sábado, 4 de fevereiro de 2012

Categoria » Entrevistas

Carta Capital: “A Privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., chega às bancas.

Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial. Fonte: Carta Capital

 

Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira 9,CartaCapital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou  no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada porCartaCapital em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”. Leia mais »


Nicolelis na Carta Capital: Einstein não seria top Brasil

Da Carta Capital 

Einstein não seria top Brasil

Na primeira parte da entrevista, o cientista Miguel Nicolelis relata os problemas burocráticos que encontrou quando fez graduação e doutorado em Medicina na USP, nos anos 1980. Diz que o Brasil melhorou de lá para cá, mas a estrutura engessada da academia brasileira ainda é muito refratária à boa prática científica. Não há mais espaço para o mestrado, acredita. E critica o atual sistema do CNPq, que prioriza a quantidade e não qualidade dos trabalhos. “Einstein só teve cinco teses até 1905. Assim não seria considerado um pesquisador top no CNPq”, diz.

 

Foto: Olga Vlahou

CartaCapital: Como era fazer ciência no Brasil na época em que o senhor estava na faculdade, nos anos 1980?

Miguel Nicolelis: Era muito difícil porque, no Brasil daquela época, tudo tinha que passar pelos chefes de departamento, que eram professores titulares (na Faculdade de Medicina da USP, onde se graduou). Não havia como fazer nada sem estar sob a tutela ou sob a proteção de algum dos catedráticos. E isso era muito difícil, porque a maioria deles era de médicos, alguns muitos bons médicos, mas sem formação cientifica. E o espírito era muito feudalista. Eu bati de frente com um dos professores, que foi o motivo de eu sair do Brasil. Tornei-me pessoa non grata do departamento. Tive a sorte de, no primeiro ano de pós-doc lá fora, ter um trabalho publicado na revista Science. E isso causou uma reação em cadeia oposta do que eu esperava…

CC: Ciumeira?
MN:
 A mensagem era “nem volte, porque você não vai ter espaço nenhum aqui”. E então decidi ficar nos Estados Unidos. Se eu voltasse, ficaria no “closet” (gíria da academia para designar profissionais sem função).

CC: O que exatamente houve para sua saída da USP?
MN:
 Eu não vou entrar em detalhes porque não vale a pena, são disputas acadêmicas. Nós estávamos criando uma nova disciplina dentro da faculdade e claramente fomos considerados, eu e mais alguns, uma ameaça. Ameaça de progressão na carreira, estávamos fazendo algo muito novo, uso de computadores em medicina. Estou falando de vinte tantos anos atrás. Mas eu senti o peso que era você realmente conseguir fazer alguma coisa. Quando comecei a publicar alguma coisa de peso, na universidade que eu estava (a Hahnemann, da Filadélfia), meu orientador de pós-doutorado me disse: “Não te querem lá (no Brasil) mas nós te queremos”. Foi lá que desenvolvi o primeiro passo nessas interfaces cérebro-máquina. E seis meses depois eu recebi a oferta da Universidade de Duke (Carolina do Norte, EUA), onde eu estou até hoje.

CC: E o senhor entende que essas dificuldades eram específicas da USP ou do Brasil como um todo?
MN:
 Aquilo era muito específico do Brasil naquela época. Era muito difícil você ascender na carreira. Melhorou muito. Mas ainda não é o que a gente espera, eu acho. Leia mais »


Com a UNILAB, a cidade não será mais a mesma, diz Rilza Valentim, prefeita de São Franciso do Conde

A prefeita Rilza Valentim, em seu gabinete.

Entrevistamos a prefeita de São Franciso do Conde, Rilza Valentim (PT). A cidade que ela administra receberá um campus da  Universidade da Integração Internacional Luso-Afro-Brasileira (Unilab).

Confira a entrevista:

O Recôncavo – Prefeita Rilza Valentim, como e de que forma começaram as movimentações da prefeitura de São Francisco do Conde para atrair um campus da UNILAB para a cidade? Como surgiu esta idéia?

Rilza Valentim – São Francisco do Conde é a cidade mais negra do Brasil – 95% declarada, de acordo com o censo realizado pelo IBGE/2010. Nosso povo negro tem uma história de luta que vem desde os tempos coloniais, quando os sanfranciscanos combateram os portugueses durante as batalhas pela Independência da Bahia e no período imperial com a 1ª Escola de Agronomia da América do Sul, que formou os primeiros engenheiros agrônomos do país. Ou seja, temos uma história de luta que merece ser valorizada e nada melhor do que trazer para eles uma universidade federal com ensino de qualidade que reconheça o protagonismo da nossa gente. Por isso, em 2010, com o forte apoio e orientação do governador Jacques Wagner, do Profº. Paulo Gabriel Naciff (Reitor da UFRB), dos deputados federais Zézeu Ribeiro e Emiliano José, do deputado estadual Rosemberg Pinto, iniciamos as articulações e negociações com o governo federal para trazer a UNILAB para São Francisco do Conde.

O Recôncavo – Na sua opinião, o que muda em São Francisco do Conde com a vinda da UNILAB?

Rilza Valentim – Tenho plena certeza que nossa cidade não será a mesma. O impacto que esta universidade gerará aqui, vai redimensionar nossa economia, cultura e o conjunto social. Além de podermos oferecer ensino de qualidade para os sanfranciscanos e região, a UNILAB terá um quadro misto de alunos brasileiros e africanos interagindo entre si e trocando experiências. Com esse intercâmbio São Francisco do Conde agora será internacional e não apenas do Recôncavo. Para os povos africanos, vamos contribuir para repor o que lhes foi tomado. Vamos qualificar essas pessoas para que eles possam exercer os conhecimentos adquiridos em seus países de origem e melhorar a qualidade de vida de seu povo.

O Recôncavo – E a prefeitura entra com alguma contrapartida? Qual?

Rilza Valentim – Sim. Tomamos a decisão de fazer uma concessão de uso, doando o prédio da escola-modelo da Baixa Fria por 15 anos, para que em 2012 a UNILAB já esteja funcionando com todo aparato necessário que os universitários precisam para se tornarem excelentes profissionais.

O Recôncavo – Prefeita, a Bahia aprendeu a disputar universidades com o mesmo empenho que disputa indústrias?

Rilza Valentim – Com certeza. A conquista da UNILAB é reflexo do desenvolvimento que buscamos para o nosso povo. Nossas lideranças políticas redimensionaram a pauta de prioridades, e hoje priorizamos cuidar de quem mais precisa. Uma universidade federal refunda uma região e catalisa desenvolvimento para todo lado.


Site de Chico Buarque entrevista o censor Carlos Lúcio Menezes: um documento histórico

O site de Chico Buraque produziu uma das melhores entrevistas dos últimos tempos. Trata-se de um papo com um censor aposentado, o senhor Carlos Lúcio Menezes.

A ousada iniciativa nos permite entender como funcionava a censura, sob a ótica do censor.

Eis um documento histórico que vale a pena ser lido e estudado.

Por Charles Carmo

——————————————————————————————————————-

Do site de Chico Buarque

SANATÓRIO GERAL

E N T R E V I S T A  E X C L U S I V A

E X – C E N S O R: CARLOS LÚCIO MENEZES

A idéia desta entrevista surgiu quando eu falava com um amigo sobre este site. Ele me disse que seu pai havia sido censor. Mesmo sem saber se ele tivera ou não alguma relação com as tesouradas na obra de Chico, pensei em entrevistá-lo. Surgiam dois problemas: um, se o Chico toparia. Ele topou. O outro, mais difícil no entender do meu parceiro Miltão, da CPC, era se Lúcio, o próprio censor toparia. Ele também topou e a entrevista foi feita no dia 2 de novembro de 1998, por telefone.

Carlos Lúcio Menezes, 69 anos, aposentou-se como censor em 1981. Casado, dois filhos, cinco netos, formou-se em Jornalismo, Relações Públicas e Pedagogia. Fez curso de extensão universitária em Cinema, na Universidade Católica de Minas Gerais e iniciou, mas não concluiu, o curso de Direito. Trabalhou na Assessoria de Imprensa dos presidentes da República Médici e Geisel.

Depois de ser entrevistado, Lúcio deu o seguinte depoimento:

“Esse trabalho que vocês estão fazendo é muito importante para que nossos filhos e também nossos netos, no futuro, possam conhecer a obra de um artista brilhante, de garra, e com muita personalidade.”

O editor

Antes de ser censor o que você fazia?

Eu era jornalista e radialista.

Em qual jornal você trabalhava? Leia mais »


Justiça censura ONG indigenista da Bahia. Decisão proíbe veiculação de vídeos sobre retomada de terras

Por Charles Carmo

 

Fonte: http://fotografiatupinamba.com

 

Uma onda de censura se espalha pela Bahia. Desta vez a vítima é o site Índios Online, de responsabilidade da ONG Thydêwá. A denúncia foi feita pelo deputado federal Emiliano José (PT/BA), em pronunciamento na Câmara dos Deputados no dia 3/08.

A juíza Marielza Maués Pinheiro Lima, em face de uma ação movida por fazendeiros, ordenou a retirada de vídeos do site. Os vídeos censurados tratam do histórico processo de retomada das terras dos índios Tupinambás, de Olivença, distrito de Ilhéus, no sul da Bahia.

Na decisão liminar que impõe a censura, a juíza alegou que a exposição da imagem dos fazendeiros na internet expõe os autores a situação de “constrangimento, humilhação, vergonha, dor sentimental, impotência, bem como a sensação de injustiça”.

O Recôncavo entrevistou a índia Potyra Tê Tupinambá, integrante da ONG Thydêwá, que afirma não se intimidar e garante que os índios irão continuar a luta pela retomada de suas terras.

Aperte o play e confira a entrevista.


Confira também os vídeos censurados, disponíveis no youtube:

Em tempo: a palavra Thydêwá significa “esperança da terra”, na língua Pankararu.

 


“Vivemos um colapso do neoliberalismo sob o tacão dos ultra-neoliberais: isso é a treva!”, diz Maria da Conceição Tavares

“Colapso do neoliberalismo sob o tacão dos ultra-neoliberais: é a treva!”

Por Saul Leblon na Carta Maior

As manifestações mórbidas de ortodoxia fiscal nos EUA e, antes, o martírio inútil da Grécia, mas também as rebeliões de indignação que tomam as ruas do mundo, em contraste com o alarme sangrento da intolerância neonazista vindo da Noruega, romperam uma blindagem de opacidade e resignação que revestia a crise mundial.

Depois de anos de abordagem asséptica por parte dos governos, e do tratamento complacente e obsequioso desfrutado na mídia, causas e conseqüências da débâcle mais ruidosa do capitalismo desde 1929 adquirem progressiva transparência.

Arcado sob um vácuo de liderança assustador, os EUA de Obama e do Tea Party, mas também a Europa da rendição socialdemocrata, expõem a dimensão política da crise, que realimenta seu impasse econômico.

Nos confrontos de rua entre uma população desesperada e um poder político de representatividade dissolvente, desnuda-se a brutal incompatibilidade entre os mercados financeiros desregulados e os valores da democracia. Na ascendência do Tea Party, pautando um arrocho ortodoxo que joga o planeta às portas de uma Depressão, desaba a confiabilidade na democracia norte-americana que se transforma em fator de insegurança mundial. Leia mais »


“Não há desafio que a Petrobras não possa superar”, afirma Gabrielli

"Não há desafio que a Petrobras não possa superar"

Do blog do Zé Dirceu

À frente da 34ª empresa do mundo – segundo o ranking da 500 maiores companhias da revista Fortune – o economista e professor baiano Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras desde 2005, é um homem confiante. Para ele, não há desafio que a Petrobras não possa superar. Com um faturamento anual superior a R$ 213 bi e um lucro líquido anual que excede os R$ 35 bi, a empresa acaba de divulgar o seu plano de investimentos 2011-2015. Ele está cotado em dólares. Serão US$ 224,7 bi  desembolsados para dar forma a 688 projetos. Um dos maiores planos de investimentos em curso no mundo.

Números tão gigantes parecem não impressioná-lo. Em entrevista exclusiva para este blog, Gabrielli ressalta que o momento da empresa é extraordinário, pois representa uma transição sem precedentes. A estatal  se prepara para, em breve, dar conta dos novos contratos do pré-sal, os quais deverão financiar, por meio do fundo do petróleo, um grande salto na Educação e na pesquisa e inovação do país.

Enquanto o novo marco regulatório do petróleo não se materializa, a Petrobras trabalha – a todo vapor – para dar conta dos contratos “velhos”. E trata de aprender e dominar a tecnologia da fantástica fronteira que o pré-sal representa. Segundo Gabrielli, nenhuma empresa no mundo descobriu tanto petróleo novo como a Petrobras. Isso porque a fronteira do petróleo novo está nas águas profundas. Nos últimos cinco anos, metade das novas descobertas no mundo se deu em águas profundas. Nestas,  a Petrobras foi responsável por 62% das descobertas. Sem temer o atual ritmo de investimentos, esse executivo promete: “em 2020 a Petrobras estará produzindo 4,9 milhões de barris por dia”. Em outras palavras, a empresa terá condições de exportar – entre petróleo e derivados – mais de 2,3 milhões de barris por dia. O volume equivale a mais do que o total da produção brasileira hoje.

Confira, a seguir, o que este brasileiro tem a dizer a partir da posição ímpar que lhe cabe, presidindo a quarta empresa de energia do mundo.

[Zé Dirceu] Ao invés de falarmos apenas do Plano de investimentos em si, a idéia é conversarmos sobre o significado político do momento atual da Petrobras. O que representa esse plano diante do novo modelo de petróleo no Brasil em que os rendimentos devem voltar à sociedade na forma de educação e tecnologia? Leia mais »


Billy Blanco, em 2009: Haja o que houver, não pare de cantar

Billy Blanco morreu, nesta sexta-feira (8/07).

Antes disso, deixou sua marca na história da música brasileira.

Viva Billy Blanco!

Por Charles Carmo

——————————————————————————————————-

De Claudio Leal no Terra Magazine

Billy Blanco, em 2009: Haja o que houver, não pare de cantar

Billy Blanco, músico e arquiteto, precursor da Bossa Nova e mestre do carioquês, morreu na manhã desta sexta-feira, de parada cardíaca, no Rio de Janeiro. Compositor de “Tereza da Praia” e “Mocinho bonito”, Billy foi entrevistado por Terra Magazine, em setembro de 2009, e deixou um conselho que não deixa de ser também um testamento de craque da canção popular: “Meu povo, haja o que houver, não pare de cantar!”.

Olha a banca do distinto.

***
Terno branco, vê lá, lenço vermelho: o Billy Blanco. Neste domingo, 23 de agosto de 2009, os galhos da Praça da Sé se contorcem em cinza e o frio bate fino no rosto do cavalheiro de 85 anos, em São Paulo. Ele caminha no Centro Cultural da Caixa Econômica, onde fará um show com a cantora Dóris Monteiro, e sente-se acossado por fãs – os mesmos e surrados das duas noites anteriores.

Billy percebe a aproximação dos caçadores de autógrafos, determinados a valorizar velhos LPs com a assinatura do autor de “Tereza da Praia” e “Mocinho Bonito”. Todas as noites eles vêm com seus bolachões, gritam “Grande Billy Blanco!”, cantarolam, e por fim levam a letra cursiva do compositor nas capas dos discos. De bengala – “minha quarta perna” -, Billy se esquiva do enxame, ruma para o camarim. Brota o primeiro “grande…!”, mas ele corta a abordagem, enfezadíssimo: Leia mais »


Gabrielli e o São João de Cruz das Almas

 

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, estava presente no São João de Cruz das Almas (23/06). Nesta entrevista, concedida ao nosso blogue sujo, Gabrielli fala sobre o papel da Petrobras no financiamento da cultura nacional.


Entrevista com Altamiro Borges

Esta entrevista é uma dobradinha do Blog do Gusmão e O Recôncavo

Para a grande imprensa baiana, o BlogprogBahia (encontro estadual de blogueiros progressistas) não existiu. Nunca estivemos lá, no auditório do Hotel Fiesta, em Salvador, nos dias 10 e 11 de junho.

Entretanto, o BlogprogBahia existiu, nos reunimos e este caminho não tem volta.

O encontro também gestou a dobradinha de blogues sujos que produziu esta entrevista (Blog do Gusmão e O Recôncavo).

Altamiro Borges, o Miro (Vermelho, Blog do Miro e Barão de Itararé), fala sobre a blogosfera como contraponto à hegemonia da grande mídia e a organização dos blogues sujos, um movimento horizontal que se reúne em torno de bandeiras comuns.

Miro, como é conhecido, coloca o pé no chão com relação aos desafios dos blogueiros progressistas para que obtenhamos avanços e conquistas.

Em outro ponto da entrevista Altamiro Borges fala da reação dos blogueiros à onda de censura e o processo de “judicialização da liberdade de imprensa”, fenômeno também presente na Bahia.

Para ouvir a entrevista, aperte o play:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Para ouvir a opinião do Altamiro Borges sobre a eleição do jornalista Merval Pereira para a Academia Brasileira de Letras, aperte o play:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

 


“Há uma guerra civil rastejante na sociedade capitalista”

A crise do capitalismo alimenta o crescimento, na Europa, de um populismo inquietante e autoritário que tem em Sílvio Berlusconi o maior intérprete. Mas abre também espaço inédito para uma política que tenda à sua superação, defende o filósofo esloveno Slavoj Zizek em entrevista a Benedetto Vecchi, do Il Manifesto. "Há uma guerra civil rastejante na sociedade capitalista. A inquietação ambiental atingiu os níveis de vigilância. A democracia é reduzida a um simulacro. Ainda assim, nem tudo está perdido", diz Zizek. Benedetto Vecchi - Il Manifesto

De Benedetto Vecchi – Il Manifesto, por meio da Carta Maior

“Há uma guerra civil rastejante na sociedade capitalista”

Escrita em estilo sóbrio, a obra analisa o mundo depois da crise econômica e a tendência de muitos governos de intervir, por meio de financiamento das dívidas dos bancos e das grandes instituições financeiras, para evitar aquilo que apenas há poucos anos parecia a trama de um filme de ficção sobre o colapso do capitalismo. 
Mas o autor procura distanciar-se das posições teóricas de muitos estudiosos marxistas, que sempre viram o neoliberalismo como um parêntese que, eventualmente, seria substituído por uma realidade social e política mais consentânea com as leis económicas, dando pouco espaço para os rentistas que enriqueceram com as loucuras especulativas das últimas décadas.

Para Zizek, ao contrário, o neoliberalismo tem sido uma adequada contra-revolução que cancelou a constituição material e formal surgida após a II Guerra Mundial, quando o capitalismo era sinonimo de democracia representativa. No início do terceiro milênio, a contra-revolução terminou, abrindo espaço para uma política radical que Zizek, em sintonia com o filósofo francês Alain Badiou, chama enfaticamente de “hipótese comunista”.

O filósofo esloveno não fecha, porém, os olhos para o fato de que os sinais provenientes de toda a Europa apontam para a ascensão de uma direita populista que conquista consensos onde os partidos social-democratas eram tradicionalmente fortes – como na Holanda, Noruega, Suécia. E também era irônico que com os democratas e norte-americanos radicais, que “nos Estados Unidos, depois de haver saudado a eleição de Obama para a Casa Branca como um evento divino, agora se deleitassem em discutir se é politicamente mais incisivo ‘Avatar’, de James Cameron, ou ‘Estado de Guerra’, de Kathryn Bigelow”. Eis a entrevista:

Num artigo, você lançou farpas contra “Avatar”, definindo-o como um filme apolítico. No entanto, no filme de Cameron, há fortes referências tanto à guerra do Iraque quanto à destruição da floresta amazônica: em ambos os casos, os vilões são as multinacionais… Leia mais »


Via Campesina reconfigura a luta de classes globalizada, diz socióloga

Do Opera Mundi

Desacreditado inclusive por intelectuais de esquerda, o campesinato continua vivo e tem uma intensa história de resistência e combate aos movimentos da globalização neoliberal. A Via Campesina, originária no início dos anos 1990 como a união internacional de trabalhadores rurais organizados, acabou virando a tese de doutorado pela UFRJ da socióloga carioca Flávia Braga Vieira, professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Dos Proletários Unidos à Globalização da Esperança, publicado pela Alameda Casa Editorial, mostra as origens do movimento. A publicação será lançada nesta quarta-feira (13/04), às 19h, na Blooks Livraria, no Rio de Janeiro.

Para Flávia, já são mais de 13 anos de envolvimento e pesquisa com o universo dos movimentos sociais. Desde a militância ao lado do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), os trabalhos voluntários com o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e o apoio à Via Campesina, a socióloga nutre uma curiosidade pelas transformações experimentadas pelos trabalhadores rurais em todo o mundo. Leia mais »


Vereadora Leninha abre o jogo sobre a sucessão em Valente

O Recôncavo – Como a senhora avalia o quadro sucessório em Valente?

Leninha - Bom, quero primeiro dizer que fui surpreendida com a matéria que sugere o meu nome como pré-candidata. Lembro que recebi o seu telefonema dizendo que tem ouvido nas rodas políticas de Salvador e do interior da Bahia que eu deveria ser a candidata a prefeita de Valente. Você também disse que as pessoas se referiam ao meu trabalho, com iniciativas regionais e muitas vezes até interinstitucionais trazendo para região ministérios, secretarias etc. Sobre o quadro sucessório do município em 2012, penso que as coisas estão andando com muita cautela. É evidente a movimentação política, por parte do grupo de Nenenzinho e o seu afilhado político prefeito Ubaldino Amaral, para construir primeiro uma “unidade” política entre eles, porque tem havido certa divergência no grupo, bastante evidente na última eleição. Embora não seja a ponto de desfazer o grupo. É natural haver discordâncias, desentendimentos. Por outro lado, também bastante evidente – com gente participando do governo, a aproximação dos grupos do PMDB local, liderado pelo ex-secretário da prefeitura de Salvador Fábio Mota, e Ubaldino Amaral. Por que esse fato político é importante, no meu modo de pensar? O atual prefeito já tem dois mandados e tentará fazer o seu sucessor no comando político da cidade. A questão é quem será? Vejo duas hipóteses diante do cenário político que tá ai. Um desenho de chapa puro sangue, como se diz, com gente do próprio grupo político. Outra possibilidade, pelo que vem acontecendo concretamente, será uma chapa representando uma aliança política de grupos, nesse caso com o PMDB. Faço essa reflexão, claro, com base na realidade política do dia a dia, junto às comunidades, com o povo na feira livre, no comércio, na rua. Todo mundo já começa a especular os nomes que certamente estão sendo discutidos nos bastidores e, volta e meia, acaba me perguntando se será mesmo fulano ou beltrano: Zénobio Cedraz, Dr. Gelson, Marcos Adriano. Tudo isso seguido de comentários, obviamente, a favor ou contra um ou outro, conforme a simpatia política. Mas uma coisa, ao contrário de outros momentos, tem chamado a minha atenção. São os muitos comentários contraditórios falando da dificuldade de nomes no grupo para disputar a sucessão e, ao mesmo tempo, dizendo da dificuldade que a candidatura do PT e os possíveis aliados terão dessa vez, digo em 2012. Talvez por conta desse processo de aproximação do grupo Nenenzinho/Ubaldino com os Mota do PMDB rumo a uma possível aliança. No caso do PT, a segunda força política municipal para encabeçar uma candidatura de oposição, o processo político é diferente. Embora sejamos a segunda e principal força da cidade, essa discussão se faz de forma democrática, ouvindo primeiro os militantes do partido e com amplo diálogo com os demais partidos do campo político progressista. Também outros partidos que queiram construir uma mudança. Esse diálogo, claro, é mais lento, porque necessário. No PT posso assegurar que esse processo é muito tranqüilo, porque apesar do nome já trabalhado de Ismael (foi por duas vezes candidato), há outros nomes também capazes que desde 1989 vem construindo o partido, a exemplo do companheiro Ranúsio do Sicoob-Coopere que tem se revelado um excelente gestor, com clara visão de desenvolvimento regional, expandido a cooperativa de crédito rural de Valente, em parceria com os movimentos sociais, para Retirolândia, Conceição de Coité, Nova Fátima, Gavião, Capim Grosso, Quixabeira, Tucano e Euclides da Cunha.   Leia mais »


Frente Parlamentar Evangélica quer avaliar “kit gay” do MEC

Por Ana Cláudia Barros no inestimável Terra Magazine

O recente aval da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) ao kit anti-homofobia desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) acrescentou um capítulo à discussão sobre o projeto, que ainda está em fase de análise.

A proposta é combater a discriminação a gays, lésbicas e transexuais nas escolas, capacitando professores para lidar com o tema em sala de aula. Mas a notícia de que o material – composto por cartilha, cartazes, folders e vídeos educativos – seria distribuído em 6 mil instituições de ensino da rede pública, eriçou o pelo de segmentos mais conservadores, que não tardaram a demonstrar descontentamento. Manifestações contrárias se disseminaram na internet e no próprio Congresso Nacional.

Presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) – formada por 71 parlamentares, três deles, senadores -, deputado João Campos (PSDB-GO), conta a Terra Magazine que foi feito requerimento ao MEC, pedindo um exemplar do kit. A ideia é examinar o material para verificar se a denúncia de que faz “apologia à prática homossexual” – principal argumento dos opositores – procede de fato. A razão de tanta desconfiança, justifica Campos, está nos “precedentes”.

- Temos experiências anteriores por parte do governo do então presidente Lula em que material que era confeccionado com determinado propósito e, quando depois tomávamos conhecimento, ia muito além daquilo – afirma, insinuando que a comunidade homossexual tem sido privilegiada pelo Executivo federal na comparação com outras minorias.

- Aonde está a política do governo em relação aos outros segmentos? Esses outros segmentos também não sofrem discriminação? Graças a Deus, a sociedade brasileira não é altamente discriminatória. Nem a gays, nem a religiosos, nem a idosos, nem a ciganos. Temos ocorrência de discriminação aos diversos segmentos, mas isso não é uma situação com tanta frequência como em outros países. Todavia, ela ocorre. E, ocorrendo, o governo deve estabelecer uma política pública adequada em relação aos diversos segmentos, e não apenas a um. Fazendo em relação a um, quem sabe, seja só o início. Mas por que não ampliar?

Sobre outros temas polêmicos, como o projeto que criminaliza a homofobia (PLC 122), desarquivado pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) e a regulamentação da união civil entre casais do mesmo sexo, que vai ganhar novo projeto, o presidente da Frente Parlamentar Evangélica sinaliza que a resistência às matérias vai seguir firme e o debate deve avançar menos do que o esperado.

Para ele, o PLC 122, apelidado pelos críticos de “mordaça gay”, “fere a liberdade de expressão”. “Você não pode emitir um conceito. Você não pode dizer o que pensa acerca do homossexual, mas você pode dizer o que pensa acerca da prática política, acerca da prática religiosa… Não é crime”, ironiza. Leia mais »


Al- Jazeera: Jornalista e blogueiro egípcio fala sobre rebelião

Jornalista e blogueiro egípcio fala sobre rebelião

Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do site 3arabawy. Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia, conseguiu contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em primeiro mão sobre os eventos que estão ocorrendo no Egito. Hossam destaca o papel que a juventude e o movimento sindical estão desempenhando nos protestos contra a ditadura egípcia e prevê momentos difíceis nas relações com os EUA. “Qualquer governo realmente limpo que chegue ao poder na região, entrará em um conflito aberto com os EUA, porque proporá uma redistribuição racional da riqueza e terminará com o apoio a Israel e a outras ditaduras”.

Mark LeVine – Al- Jazeera por meio da Carta Maior

Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do site 3arabawy. Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia, conseguiu contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em primeiro mão sobre os eventos que estão ocorrendo no Egito.

Por que foi necessária uma revolução na Tunísia para tirar os egípcios das ruas em uma quantidade sem precedentes?

No Egito dizemos que a Tunísia foi mais um catalisador que um instigador, porque as condições objetivas para um levantamento existiam no país e durante os últimos anos a revolta estava no ar. Já tivemos duas mini-intifadas, ou “mini-Tunísia” em 2008. A primeira foi um levantamento em abril de 2008 em Mahalla, seguido por outro em Borollos, no norte do país.

As revoluções não surgem do nada. Não temos mecanicamente uma amanhã no Egito porque ontem ocorreu uma na Tunísia. Não é possível isolar esses protestos dos quatro últimos anos de greves de trabalhadores no Egito ou de eventos internacionais como a intifada al-Aqsa e a invasão do Iraque pelos EUA. A eclosão da intifada al-Aqsa foi especialmente importante porque nos anos 80 e 90 o ativismo nas ruas havia sido efetivamente impedido pelo governo como parte da luta contra insurgentes islâmicos. Só seguiu existindo nos campus universitários ou nas centrais dos partidos. Mas quando estourou a intifada em 2000 e a Al Jazeera começou a transmitir suas imagens, isso inspirou a nossa juventude a tomar as ruas, da mesma maneira que hoje a Tunísia nos inspira. Leia mais »


Hildegard Angel expõe preconceito da elite contra Lula

Da Carta Capital via Escrevinhador

Por Cynara Menezes

RADICAL CHIC

Enquanto seu irmão Stuart era preso e morto pela ditadura, em 1971, a jovem Hildegard Angel iniciava trajetória oposta, no colunismo social do jornal O Globo, onde trabalharia, entre idas e vindas, por quase 40 anos. Em 1976, quando a mãe dos dois, a estilista Zuzu, foi assassinada pelo regime em um “acidente” de carro, Hildegard já era uma jornalista conhecida e atriz de tevê. Não deixa de ser interessante que, aos 60, recém-saída do extinto Jornal do Brasil (agora só on-line), assuma uma postura de franco-atiradora.

Suas armas são um blog e o twitter. Seus alvos: a mídia e a preferência pelo candidato José Serra, do PSDB. No mês passado, ela declarou voto em Dilma Rousseff, do PT. Na entrevista concedida a CartaCapital em sua cobertura de frente para o mar em Copacabana, Hildegard Angel, criadora do termo “emergente” para definir os novos ricos cariocas, diz que Lula sofre preconceito por ser um deles, na política. “Já o Serra é o valoroso self-made-man”, ironiza. Leia mais »


Maria Rita Kehl: “Fui demitida por um ‘delito’ de opinião”

Maria Rita Kehl. Foto: CPFL Divulgação

Por Bob Fernandes no Terra Magazine

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres. O texto, intitulado “Dois pesos…”, gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo:
- Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Veja trechos do artigo “Dois pesos”.

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine – Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você…
Maria Rita Kehl -
E provocou, sim…

– Quais?
– Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião.

– Quando?
– Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

– E por qual motivo?
– O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

– Você chegou a argumentar algo?
– Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável…

– Que sentimento fica para você?
– É tudo tão absurdo… A imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo…

– Você concorda com essa tese?
– Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado…

– …Por outro lado…?
– Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um “delito” de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal O Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

– Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
– Acho que sim. Isso se agravou com a eleição, pois, pelo que eles me alegaram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.


Abdias: Se pudessem, colocavam o negro de novo na escravidão

Abdias do Nascimento e o presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil

Por Ana Cláudia Barros no Terra Magazine

De São Paulo

Defensor fervoroso do sistema de cotas raciais em universidades públicas, o ex-senador e deputado federal, Abdias do Nascimento, 96 anos, um dos líderes negros de maior expressão no país, considerou “uma coisa lamentável” as alterações no texto original do projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado nesta quarta-feira (16), no Senado.

Um dos pontos mais criticados foi, justamente, a retirada do trecho que falava sobre a regulamentação da reserva de vagas para a população negra na educação. O estatuto, que tramitou no Congresso durante sete anos, entra em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

-As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Confira a entrevista

Terra Magazine – O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das mudanças?
Abdias do Nascimento
- Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros. São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.

Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.
É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se repete.

O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o termo “raça” por “etnia”, alegando que não existe outra raça além da humana.
Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma vez, o gérmen… A alma do Brasil que manda é essa. É contra os africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam, outra vez, a escravidão.

O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e brancos no país?
É isso aí: uma mentira cívica. Uma “bela” mentira cívica. E ainda existe um hiato entre negros e brancos. Há dois “Brasis”: um dos brancos e outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.

O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O senhor concorda?
Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos negros terem uma integração perfeita.

Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?
As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.


Zé Celso: “votarei em Dilma; PSDB e Serra são antipopulares”

Por Claudio Leal no Terra Magazine

O diretor e ator José Celso Martinez Corrêa, fundador do Teatro Oficina, defendeu um plebiscito popular para decidir sobre o terceiro mandato de Lula. Após o presidente rejeitar a permanência no poder, Zé Celso analisou as novas nuvens e, da mesma forma que Chico Buarque, decidiu votar na ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT). Quer a continuidade da onda Lula e torce por “uma chave de cadeira” em Serra.

O guru da Tropicália faz duas restrições a Dilma: ela não tem “uma perspectiva muito clara” da cultura e se posiciona contra a descriminalização das drogas. Pretende conversar com a petista.

- Acho que Dilma poderia ir muito mais longe. Ela era do PDT, tem essa origem trabalhista, precisa resgatar esse lado. E eu adorava o Brizola!… Gostaria de ter esse encontro. Eu poderia contribuir pra uma dimensão maior, porque sou ator e diretor. Até o Hitler se consultava com atores.

Para o diretor, que volta a encenar “Bacantes” no Oficina, o pré-candidato José Serra (PSDB) tem uma “mentalidade antipopular” e governa com um grupo fechado.

- O governo Lula tem as portas abertas para os movimentos sociais. Tenho a impressão de que o Serra não. O pessoal do PSDB tem uma mentalidade antipopular, da tecnocracia – critica.

No sentido inverso de Caetano Veloso, outro tropicalista, Zé Celso não se empolga com a candidatura de Marina Silva, do Partido Verde. Há uma razão pagã.

- Acho isso estranho: uma pessoa que vem da Amazônia, no momento em que se tem escolas públicas com línguas locais, ter um pensamento evangélico, que é um pensamento cristão muito reduzido?

Apesar do entusiasmo com Lula, ele não aprova a política externa brasileira em relação à ditadura cubana de Raúl e Fidel Castro. O presidente comparou os presos políticos de Cuba a bandidos encarcerados no Brasil.

- Lula foi muito infeliz. Lula poderia exercer esse papel que quer ter no Irã: “Fidel, vamos fazer um socialismo democrático”… Se eu fosse amigo de Fidel, eu diria: “Abre essa porra!”.

Confira o papo.

Terra Magazine - Tem acompanhado a sucessão de Lula, essa fase inicial das campanhas? O que você está pensando dos candidatos pós-Lula?
Zé Celso Martinez - Quero dizer que gosto muito do governo Lula, com todas as suas contradições. Ele é uma espécie de presidente antropófago, sem ideologias. Come tudo, como um antropófago, assim como eram os índios que comeram o bispo Sardinha. Segundo Oswald de Andrade, esse é o começo da história do Brasil: o navio naufragou e ele foi comido pelos caetés. Para minha geração, isso foi uma evolução. Porque o padre Anchieta era o que tinha criado o teatro brasileiro. E minha geração foi buscar as influências indígenas. Uma virada de ponta à cabeça, esse retorno à antropofagia em 1966, 1967. Oswald nos provou a todos: Glauber, Caetano, Gil, Oiticica… Inverteu a história do Brasil, incorporando a cultura do índio, o que foi fundamental para o movimento Tropicália, considerado um dos movimentos culturais mais importantes do mundo no século passado. É uma revolução que levou Lula ao poder, porque os estados eram limitados às oligarquias. Lula está requebrando. Gostaria que continuasse na mesma linha, que ele desse uma chave de cadeira em Serra. Leia mais »


Setores da imprensa são golpistas, diz Leandro Fortes

Leandro FortesLeandro Fortes é um dos mais respeitados jornalistas do país. Na Carta Capital, aonde atualmente exerce a profissão, Leandro fez matérias antológicas, como as duas em que mostrou o lado B do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Ao revelar ao país que o Ministro do Supremo é proprietário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que fatura milhares de reais por ano, sem licitação, Leandro Fortes provocou a ira do  ministro. Por esta ousadia, está sendo processado por Gilmar Mendes.

Na entrevista que nos concedeu ontem (13/11), Leandro fala o que pensa a respeito da imprensa nacional, da Conferência Nacional de Comunicação, dos desafios dos profissionais de jornalismo neste momento e de outros temas.

Aperte o play e ouça a entrevista.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Se preferir baixar a entrevista, clique aqui.


Entrevista com o pescador “Siri de Mangue”

Joilson Carlos Silva de Jesus, o “Siri de Mangue” é pescador em Maragojipe.

Joilson é conselheiro da Reserva Extrativista de Iguape e a favor da instalação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. Nesta entrevista ele nos conta seus motivos e faz um duro ataque à Pastoral dos Pescadores.

Para ouvir Joilson, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Entrevista com Sílvio Ataliba, prefeito de Maragojipe.

Silvio Ataliba.

Sílvio Ataliba (PT) é prefeito de Maragojipe, cidade do litoral do Recôncavo baiano que deverá receber um dos maiores investimentos já feitos na Bahia nas últimas décadas. Trata-se do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, obra que suscita muitos debates e que pode mudar a face econômica da região.

Nesta entrevista ele nos fala do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, da criação do Centro Tecnológico do Paraguaçu, da importância do fortalecimento da UFRB neste processo e da logística que envolve a instalação do empreendimento.

Para ouvir Sílvio Ataliba, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Não tem nada a ver com o PV um candidato que tem preconceito com as religiões africanas, diz Beth Wagner

Beth Wagner

Beth Wagner

O Recôncavo entrevistou a economista Beth Wagner, diretora geral do Instituto do Meio Ambiente (IMA). Elizabeth Maria Souto Wagner nasceu no Rio de Janeiro, mudando-se para Salvador nos anos 70, durante o regime militar. Funcionária do Banco do Brasil (1982-1997) foi liberada no período de 1988 e 1996 para exercer os cargos eletivos de vereadora e vice-prefeita de Salvador (1993-1996). Beth Wagner foi ainda secretária Municipal de Educação e presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação da Bahia.

Nesta entrevista que nos concedeu, Beth Wagner expõe sua opinião a respeito da termelétrica de Sapeaçu, do estaleiro Enseada do Paraguaçu, direitos humanos e sobre a política baiana.

Um dos quadros mais destacados do PV na Bahia, Beth Wagner fez duras críticas a alguns membros de seu partido. Quem ouvir a entrevista vai perceber as críticas indiretas aos deputados Luis Bassuma e Edson Duarte, ambos do PV baiano e que querem o lançamento de candidatos próprios do PV baiano ao senado e ao Governo do Estado. Eles estão no PV, mas parece que não conhecem a Bahia, diz Beth Wagner.

Para ouvir Beth Wagner, aperte o paly.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Secretário não tinha competência legal para autorizar aumento de ônibus, diz Marta Rodrigues

Marta Rodrigues quer anular aumento de ônibus em Salvador. Foto: Valdemiro Lopes

Marta Rodrigues quer anular aumento de ônibus em Salvador. Foto: Valdemiro Lopes

A vereadora Marta Rodrigues (PT) é uma militante histórica do Partido dos Trabalhadores  em Salvador. Marta Rodrigues é formada em Letras pela UCSAL e especialista em Direitos Humanos pela UNEB/Ministério Público e também em Gestão de Cidades pela UNIRB. Marta Rodrigues foi assessora parlamentar do Deputado Federal Nelson Pelegrino (1990-2004), atuando na área de direitos humanos e junto aos bairros populares de Salvador.

Líder da Bancada do PT na Câmara dos Vereadores em Salvador e recentemente eleita Presidente do Diretório Municipal do PT na capital, Marta Rodrigues nos concedeu uma entrevista, por telefone, no exato momento em que protocolava no Fórum Ruy Barbosa, junto com seus pares, uma Ação Popular para anular o aumento da tarifa do transporte público de Salvador, alvo de diversas críticas, inclusive deste site.

Como a entrevista teve que ser interrompida para que os vereadores de oposição pudessem protocolar a Ação Popular na 8ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Salvador, resolvemos publicar aqui também a entrevista que a vereadora nos concedeu após a Ação Popular ter sido protocolada. Segundo a vereadora, o ato foi assinado por quem não tinha competência para fazê-lo.

Para ouvir Marta Rodrigues, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Se eu fosse convidado a ser vice, aceitaria de bom grado; diz Marcelo Nilo

O deputado estadual Marcelo Nilo é um dos parlamentares mais experientes da Assembléia Legislativa. Eleito e reeleito para a presidência da Casa com o apoio decisivo do governador Wagner, Marcelo Nilo, após a aproximação entre o PSDB e DEM na Bahia, rompe com o partido (PSDB) e mantêm-se como um dos fiadores do bloco governista.

Agora, Marcelo Nilo é um dos mais cotados candidatos a ocupar o tão cobiçado posto de vice na coligação do governador Wagner.

Para O Recôncavo, em entrevista concedida na sala do cafezinho, na Assembléia Legislativa, o presidente Marcelo Nilo foi enfático: se convidado ele aceita.

Na entrevista que nos concedeu o presidente da Assembléia também faz um balanço da produção legislativa da Casa em 2009.

A entrevista ocorreu em uma Assembléia em clima de votação do Orçamento de 2010, no intervalo entre uma sessão e outra. A batalha legislativa terminou na madrugada, sem o governo conseguir aprovar a proposta orçamentária.

Para ouvir a entrevista com o deputado Marcelo Nilo, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Por Charles Carmo

Foto: Google


Entrevista com Celso Amorim

Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Celso Amorim - ABrNo programa Bom Dia Ministro desta quita-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, falou sobre diversos temas, entre eles Copenhaguen, a crise em Honduras, o Mercosul e a crise financeira internacional.

E deu umas estocadas na imprensa.

O programa é fruto da parceria entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e a Empresa Brasil de Comunicação.

Para ouvir o ministro Celso Amorim, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.


Houve uma crise ética geral nesta campanha eleitoral da OAB, diz Dinailton Oliveira

Para Dinailton Oliveira, Saul Quadros representa os grandes escritórios de advocacia.

Para Dinailton Oliveira, Saul Quadros representa os grandes escritórios de advocacia.

O Recôncavo entrevistou o candidato à presidência da OAB, Dinailton Oliveira. Finda a eleição e proclamado o resultado, com a vitória de Saul Quadros, o processo volta a ser questionado.

Dinailton Oliveira requereu a impugnação da eleição, pondo em cheque a credibilidade do processo. Nesta entrevista, Dinailton Oliveira elencou uma série de suspeitas que levanta, com relação ao processo eleitoral. Ele quer uma perícia em todas as urnas.

As suspeitas levantadas são graves e, por isso mesmo, tem local de destaque nesta edição de O Recôncavo. Na entrevista, o advogado Dinailton Oliveira fez duras críticas ao seu colega, Saul Quadros.

Estamos tentando, desde as 10:30h desta sexta-feira, entrar em contato, por telefone, com o candidato Saul Quadros, entretanto, não tivemos êxito. Continuaremos tentando, ao longo do dia. É importante que saibamos o que ele tem a nos dizer sobre as suspeitas e as críticas levantadas, para que o debate se dê em condições de igualdade entre todos os candidatos.

Na entrevista que nos concedeu, Dinailton Oliveira fala, entre outros temas, da crise na OAB, dos grandes escritórios de advocacia, de seu adversário Saul Quadros e da posição da OAB na ditadura militar.

Para ouvir Dinailton Oliveira, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Por Charles Carmo


No A Tarde, um colega lia minhas matérias e ligava para avisar ACM, diz Paixão Barbosa

Paixão Barbosa closeO Recôncavo participou de um encontro, feliz, entre o jornalista Paixão Barbosa e os estudantes de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Um dos mais influentes e bem informados jornalistas da Bahia, Paixão Barbosa deu uma aula de bom jornalismo.

O encontro foi selado por Luiz Nova, professor da federal do Recôncavo.

Paixão falou sobre as responsabilidades de um jornalista, sobretudo os que fazem cobertura política. Contou segredos da redação e falou sobre um colega delator que teve no A Tarde, bem como das investidas de ACM para tentar evitar a publicação de matérias que lhe eram desfavoráveis.

Paixão deu dicas, mostrou os perigos e o encanto perigoso que o poder exerce. Apontou que é preciso manter certa distância da fonte, “não existe jantar de graça” lembra Paixão Barbosa.

Paixão mostrou os segredos do jornalismo político.

Alguns, pelo menos.

Como a gravação original é muita extensa, optamos por postar declarações selecionadas por temas. É que a aula durou mais de uma hora.

Para ouvir Paixão Barbosa, aperte o play.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Por Charles Carmo


Bancada da Bahia prioriza investimentos nas universidades públicas

Enfim, uma prioridade.

Enfim, uma prioridade. Foto: Google

Esta semana, mais precisamente na terça-feira (24/11) , ocorreu em Brasília uma reunião decisiva para as universidades federais e estaduais baianas. A bancada federal da Bahia, coordenada com competência pela deputada federal Lídice da Mata, decidiu priorizar o ensino público superior na distribuição dos recursos orçamentários para 2010.

Poderíamos dizer, sem medo de cometer um exagero, que a decisão da bancada foi emocionante. Explico: até então, e esta era a reunião que decidiria a lista de emendas, somente os recursos da UFBA, graças a sua força e importância, eram um consenso. Grande parte dos deputados tem base eleitoral em Salvador. O que ocorre em Salvador reverbera na Bahia, e a UFBA está, majoritariamente, em Salvador. Então a UFBA tem muita força. Dela própria e de Salvador.

Leia mais »


Geddel foi ingrato e agora está isolado, diz Zezéu Ribeiro

zezéu esportO deputado federal Zezéu Ribeiro é um dos maiores quadros do PT na Bahia. Dia 22 de novembro ele comemora seus 60 anos. Líder por três anos seguidos da Bancada do Nordeste é um dos parlamentares mais influentes da Câmara dos Deputados. Nesta entrevista que nos concedeu, Zezéu Ribeiro fala das mudanças que ocorreram na Bahia e no Brasil nos últimos 60 anos.

Ele também nos contou o que pensa a respeito do pré-sal, a partilha de seus recursos, aquecimento global, desertificação, termelétrica em Sapeaçu, do ministro Geddel Vieira Lima e do Governo Wagner.

Para ele, o ministro Geddel foi ingrato e agora está isolado.

Para ouvir a entrevista de Zezéu Ribeiro, aperte o play

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Se preferir baixar o áudio da entrevista, clique aqui.