As imagens abaixo correm o país. E não nos enganemos, elas correrão o mundo. Foram registradas na festa de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Nelas, podemos ver cidadãos sendo barbaramente espancados em plena rua por policiais militares que deveriam estar ali para garantir a segurança dessas pessoas.
O homem espancado desmaia diante da dor e da força dos golpes recebidos.
É esta a polícia que quer ganhar o apoio da sociedade para as sua reivindicações?
É este o modelo de polícia que queremos na Bahia?
O jornalista Leandro Fortes, em sua página no Facebook fez a pergunta óbvia: o PT baiano vai se calar?
A sociedade espera uma resposta contundente da cúpula da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.
O Governo do Estado da Bahia precisa se manifestar diante desta ignomínia. Ou se rende à barbárie.
O movimento DESOCUPA SALVADOR está aí para comprovar.
O assalto aos espaços públicos e o sequestro da cidade por grupos econômicos é só mais uma face do processo de desumanização galopante da capital baiana.
O que ainda salva a cidade são pessoas como estas, que ainda fazem a diferença.
Bob Fernandes mostrou, no Jornal da Gazeta, que existem jornalistas no Brasil, ao comentar, de forma lapidar, o "estrondoso silêncio" da imprensa frente o lançamento do livro "A Privataria Tucana". O trabalho do jornalista Amaury Ribeiro é uma obra prima de jornalismo investigativo e um desafio para a justiça brasileira. O livro do Amaury, que para José Serra é hecatombe, tem mérito para ganhar até o Prêmio Pulitzer, não fosse o pacto de mudez da imprensa brasileira, que a internet expõe. O jornalista devassou todo o processo de privatização do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e apresentou farta documentação, que faria corar os habitantes de Gomorra. A internet está sendo o único palco desta discussão. O Amaury Ribeiro será um bestseller sem, no entanto, ter sido pautado na grande imprensa. Bob Fernandes levou o assunto à TV. O livro do Amauri é para ser envelopado e entregue ao Procurador Geral da República. E aos estudantes de jornalismo. Por Charles Carmo
Neste vídeo do programa “Dossiê Globo News” o Boni, ex-todo poderoso da emissora Globo, confessa que realmente ajudou o ex-presidente Fernando Collor no debate com Lula.
Além de suor artificial e a famosa pasta vazia, objeto de confissão neste vídeo, a Rede Globo fez a mais famosa e estudada edição da história da televisão brasileira.
Este é um documento histórico de fundamental importância para entendermos o PIG – Partido da Imprensa Golpista e suas relações com o poder.
Para que não se ache que a menção à amizade entre o suplente de senador João Faustino, preso no Rio Grande do Norte por participar de um esquema de fraudes inspirado no que foi descoberto na Prefeitura de São Paulo – e de cuja a montagem a Controlar teria participado – pelo Ministério Público, e a dupla Fernando Henrique Cardoso e José Serra seja implicância dos blogueiros, posto este vídeo aí de cima[em baixo no O Recôncavo] .
Gravado em agosto deste ano, é um trecho do programa “Hilneth é Show”exibido pela SimTv, de Natal, no qual o próprio Faustino conta como foi convidado por FHC para trabalhar no Palácio do Planalto e por Serra – de quem foi subchefe da Casa Civil – para ajudá-lo no Instituto Teotônio Vilela, parte que lhe coube, como consolação, depois de afastado da direção do PSDB.
Nada melhor do que o próprio Faustino falar destas ligações.
Atenção papais e mamães: o infanticídio, obviamente, não é a saída para casos como este. É melhor trancar a despensa e apelar à velha vassoura e pano de chão.
Por Charles Carmo
Em tempo: a sujeira exposta no vídeo, depois de revista, apresenta certo padrão, como no sofá, aonde a farinha parece ter sido atirada contra o móvel. Há um exagero de sujeira, que extrapola a bagunça e melança que toda criança adora. Mesmo que por ventura seja um manipulação, vá lá, valeria do mesmo jeito. O que importa aí é a projeção. E a ideia do trabalho de limpar aquilo tudo.
Os manifestantes exigem que os militares transfiram o poder para um governo civil
Por Marina Terra no Opera Mundi
Em uma fase crítica, a revolução egípcia inicia nesta terça-feira (22/11) uma mobilização que promete reunir mais de um milhão de pessoas ao redor do país. A “marcha dos milhões”, como está sendo chamada a manifestação, promete incrementar a oposição ao governo da Junta Militar, no poder desde a queda de Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro.
Pelo menos 33 pessoas morreram e 1,8 mil ficaram feridas em decorrênciia da brutalidade da polícia contra os manifestantes, que exigem a saída do Conselho Supremo das Forças Armadas. Os protestos se concentram na célebre Praça Tahrir – que virou símbolo de revoltas. No local estão programados vários atos para esta tarde.
Ao longo dos últimos quatro dias, as forças de segurança usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e golpes de cacetetes contra os manifestantes. Há relatos do uso de munição letal.
Na segunda-feira (21/11), o governo interino ofereceu a sua renúncia, mas a junta militar ainda não decidiu se aceita ou não. A Irmandade Muçulmana do Egito, a mais organizada força política do país, anunciou que não vai participar da manifestação hoje na Praça Tahrir. O Partido da Liberdade e da Justiça, da Irmandade Muçulmana, informou em comunicado que a decisão foi tomada para evitar “novos confrontos sangrentos” na região.
O marechal Hussein Tantaoui, fiel aliado de Mubarak e e, na prática, atual ditador do país, afirmou que as eleições gerais no Egito, marcadas para 28 de novembro, continuam de pé. Em fevereiro, Tantaoui reconheceu a “soberania popular” e disse que permaneceria por somente 6 meses no poder.
Mais do mesmo
A Anistia Internacional acusou os militares de não terem cumprido as promessas de melhorar a situação dos direitos humanos no país e de serem responsáveis por abusos que, em alguns casos, superam os da era Mubarak. Em comunicado divulgado em Londres, a organização critica o que classifica como “lamentável desempenho” do Conselho Supremo das Forças Armadas.
O diretor interino da AI para o Oriente Médio e Norte da África, Philip Luther, assinala que o conselho se usou de repressão ao utilizar tribunais militares para julgar milhares de civis, algo que contraria o que os cidadãos egípcios tanto lutaram durante as manifestações populares de janeiro.
“Os que desafiaram ou criticaram o conselho militar, como manifestantes, jornalistas, blogueiros e trabalhadores em greve, foram reprimidos de maneira impiedosa com a tentativa de silenciar suas opiniões”, afirmou Luther. ”A resposta brutal e de mão de ferro diante dos protestos dos últimos dias levam toda a marca da era Mubarak.”
Eis a arte do escultor Theo Jansen, criador de uma mistura original de engenharia, cibernética e arte. Jansen montou um “ser” animado pela força dos ventos, fazendo surgir um efeito estético fantástico. Não há como lhe negar o crédito pela originalidade.
Assista a esse pequeno vídeo de pouco mais de 23′, que mostra como EUA, Europa e Ásia arrasaram e ainda arrasam o país africano. Uma produção espanhola, de 2011, dirigida por Juan Falque.
Não é nenhuma maravilha em termos de linguagem cinematográfica. Longe disso. Mas denuncia o que se esconde por trás das “campanhas humanitárias” que sempre acompanham os momentos agudos da fome cotidiana da Somália.
Esse país foi vítima de uma colonização europeia que se estendeu até o séc. XX, quando então se tornou independente. Mas a democracia durou apenas 9 anos, pois os EUA conseguiram realizar o Golpe de Estado que deixou os somalianos de joelhos. Hoje, 2 décadas depois de ter se livrado do seu ditador, o país fragilizado é palco de uma epidemia de fome, guerras civis violentas. Nesse contexto não há como proteger suas fronteiras marítimas, que são invadidas por gigantescos barcos pesqueiros que se utilizam de todos os recursos ilegais banidos no resto do mundo para pescar o atum, ameaçando também gravemente a vida marinha da região. A ONU apesar dos inúmeros apelos, nada faz para mudar esse quadro perverso.
O vídeo está no original em espanhol. Se quiser assisti-lo com legendas, clique aqui.
Depois, quando ouvir falar em “piratas da Somália” você vai entender quem são os verdadeiros piratas.
[Pra variar, a dica desse vídeo veio do excelente Doc Verdade, onde você pode encontrar mais algumas informações sobre Piratas!, e de onde tirei a citação acima.]
O projeto de lei da Câmara que propõe a abertura do mercado de TV por assinatura às empresas de telefonia e estabelece cotas de conteúdo nacional e independente nos canais e pacotes pagos pelo assinante (PLC 116/10) foi aprovado hoje (16) no plenário do Senado e segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. O relator do projeto, senador Walter Pinheiro (PT-BA), defendeu que as medidas do projeto possibilitam o desenvolvimento pleno e o aumento da penetração do serviço de TV por assinatura no País.
“Observa-se que há falta de investimentos e de competição adequada em todas as etapas da cadeia de valor”, disse Pinheiro ao defender a aprovação do PL 116. O senador acompanha a matéria desde seu mandato de deputado federal, quando contribuiu com o debate, inclusive na presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia daquela Casa. Pinheiro é um dos autores do Projeto de Lei nº 332, que foi apensado à proposta original da Câmara dos Deputados.
Para ele, a aprovação do projeto promoverá a abertura de um novo mercado com escala necessária para reduzir o preço, melhorar o serviço e inserir a produção nacional. “Atualmente somente 10 milhões de brasileiros possuem TV por assinatura, principalmente por conta dos altos preços, mas também pela indisponibilidade de rede”, disse Pinheiro, que informa ainda que o sistema de TV por assinatura só chega a cerca de 260 dos 5.665 municípios brasileiros.
Pinheiro defendeu aprovação da matéria conforme texto de origem da Câmara, sendo rejeitadas as emendas, tanto as apresentadas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania quanto as emendas apresentas ao Plenário. Foi acatada apenas uma emenda de redação de adequação ao texto.