu partido. Quem ouvir a entrevista vai perceber as críticas indiretas aos deputados Luis Bassuma e Edson Duarte, ambos do PV baiano e que querem o lançamento de candidatos próprios do PV baiano ao senado e ao Governo do Estado. Eles estão no PV, mas parece que não conhecem a Bahia, diz Beth Wagner.

Para ouvir Beth Wagner, aperte o paly.

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Secretário não tinha competência legal para autorizar aumento de ônibus, diz Marta Rodrigues

Marta Rodrigues quer anular aumento de ônibus em Salvador. Foto: Valdemiro Lopes

Marta Rodrigues quer anular aumento de ônibus em Salvador. Foto: Valdemiro Lopes

A vereadora Marta Rodrigues (PT) é uma militante histórica do Partido dos Trabalhadores  em Salvador. Marta Rodrigues é formada em Letras pela UCSAL e especialista em Direitos Humanos pela UNEB/Ministério Público e também em Gestão de Cidades pela UNIRB. Marta Rodrigues foi assessora parlamentar do Deputado Federal Nelson Pelegrino (1990-2004), atuando na área de direitos humanos e junto aos bairros populares de Salvador.

Líder da Bancada do PT na Câmara dos Vereadores em Salvador e recentemente eleita Presidente do Diretório Municipal do PT na capital, Marta Rodrigues nos concedeu uma entrevista, por telefone, no exato momento em que protocolava no Fórum Ruy Barbosa, junto com seus pares, uma Ação Popular para anular o aumento da tarifa do transporte público de Salvador, alvo de diversas críticas, inclusive deste site.

Como a entrevista teve que ser interrompida para que os vereadores de oposição pudessem protocolar a Ação Popular na 8ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Salvador, resolvemos publicar aqui também a entrevista que a vereadora nos concedeu após a Ação Popular ter sido protocolada. Segundo a vereadora, o ato foi assinado por quem não tinha competência para fazê-lo.

Para ouvir Marta Rodrigues, aperte o play.

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Se eu fosse convidado a ser vice, aceitaria de bom grado; diz Marcelo Nilo

O deputado estadual Marcelo Nilo é um dos parlamentares mais experientes da Assembléia Legislativa. Eleito e reeleito para a presidência da Casa com o apoio decisivo do governador Wagner, Marcelo Nilo, após a aproximação entre o PSDB e DEM na Bahia, rompe com o partido (PSDB) e mantêm-se como um dos fiadores do bloco governista.

Agora, Marcelo Nilo é um dos mais cotados candidatos a ocupar o tão cobiçado posto de vice na coligação do governador Wagner.

Para O Recôncavo, em entrevista concedida na sala do cafezinho, na Assembléia Legislativa, o presidente Marcelo Nilo foi enfático: se convidado ele aceita.

Na entrevista que nos concedeu o presidente da Assembléia também faz um balanço da produção legislativa da Casa em 2009.

A entrevista ocorreu em uma Assembléia em clima de votação do Orçamento de 2010, no intervalo entre uma sessão e outra. A batalha legislativa terminou na madrugada, sem o governo conseguir aprovar a proposta orçamentária.

Para ouvir a entrevista com o deputado Marcelo Nilo, aperte o play.

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Por Charles Carmo

Foto: Google


Entrevista com Celso Amorim

Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Celso Amorim - ABrNo programa Bom Dia Ministro desta quita-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou sobre diversos temas, entre eles Copenhaguen, a crise em Honduras, o Mercosul e a crise financeira internacional.

E deu umas estocadas na imprensa.

O programa é fruto da parceria entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e a Empresa Brasil de Comunicação.

Para ouvir o ministro Celso Amorim, aperte o play.

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Houve uma crise ética geral nesta campanha eleitoral da OAB, diz Dinailton Oliveira

Para Dinailton Oliveira, Saul Quadros representa os grandes escritórios de advocacia.

Para Dinailton Oliveira, Saul Quadros representa os grandes escritórios de advocacia.

O Recôncavo entrevistou o candidato à presidência da OAB, Dinailton Oliveira. Finda a eleição e proclamado o resultado, com a vitória de Saul Quadros, o processo volta a ser questionado.

Dinailton Oliveira requereu a impugnação da eleição, pondo em cheque a credibilidade do processo. Nesta entrevista, Dinailton Oliveira elencou uma série de suspeitas que levanta, com relação ao processo eleitoral. Ele quer uma perícia em todas as urnas.

As suspeitas levantadas são graves e, por isso mesmo, tem local de destaque nesta edição de O Recôncavo. Na entrevista, o advogado Dinailton Oliveira fez duras críticas ao seu colega, Saul Quadros.

Estamos tentando, desde as 10:30h desta sexta-feira, entrar em contato, por telefone, com o candidato Saul Quadros, entretanto, não tivemos êxito. Continuaremos tentando, ao longo do dia. É importante que saibamos o que ele tem a nos dizer sobre as suspeitas e as críticas levantadas, para que o debate se dê em condições de igualdade entre todos os candidatos.

Na entrevista que nos concedeu, Dinailton Oliveira fala, entre outros temas, da crise na OAB, dos grandes escritórios de advocacia, de seu adversário Saul Quadros e da posição da OAB na ditadura militar.

Para ouvir Dinailton Oliveira, aperte o play.

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Por Charles Carmo


No A Tarde, um colega lia minhas matérias e ligava para avisar ACM, diz Paixão Barbosa

Paixão Barbosa closeO Recôncavo participou de um encontro, feliz, entre o jornalista Paixão Barbosa e os estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Um dos mais influentes e bem informados jornalistas da Bahia, Paixão Barbosa deu uma aula de bom jornalismo.

O encontro foi selado por Luiz Nova, professor da federal do Recôncavo.

Paixão falou sobre as responsabilidades de um jornalista, sobretudo os que fazem cobertura política. Contou segredos da redação e falou sobre um colega delator que teve no A Tarde, bem como das investidas de ACM para tentar evitar a publicação de matérias que lhe eram desfavoráveis.

Paixão deu dicas, mostrou os perigos e o encanto perigoso que o poder exerce. Apontou que é preciso manter certa distância da fonte, “não existe jantar de graça” lembra Paixão Barbosa.

Paixão mostrou os segredos do jornalismo político.

Alguns, pelo menos.

Como a gravação original é muita extensa, optamos por postar declarações selecionadas por temas. É que a aula durou mais de uma hora.

Para ouvir Paixão Barbosa, aperte o play.

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Por Charles Carmo


Bancada da Bahia prioriza investimentos nas universidades públicas

Enfim, uma prioridade.

Enfim, uma prioridade. Foto: Google

Esta semana, mais precisamente na terça-feira (24/11) , ocorreu em Brasília uma reunião decisiva para as universidades federais e estaduais baianas. A bancada federal da Bahia, coordenada com competência pela deputada federal Lídice da Mata, decidiu priorizar o ensino público superior na distribuição dos recursos orçamentários para 2010.

Poderíamos dizer, sem medo de cometer um exagero, que a decisão da bancada foi emocionante. Explico: até então, e esta era a reunião que decidiria a lista de emendas, somente os recursos da UFBA, graças a sua força e importância, eram um consenso. Grande parte dos deputados tem base eleitoral em Salvador. O que ocorre em Salvador reverbera na Bahia, e a UFBA está, majoritariamente, em Salvador. Então a UFBA tem muita força. Dela própria e de Salvador.

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Geddel foi ingrato e agora está isolado, diz Zezéu Ribeiro

zezéu esportO deputado federal Zezéu Ribeiro é um dos maiores quadros do PT na Bahia. Dia 22 de novembro ele comemora seus 60 anos. Líder por três anos seguidos da Bancada do Nordeste é um dos parlamentares mais influentes da Câmara dos Deputados. Nesta entrevista que nos concedeu, Zezéu Ribeiro fala das mudanças que ocorreram na Bahia e no Brasil nos últimos 60 anos.

Ele também nos contou o que pensa a respeito do pré-sal, a partilha de seus recursos, aquecimento global, desertificação, termelétrica em Sapeaçu, do ministro Geddel Vieira Lima e do Governo Wagner.

Para ele, o ministro Geddel foi ingrato e agora está isolado.

Para ouvir a entrevista de Zezéu Ribeiro, aperte o play

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Se preferir baixar o áudio da entrevista, clique aqui.


Quem fala isso não entende de educação, diz Secretário de Educação em resposta às críticas de Geddel

Osvaldo BarretoEntrevistamos, por telefone, o Secretário de Educação, Osvaldo Barreto Filho. Graduado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (1972), especialista em planejamento pela Universidade Federal de Minas Gerais (1973) e com mestrado em Administração pela Universidade Federal da Bahia (1994), aonde foi Diretor da Faculdade de Administração.

Osvaldo Barreto é petista de carteirinha e  tido como um dos mais destacados representantes do grupo político do Reitor da UFBA, Naomar Almeida, a quem muitos atribuem sua indicação ao governador Wagner para assumir a Secretaria de Educação, cargo que comanda desde a saída, este ano, do também petista Adeum Sauer.

Nesta entrevista, Barreto, como é chamado por seus colegas na UFBA, fez um apanhado das prioridades educacionais do governo Wagner, falou sobre o projeto de formação de professores que diz ser o maior do Brasil e mostrou-nos o que pensa das elites baianas, do governador Wagner e de sua atuação à frente da Secretaria de Educação.

O Secretário respondeu às críticas feitas aqui pelo Ministro Geddel Vieira Lima, sem entretanto, citar diretamente o ministro.

O Recôncavo apresenta agora os áudios desta entrevista que, por conta do tamanho, não pudemos transcrever aqui.

Aperte o play e ouça a entrevista.

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Se preferir, baixa  o arquivo em MP3


Governo Wagner e PT se assemelham à ACM, diz Geddel

Ontem (10/11) entrevistei por telefone o ministro Geddel Vieira Lima. Na entrevista, o ministro falou de vários temas, entre eles a polêmica charge de Cau Gomez, a termelétrica de Sapeaçu, usina nuclear, políticas afirmativas, governo Wagner e o apoio do PDT ao governador. O ministro Geddel comparou as atitudes do PT baiano àquelas tomadas por Antônio Carlos Magalhães. E fez uma série de críticas à administração petista na Bahia. Por Charles Carmo

geddel-entrevista
O Recôncavo: Ministro Geddel Vieira Lima, recentemente o presidente do PT baiano, Jonas Paulo, criticou uma charge do artista Cau Gomez, publicada no jornal A Tarde, aonde o presidente Lula é retratado como um ursinho de pelúcia, ao lado dos presidendes Chávez e Zelaya. O senhor também considerou a charge ofensiva à imagem do presidente?

Geddel: Eu acho que nem eu, nem o Presidente da República. Quem verdadeiramente pratica a democracia e entende estas questões tem que entender charge como uma manifestação de inteligência que é próprio de nossa cultura, eu não creio que o presidente da república possa ter se sentido ofendido com a visão de um chargista. Eu acho que a crítica, seja de que forma que vier, ela tem que ser aceita, salvo se for uma injusta crítica sobre a honra, você tem os mecanismos legais. Acho até que este governo e o partido têm se enveredado por um caminho que se assemelha muito ao que era o esquema de Antônio Carlos. Esta crítica, a história da intervenção no PDT, o controle absoluto sobre a Assembléia Legislativa, é agora o TCE em questionamento e uma série de questões que nos assustam um pouco por ver a diferença entre o discurso e a prática. Não concordo com a crítica ao chargista, não tem sentido e o próprio Presidente da República tem sido caracterizado, e todos nós aí, em várias charges e entende isso como uma demonstração do humor e da criatividade do chargista em si.

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